sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

[Dica de Leitura] Ladrões de Planeta - Dan Krokos

Opa! Olha eu aqui com mais uma dica de leitura para vocês! Este foi publicado pela V&R Editora e ao meu ver parece ser um otimo livro para aqueles que gostam de aventuras e muita animação. Eu ainda não o li, mas logo logo darei um jeito de lê-lo para trazer uma resenha para vocês! ;)

Descrição: Num futuro distante, a Terra está em perigo. O motivo: a conquista de um planeta recém-descoberto chamado Nori-Azul. Aquele era o lugar perfeito para uma raça que não cabia mais no próprio planeta. Tão perfeito que também estava nos planos de dominação dos Tremistas, civilização alienígena dona de avançada tecnologia de guerra. Mason Stark, um garoto de treze anos, é um dos cadetes da Academia do Comando Espacial Terrestre, centro de controle das tropas estelares. A rotina de treinamentos no espaço era tranquila até o violento ataque tremista que muda completamenteo destino de Mason e dos dezessetecadetes a bordo da nave SS Egito.

Para quem quiser saber mais detalhes do livro, acesse: http://www.vreditoras.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=594

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

[Eu Cinza] Final do Capitulo 11

Acordo com a claridade ja forte no quarto. Espantada por ainda esta nos braços de Jefferson. Ergo levemente minha cabeça para ver o seu rosto. Ele esta tranquilo, com um ar sereno. Um de seus braços ainda ao meu redor. Repouso novamente minha cabeça em seu peito me sentindo aliviada e protegida. Muitas vezes eu imaginei como seria ter alguem para afugentar meus pesadelos a noite. Como seria acordar nos braços de alguem que me amasse. Eu so nao imaginei que essa pessoa nao seria Gabriel. Mesmo no tempo em que eramos apenas amigos, eu sabia que havia algo a mais ali. So tinha medo de admitir.
Nesse momento, nos braços de Jefferson, a lembrança de ter me sentido assim em relaçao a Gabriel fica cada vez mais distante. O amor ainda esta la, mas adormecido. Sinto que so seguirei em frente plenamente quando tiver uma conversa definitiva com ele. Quando eu lhe contar toda a verdade, se é que ele ja nao a conhece. Ainda assim, ele deve ouvir a  minha versao. Eu tenho uma divida com ele que eu nao consigo explicar de onde veio. Nossos destinos foram traçados para se cruzarem. Para o bem ou para o mal, eu ainda nao sei dizer.
Embaixo de mim, sinto Jefferson se mexer acordando. Ele esfrega os olhos por um momento, me olhando como se eu fosse uma miragem. Parece nao acreditar que eu esteja mesmo aqui.
- Se voce quiser, eu posso te beliscar. - eu falo rindo para ele.
- Parece um sonho voce esta aqui. - ele diz sorrindo enquanto passa a mao em meus cabelos. - Faz algum tempo que esperei por isso.
- Quem ouvi voce falando assim pensa que aconteceu alguma coisa. - eu digo brincando.
- Ainda assim, foi mais do que eu pensei que voce cederia. - ele fala acariciando meu rosto.
- Tem uma coisa que eu ainda nao entendo. Porque voce vive falando que gosta de mim a muito tempo se nos conhecemos a poucas semanas? E voce parece saber muito sobre mim.
- Bom,na verdade, eu te conheci um pouco antes daquele dia que o Errant atacou voce e Bianca na sua casa. Leandro sentiu quando Bianca foi enviada para cá e como eles eram amigos acabamos indo procurar por ela. Nos estivemos na sua casa sem voces perceberem. Logo que eu te vi senti algo crescer em mim e nao pude mais deixar de ir la. Eu sempre inventava uma desculpa para o Leandro me levar ate la.
- Por isso, voce apareceu tao de repente naquele dia! - eu me afasto um pouco dele me sentindo invadida. - Voce esteve esse tempo todo me espionando?
- Eu sei que pode parecer estranho, mas foi por que eu gosto de voce,Laura! Mesmo sabendo do seu namorado, eu nao conseguia me segurar. Eu precisava te ver de alguma maneira. - ele fala se sentando para ficar de frente para mim. - Me desculpe. Eu sei que eu deveria ter falado logo com voce, mas eu nao sabia como. Entao, surgiu aquela oportunidade e eu fui te ajudar.
- Eu nao quero brigar com voce. Mas, me prometa que nunca mais ira me vigiar dessa maneira. Nem se um dia eu nao estiver mais ao seu alcance. - eu falo seria.
- Eu prometo. - ele diz sua voz quase inaldivel. - Eu nao sei por que voce se aborrece com isso.
- Eu nao gosto de ter minha privacidade aberta. - eu falo me sentindo chateada. Me levanto e ele segue cada passo meu com seus olhos.
- Eu preciso das minhas roupas. Sera que nao podemos ir pega-las na minha casa? - falo.
- Voce sabe que se Leandro e Bianca ficarem sabendo vai ter discussao. Porque nao pede algumas para Bianca?
- Eu quero as minhas roupas. E alem do mais, eu preciso checar a minha casa. Eu nao posso ficar aqui sem saber o que esta acontecendo la.
- E se os Damns estiverem la? Sem nossos anjos nunca poderiamos dar conta deles.
- Se voce quiser fique. Eu irei.
- Eu nunca deixaria voce ir sozinha. Vamos tomar cafe e depois iremos. Os dois ja devem ter saido atras de Marcelo.
Saio para a sala e me deparo com um cafe da manha posto a mesa. Me aproximo e vejo um cartao branco. Nele esta escrito:
" Estaremos de volta no fim da tarde. Nao façam nenhuma besteira. Principalmente, a Laura. Se cuidem.
Bianca."
Jefferson para atras de mim me envolvendo pela cintura.
- Nossas babás deixaram isto. - falo entregando o bilhete para ele que me solta.
- Ela esta certa. Voce tem uma atraçao pelo perigo! - ele fala rindo e se senta a mesa. - Temos um dia inteiro para nos! - ele fala empolgado.
- Como se eu pudesse sentir alguma felicidade com toda essa situaçao. - ele me lança um olhar triste.
- As vezes, voce fala como se eu nao fosse nada.
- Nao foi isso que eu quis dizer. - falo pegando em sua mao. - Essa situaçao toda tem me deixado aflita o tempo todo. Voce faz parte da minha vida agora!
- Que bom. - ele fala parecendo magoado.
Tomamos o resto do nosso cafe da manha em silencio. Eu me sinto um pouco triste por magoa-lo mesmo que nao tenha sido por querer. Ele parece ser mais sensivel do que eu esperava. Talvez por tudo que ele passou em sua infancia. Pego na mao dele e ele vira seu rosto para me encarar. Seus olhos castanhos parecem me analisar.
- Eu nao quero magoa-lo. Tente me entender, por favor. - eu falo com uma voz suave.
- Eu entendo. Me desculpe. - ele olha para seu prato tristemente. - É so que é... - ele suspira antes de continuar. - É tao dificil gostar de alguem tanto quanto eu gosto de voce e as vezes parecer que isso nao é correspondido. Eu nao sei lidar bem com essas coisas.
- Eu te entendo. Eu so nao posso te dar uma resposta concreta ainda. Eu preciso me desligar del... - eu paro quando vejo o que estava prestes a dizer.
- Eu sei. - ele fala ainda olhando para o seu prato. - É melhor irmos logo. - ele fala encerrando o assunto. Ele tira algo do seu bolso e me entrega. Um moat. - Para precaver.
O sigo em direçao ao terraço e no caminho ele pega os capacetes da moto e me entrega um. Sento na moto atras dele e ele a acelera nos colocando em movimento. É um longo caminho ate em casa mesmo indo a uma velocidade consideravel. O envolvo firme pela cintura e encosto minha cabeça em suas costas. Olho para a Twin no meu braço. Ela esta em uma coloraçao amarela tao forte que quase ofusca. Isso quer dizer que Bianca esta bem longe. Eu espero com todas as minhas forças que eles o encontrem. Ele pode ser o nosso ultimo recurso. Talvez ele saiba onde esta a minha ultima esperança.
Estamos indo tao velozes que a paisagem ao meu redor é apenas um borrao. Consigo destinguir algumas casas. Nao estamos longe. Verifico se nao esqueci a chave, mas ela esta no bolso do meu short como sempre. Repentinamente, paramos e me dou conta que ja chegamos. Talvez nao demorasse tanto quanto eu pensei afinal. Salto da moto e encaro a fachada da minha casa. Ela agora parece mais escura, mais gelada. Jefferson cutuca meu braço para que eu me mexa e abra a porta. Vou em direcao ao portao e o destranco. Quando entro no terraço sinto um calafrio descer pela minha espinha. Ate aqui nada parece fora do lugar. A porta da sala ainda esta aberta assim como foi deixada. Caminho em direcao a ela com Jefferson logo atras de mim. Assim que coloco meus olhos no interior da sala meu coraçao acelera. Esta tudo revirado. A mesa de centro esta jogada de lado com o vidro quebrado, os sofas estao uma bagunça e tudo na estante esta fora do lugar. Em um dos cantos proximos a estante o vaso preferido da minha mae esta em pedaços. Percebo que estou com as duas maos na minha boca e as deixo cair ao meu lado.
- Por Deus! - Jefferson fala ao meu lado. - Vamos ver o restante da casa!
- Sera que eles ainda estao aqui? - pergunto com medo.
- Provavelmente,nao. Vamos ver! - ele diz me puxando com uma das maos parecendo ter uma subita descarga de coragem.
A sala de jantar esta intacta, mas quando entramos no meu quarto ele esta uma zona. As gavetas do guarda roupa foram retiradas e lançadas, as roupas estao por toda parte, os lençois da minha cama remexidos, tambem tem papeis por todos os lados e minha escrivaninha esta bagunçada. Paro poucos passos depois de entrar no quarto totalmente chocada. Eu nao pensei que eles entrariam realmente aqui, nao depois de Bianca ter dito que aplicou um selamento na casa, mesmo sendo um basico. Jefferson olha por cima do meu ombro e seu rosto endurece.
- Eles estao mesmo no nosso encalço. Devem ter vindo atras de pistas de onde estamos. - ele fala.
- Me ajude a pegar algumas dessas roupas para irmos embora. - eu digo tentando nao pensar em nada por que a raiva ja faz o seu caminho pelo meu interior.
- Claro. Voce tem uma mochila para coloca-las dentro? - ele fala se gachando ao meu lado.
- No guarda roupa. Terceira porta.
Recolhemos o maximo de peças possiveis e colocamos na minha mochila. Saio relutante sem poder deixar de encarar toda aquela cena. Resolvo nao ir ate o quarto de mamae. Ver suas coisas reviradas so iria me fazer sentir pior. Jefferson me da o minimo dr espaço possivel para que eu me mexa com medo de que eles voltem. Ele carrega a minha mochila que esta pesada demais para mim. Antes de irmos dou uma ultima olhada para a minha casa imaginando quando tudo isso tera fim e eu poderei voltar a ter uma vida normal. Desconfio que talvez depois de dar um passo para dentro desse mundo nao se possa mais voltar atras, tampouco ter uma vida considerada normal novamente. Suspiro pesadamente enquanto o vento bagunça meus cabelos.

[Resenha] Querido John - Nicholas Sparks

Publicado pela Editora: Novo Conceito Li em: versao fisica

• Sinopse:
Quando John Tyree conhece Savannah Lynn Curtis, descobre estar pronto para recomeçar sua vida. Com um futuro sem grandes perspectivas, ele, um jovem rebelde, decide alistar-se no exército, após concluir o ensino médio. Durante sua licença, conhece a garota de seus sonhos, Savannah. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah prometa esperá-lo concluir seus deveres militares. Porém ninguém previa o que estava para acontecer, os atentados de 11 de setembro mudariam suas vidas e do mundo todo. E assim como muitos homens e mulherescorajosos, John deveria escolher entre seu país e seu amor por Savannah. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, ele descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos acreditar.

“Aprendi que amar não significa estar junto, mas sim querer ver apessoa feliz , mesmo que isso custe a sua felicidade”.Seriamente!?Eu já ouvi falar e muito do escritor –Nicholas Sparks!E nem quero aqui, salientar seus números gastronômicos de vendas. Seus livros vendem muito bem, inclusive em boa parte do mundo. Também não vou – me ater em resumir a obra escolhida ( Querido John).Comentar sobre as características dos personagens principais, neste momento, seria banalidade minha, pois muitas pessoas conhecem o autor e a obra referida. Ainda mais, os românticos de plantão. Prefiro carregar meu texto com aminha experiência ao ler –Querido John.Savannah e John caíram no meu gosto de casal apaixonado. Consegui – me envolver na sintonia do amor dos dois… Mesmo depois, sabendo que ela desiste de John. Me recordo que a cada capítulo eu me entregava ao livro, queria saber mais, precisava penetrar meu rosto, com as marcas do possível amor dos personagens. Uma coisa pode-se afirmar,Nicholas Sparks,és fantástico no quesito de criar um clima, uma história, um enredo que prende nosso silêncio. O realismo de sua narrativa valoriza o preenchimento da nossa mente. Mais do que isso, a reflexão maior, não estás no amor e a sua espera, e sim, na experiência queJohn tem com o seu pai. Até o seu final, esmorecemos com essarelação de Pai e Filho.Garanto que quem for ler, vai se surpreender com o seu fim, “surpreendente”! Foi a minha primeira vez que li algo deste autor. E posso realçar que sai da mesma, realizado. Todo o tempo que gastei lendo, foi como uma música perfeita para meus olhos, derramei lágrimas na incredulidade do ato de amar! Recomendadíssimo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

#DrawingDay Desenhos que se foram

Oi,gente!
Estou um pouquinho atrasada com o Post, mas aqui vai! *risos*
Esses desenhos eu tinha feito na capinha do meu celular com marcadores "permanentes". Saiu tudo logo que comecei a usar. Quase morri quando isso aconteceu por que os desenhos ficaram lindos, como voces podem ver. Paguei caro nos marcadores, mas tudo em vão. Agora so me restou as fotos para recordar! :P É a vida!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[Resenha] Como Treinar o Seu Dragão - Cressida Cowell

Publicado pela Editora: Intrinseca
Li em: formato digital (PDF)

A inusitada série de Cressida Cowell nos presenteia com uma leitura agradável e original de um mundo fascinante: o dos dragões. Estascriaturas são representadas de modo deslumbrante através deuma trama formidável. Soluço Spantosicus Strondus III é o protagonista nada heroico desta aventura, que passa por maus bocados tentando mostrar que é “útil”. Para ingressar como verdadeiros membros da tribo dos Hooligans Cabeludos, 10 garotos vikings (incluindo Soluço) devem passar por um teste de iniciação: deverão treinar seus dragões (que são pegos ainda pequenos) para mostrar que estão aptos a ingressar na tribo ou serão exilados para sempre. O destino de Soluço muda quando descobre que seu dragão é banguela e além disso“estranhamente minúsculo”. “As coisas já não pareciam tão boas. Ali, enrolado e adormecido no fundo da cesta, formando um nó de dragão estava talvez o mais comum dragão comum que soluço já tinha visto na vida. Na verdade,a única coisa extraordinária sobre aquele dragão era como ele podia ser tão excepcionalmente PEQUENO. Isso sim era admirável.” Página50.Além de muito pequeno o dragão (que passou a ser chamado Banguela) é excepcionalmente obstinado e não respeita os comandos de seu dono. Para manter sua dignidade viking, Soluço precisa ensinar Banguela do modo mais difícil, e isso pode ser perigoso. Foi então que seudestino de herói começou a ser traçado. Um filme inspirado no livro foi lançado em 2010, digo “inspirado” pois a estória é totalmente diferente(só são usados alguns nomes e focos principais na trama cinematográfica).A obra merece nota máxima nos quesitos: organização, originalidade e humor. Além de todos os aspectos positivos é repleto de ilustrações muito bem tecidas e congregadas à estória. Não obstante, as pobres “mulheres” são esquecidas do enredo promissor e cômico de “Como treinar o seu dragão” muito embora este fato não traga significativas alterações no conteúdo da brilhante obra. Após a conclusão do livro ficamos sedentos por uma continuação que de fato existe no livro “Como ser um pirata”. Enfim, é um livro indicado paratodos os públicos que se sintam apetecidos por uma estória calorosa e instigante.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

[Eu Cinza] Mais do Capitulo 11

Assim que a noite chega estamos os quatro sentados ao redor da mesa jantando. O silencio paira ao nosso redor, nenhum de nos apressados para que ele se quebre. Depois do abraço acalentador de Jefferson, eu fui andar sozinha para me livrar de mim mesma. Eu sinto como se eu fosse meu pior problema. Eu me deixo me abater muito facil mesmo sabendo o que tem aqui em jogo.
Eu nao sei se fiz mal tendo aquele momento com Jefferson. Ele pareceu tao feliz com nossa subita aproximacao, mas eu ainda nao tenho certeza de nada. Nao quero lhe dar esperanças antes de ter uma conversa definitiva com Gabriel. Nao antes de saber o que se passa com ele. Sem saber se ele ainda me ama e se existe ainda alguma possibilidade de existir 'nós' outra vez. Sinto como se eu tivesse um dever com ele. Talvez essa ligaçao nunca se quebre totalmente. Em algum lugar dentro de mim sei que ele precisa da minha ajuda. Em algum lugar, ele me pede socorro.
Quando termino de comer vou para o terraço. Me encosto em pe em uma das colunas admirando as estrelas. Aqui nesse meio do nada elas parecem mais vivas.
- Olhando as estrelas? - ouço Jefferson falar se aproximando.
- Aqui elas parecem se multiplicar. - digo.
- Aqui nao tem tanto transito e meio que estamos no mato. Entao, nao tem tanta poluiçao para as cobrir. - ele diz com o rosto erguido olhando para o ceu. - É um dos motivos para eu gostar daqui.
- Faz muito tempo que voces estao aqui? - pergunto.
- Ja tem alguns anos. Consegui compra-la por um preço bem menor.  - ele diz me encarando.
- Voce disse que trabalha para se sustentar, mas voce nao tem ido esses dias. Inventou alguma historia?
- Nao. Eu nao precisei. - ele suspira antes de continuar. - Eu tinha ferias atrasadas e vou poder ficar alguns dias sem ir trabalhar. Espero ser o bastante para resolver essa historia.
- Eu tambem. - digo.
- Voce quer dar uma volta comigo? - ele fala me dando um sorriso.
- Eu ja andei duas vezes por esse quarteirao. Nao acho que gostaria de andar por ele novamente. - eu falo dando um leve sorriso para ele.
- Nao falei para andarmos. Venha comigo. - ele fala descendo as escadas indo em direcao a um dos lados da casa. O sigo e assim que viramos vejo uma moto preta que nao tinha percebido antes.
- Ela ja estava aqui? Nao lembro de ter a visto. - falo intrigada.
- Nao. Ela estava em uma oficina aqui perto. Quando voce foi dar aquela volta antes do jantar um cara de la a trouxe. - ele diz ja sentado na moto e a liga. - Quer ou nao dar uma volta comigo?
- Acho que nao tenho nada melhor para fazer mesmo. - falo sentando atras dele meio desageitada. Andei poucas vezes de moto.
- Se encoste mais em mim e segure firme. - ele fala meio brincalhao. - Ja andou de moto antes?
- Ja. A muito tempo atras. - falo um pouco envergonhada.
Seguro firme ao redor de sua cintura e posso sentir seus musculos por cima da camisa. Minhas pernas e meu corpo estao encostados nele tao firmemente que me sinto corar. Parece que estou fazendo algo errado. Ele acelera a moto saindo para a rua. Sinto o vento em meu rosto e a medida que a velocidade aumenta mau consigo abrir meus olhos.
- Va mais devagar. - tento falar alto bastante para que ele me esculte acima do som do vento em seus ouvidos.
- Devagar nao tem graça,gata!  - ele fala alegre e me lembro que ele nao havia me chamado mais de 'gata', o que me parece estranho agora.
- Foi assim que Gabriel ficou paralitico! Andando assim em uma moto. - falo me lembrando do acidente que mudou o rumo de tudo.
- Eu nao sou o Gabriel! - ele fala cuspindo cada palavra, mas desacelera. - Nao me compare a ele.
- Eu nao estou te comparando a ele. Estou apenas te alertando. - falo com raiva quando entramos em uma avenida que ainda nao reconheço.
- Pois me alerte sem usar o nome dele. - ele diz chateado.
- Como voce preferir. - falo emburrada.
Seguimos o restante do caminho sem dar nenhuma palavra. Ja percorremos varios quilometros e acho que ele esta me levando para a praça onde dormimos quando fugimos da casa de Juliana. Consigo reconhecer algumas ruas.
Como eu pensava, ele desliga a moto na praça. Ela esta silenciosa e nao parece ter ninguem por aqui. Eu nao os julgo por que aqui é muito isolado. Desço da moto e me afasto alguns metros de Jefferson que ainda esta sentado na moto. Paro embaixo de um pequeno poste no meio da calçada, daqueles que me lembram tempos antigos. Jefferson vem ao meu encontro e para na minha frente me encarando.
- Eu nao gosto de brigar com voce. - ele fala pousando uma de suas maos em meu ombro.
- As vezes, voce me chateia muito. Parece que tem duas pessoas dentro de voce. - eu digo me afastando e andando em volta dele. - Uma que me causa raiva, que me faz ter vontade de explodir. E, outra... - eu paro, as palavras sumindo.
- Outra? - ele questiona e posso ouvir um tom de satisfacao em sua voz.
- E,outra que me atrai. Mas nao pense que eu gosto de voce. - paro de frente para ele. Ele olha fundo em meus olhos por alguns segundos e me puxa pela cintura ate estarmos colados. Nossos rostos a centimetros de se encontrarem.
- E eu deveria pensar outra coisa? Porque nao é isso o que parece. - enquanto ele fala sinto cheira de menta.
Posso sentir sua respiracao aflita bater no meu rosto. Ele se inclina mais para perto de mim e fecho os meus olhos em antecipaçao. Seus labios encontram os meus de uma maneira leve em um encaixe preciso, mas em poucos segundos ele me pressiona com mais força, sua boca faminta e voraz pela minha. Eu sinto algo que eu nunca antes tinha sentido com alguem. Nem mesmo com Gabriel. Eu me sinto como se eu nao fosse mais eu. Como se eu nao tivesse mais plenos poderes sobre mim. Apenas aquela vontade insaciavel reverberando pelo meu ser e o mesmo parece esta acontecendo com ele.
Ele me puxa nos arrastando para mais perto do poste e se encosta nele. Sua boca viajando pelo meu pescoço, descendo pelo meu ombro. Inclino minha cabeça para tras inconsciente de minhas açoes, apenas consciente do meu desejo. O envolvo com meus braços em seu pescoço, sua boca na minha. Ele se afasta sem folego e diz:
- Eu te quero como eu nunca quis ninguem,Laura. Mais do que voce pode imaginar. - ele fala segurando meu rosto entre suas maos, nossos olhares desesperados para se encontrarem. Ele me abraça forte e posso ouvir o bater acelerado do seu coracao.
- Eu ainda nao posso te dizer que eu gosto verdadeiramente de voce, mas eu sinto que estou perto de chegar la. - falo sinceramente.
- Eu nao poderia esta mais feliz em ouvir isso! Eu estarei sempre do seu lado. Mesmo quando voce achar que eu nao estarei la, eu encontrarei uma maneira. - ele diz e me da um beijo rapido.
- Voce acha que eu vou poder voltar para casa logo? Nao que eu nao goste de esta com voces, mas eu sinto falta de la, de esta perto de algo que me traga a presença dela. - eu falo tristemente e ele faz um carinho em minha bochecha.
- Ainda nao. Mas logo, eu prometo. Nos traremos ela de volta! - ele diz serio. - Eu proprio me encarregarei de dar a Juliana o que ela merece e a quem mais a estiver ajudando. - ele fala transparecendo sua raiva e sinto que ele esta falando de Gabriel.
- É melhor nos voltarmos. Bianca e Leandro podem esta preocupados.
- Voce esta certa. Vamos. - ele fala pegando a minha mao e me levando ate a moto.
Assim que chegamos em casa damos de cara com Bianca e Leandro sentados na sala como se estivessem nos esperando. O que na verdade eles estavam mesmo.
- Amanha, eu e Bianca vamos tentar localizar o Marcelo. - Leandro fala.
- Marcelo? - falo sem entender.
- O Gleam do Gabriel. - Bianca responde. - Vamos amanha bem cedo atras dele. So verificar onde ele esta. Nao vamos falar com ele. Nao agora.
- Eu gostaria de ir junto. - eu falo consciente de que quero muito conhece-lo.
- Nenhum dos dois vai com a gente. - Leandro fala serio. - Nao queremos nos arriscar. Os Damns ainda estao la fora. Podem esta nos procurando e poderiamos chamar muita atencao. Voces ficam aqui.
- Mas, eu quero ve-lo! Se ele pode nos ajudar temos que falar logo com ele. É a vida da minha mae que esta em jogo aqui! Ninguem sabe o que ela pode esta passando! - falo chateada por parecer que eles nao se importam com meus sentimentos.
- Voces nao iram. Nao podemos tomar uma atitude precipitada. Nem sabemos se ele esta em condiçoes de ajudar. - Leandro diz. - Nos sabemos muito bem o que esta em jogo aqui! Por isso mesmo temos que ser cautelosos. Espero que voce entenda.
Eu saio da sala em direcao ao restante da casa. Nao posso acreditar que eles querem me deixar de fora. Provavelmente, eles nao me levaram quando forem falar com ele com medo de que eu estrague tudo. Sem pensar, abro a porta do quarto de Jefferson e me jogo na cama. Afundo meu rosto no travesseiro e sinto cheiro se sabao e menta. Lagrimas começam a escorrer por meu rosto sem permisao. Me sinto inutil sem poder ajudar minha mae. Sem saber ao menos como ela esta. Quando eu penso em tudo isso nao consigo parar de me perguntar por que tudo isso esta acontecendo comigo. Como se eu nao ja tivesse tido problemas para uma vida inteira. Primeiro, um pai bêbado que so fazia de todos os dias, um dia nublado. Depois que ele se foi, uma mae com crises que descontava tudo em cima de mim ate que nos distanciamos. Terceiro, um namorado que me trocou por a pessoa que esta estragando os meus dias e destruindo as unicas coisas boas que eu tive em anos. Agora eu tenho que juntar todos os cacos de mim mesma, me fazer de forte para lutar pelo que me resta de vida.
Sinto uma mao tocar minhas costas, mas nao me viro. Eu preciso ficar sozinha. Quem sabe se eu botar para fora toda a tristeza, ela va embora e eu me torne forte como todos esperam.
- Me deixe sozinha! - eu falo com a voz embargada sabendo que deve ser Jefferson quem esta aqui.
- Eu falei que jamais te deixaria sozinha. - ele fala sentando ao meu lado. Nao me viro para o encarar. - Eu posso entender como voce esta se sentindo.
- Nenhum de voces pode entender. Nenhum de voces viveu a minha vida. - eu falo chateada.
- Eu nao tive uma mae,mas eu posso entender como deve ser ter uma e perdê-la. - ele fala tristeza transparecendo na sua voz. - Laura, seja forte! Eu sei que é dificil, mas ela precisa de voce pronta. Voce tem que esta pronta para agir. Eu estou aqui com voce. - ele diz acariciando meu braço e eu me viro para emcara-lo. Seus olhos estao cheios de dor e amargura. Toco o rosto dele de leve. Ele tem uma maneira de me fazer mudar de ideia como ninguem poderia.
- Eu acho que voce deve ser o unico aqui que pode me entender. - me afasto para perto dele e ele me ajuda a me ajeitar em seu colo, deitada com a cabeça recostada em seu peito. - Porque essas coisas tem que acontecer?
- Eu nao sei,Laura. - ele fala colocando seus braços ao meu redor. - Mas, eu sei que nao estamos sozinhos. Temos Leandro e Bianca conosco. Acredite, eles so querem nosso bem. Sem eles nao poderiamos trazer sua mae de volta.
- Eu so quero esquecer tudo isso por um momento. Deixar tudo do lado de fora. - fecho os meus olhos me sentindo cansada.
- Durma,Laura. Voce esta tao abatida. Eu afastarei seus pesadelos. Eu prometo. - me ergo por um momento olhando fundo em seus olhos. Talvez ele seja tudo que eu preciso agora.
No momento seguinte, so posso dizer que estive em paz como nunca pude esta esses dias. O calor do seu corpo junto ao meu aquece mais do que minha pele. Aquece tambem o meu coracao. Sem perceber durmo com o familiar cheiro de sabao e menta. Sinto que talvez eu nao seja apenas cinza. Agora sou metade cor, metade cinza.

domingo, 26 de janeiro de 2014

[Resenha] Maze Runner: Correr ou Morrer - James Dashner

Editora: V&R
Li em: Formato Digital (PDF)

•Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotosque o acolhem e o apresentam "A Clareira", um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nempor quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cadatrinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... correr muito.
Comecei 2014 com boas leituras e um exemplo disso é Maze Runner - Correr ou Morrer. Apesar de ter lido ele em uma versão digital, o qual continha alguns erros, não deixei de me cativar pela história e já estou louca para começar a ler o segundo. Essa é a primeira resenha de um livro que li este ano e espero que gostem! *-* A historia começa com Thomas (personagem principal) preso em um elevador, se sentindo perdido com sua recente perda de memória, ele não sabe ao menos como chegou ali. Quando o elevador se abre, ele se depara com vários rapazes o encarando, como se ele fosse uma grande novidade. Assim que ele sai ajudado por alguns garotos, ele descobre está em um lugar chamado de Clareira onde diversos garotos de diferentes idades vivem, e assim como ele sem nenhuma memória de suas vidas passadas e nem mesmo sabem o motivo de terem sido enviados para lá. Eles apenas lembram de seus nomes. A unica coisa que eles tem certeza é que precisam sobreviver enquanto tentam descobrir um grande mistério: a saída do labirinto que cerca a Clareira. Após a chegada de Thomas tudo começa a mudar. No dia seguinte a sua chegada, o elevador se abre trazendo uma menina. Um fato inédito na Clareira e que traz grande alvoroço. Ainda mais estranho é um recado que ela traz, um bilhete com uma unica frase escrita: Tudo irá mudar! Assim que ela o entrega cai em coma e os dias se tornam mais dificeis após esse momento. Além de os Clareanos (como os garotos são conhecidos) terem de procurar pela saída do labirinto, eles tem que lidar com os terriveis Verdugos (criaturas monstruosas e cruéis criadas para dificultar o acesso ao labirinto. Eles são enviados para lá todas as noites). Mesmo com todas essas dificuldades e perdas ao longo dos anos, os garotos não se deixam abater e nem perdem a esperança de um dia voltar para suas antigas vidas. A leitura deste livro não é cansativa e se prepare para lidar com fortes emoções. No entanto, no começo você pode achar a historia um pouco enfadonha, mas lhe digo que você deve continuar. Cada capitulo traz uma novidade, o que nos deixa ansiosos para que o outro comece logo. E o final é na verdade apenas uma pequena parte do começo...
Eu gostei muito de toda a historia e recomendo para aqueles que curtem Ficção Cientifica relacionada com mundos distópicos. Para os aficcionados em romance aviso que poderam se decepcionar, pois ele não tem nada disso. Porém, isso não se torna um problema se você gosta de narrativas que te prendem e de fácil entendimento.

[News] Comic-Con: Brasil receberá versão da feira geek em dezembro

Considerado o mais importante encontro nerd do mundo, evento reunirá fãs de games, cinema, séries de TV e quadrinhos no Centro de Exposições.
Agora é oficial. A Comic-Con, feira geek mais importante do mundo, realizada todos os anos em San Diego, na Califórnia — e em versões menores em outros estados americanos —, receberá uma edição brasileira. O evento, que acontece entre 4 e 7 de dezembro, no Centro de ExposiçõesImigrantes, em São Paulo, é focado em games, cinema, séries de TV e quadrinhos, e deve reunir 60.000 visitantes ao longo de quatro dias. Os ingressos começam a ser vendidos a partir de abril. O preço ainda não foi divulgado.Pierre Mantovani, presidente da Comic-Con Brasil e diretor-geral dosite especializado em cultura popOmelete, é quem está por trás da organização do evento, que conta ainda com outros dois investidores."Nos Estados Unidos, a Comic-Con éa feira mais importante para os fãs de séries de TV, cinema, quadrinhos e games. A edição de San Diego, que é a mais tradicional,recebe todos os anos 150.000 pessoas. Os ingressos se esgotam em 30 minutos", diz o executivo.No Brasil, o evento se chamará Comic-Con Experience. "A ideia é trazer para o país a experiência de um evento americano. Já acontecem por aqui pequenos encontros de quadrinhos, mas nadaé tão representativo como uma Comic-Con", explica Mantovani. Para reproduzir em solo brasileiro o fenômeno que é a feira em San Diego, a organização vai apostar emconvidados de peso. Tradicionalmente, é na Comic-Con que os entusiastas se encontram pessoalmente com os atores, diretores, produtores e cartunistas envolvidos nas produções. "Ainda não temos nomes confirmados, mas estamos em contato com a Disney, Marvel, DC, Paramount e Warner Bros., entre outros estúdios, para trazer essas personalidades para o Brasil", diz o organizador.Consumo— Os visitantes da Comic-Con Experience não só vão poder assistir a palestras, participar de workshops e pedir autógrafos para seus ídolos, como vão ter à disposição muitas lojas com camisetas e outros badulaques inspirados em séries, jogos e filmes. "Trata-se de um evento de consumo. Escolhemos dezembro por causa das festas de final de ano.Este será o melhor Natal geek dos visitantes", afirma o organizador.Outra vantagem em realizar o evento no final do ano é poder adiantar para os participantes as novidades sobre as principais produções agendadas para 2015. De acordo com Mantovani,Star Wars: Episode VII, previsto para o próximo ano, eThe Hobbit: There and Back Again, que estreia no final de dezembro, são títulos que certamente ganharão destaque no evento em razão da popularidade deles no país.O organizador não divulga quanto está sendo investido no evento, atéporque as cotas de patrocínio só começam a ser oferecidas a partir da próxima semana, mas afirma que trazer a Comic-Con para o Brasil era uma necessidade."Olhamos o mercado e percebemos que os temas geeks passaram a ganhar espaço no país. Os Vingadores e Homem de Ferro entraram para a lista de maiores bilheterias no Brasil. O faturamento da Disney por aqui aumentou. Esse é o melhor momento!", diz Mantovani.Já foram confirmadas vinte empresas de colecionáveis (bonecos inspirados em super-heróis e personagens dos mais variados tamanhos) e artistas da DCComics e Marvel, como Eddy Barrows e Greg Tocchini. Os convidados da área de cinema e televisão, como atores e diretores de filmes e séries, além de desenvolvedores de games, serão divulgados nos próximos meses.

•Materia retirada do site: Veja - Vida Digital
• Ver materia completa em:
http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/comic-con-brasil-recebe-feira-geek-em-dezembro

sábado, 25 de janeiro de 2014

[Dica] Sites/Blogs para Ler Livros Online e/ou Fazer Download

Oi,gente! :)
Vim trazer para vocês alguns sites/blogs que eu uso para baixar ou ler livros online. Nem sempre a gente tem dinheiro para comprar aquele livro que temos muita vontade de conferir. Então o jeito ,se voce é como eu que não se importa em ler pelo celular/tablet/kindle, é apelar para os sites que oferecem esse tipo de ajuda. Os que vou listar são totalmente grátis ( os de download ) e confiáveis. Os livros sao bem estruturados, sem erros. Espero que voces tenham uma boa leitura! Aproveitem ;)

Download: 
• http://lelivros.info (tambem tem a opçao de leitura online)
• http://baixarlivrospdf.com
• http://vivisany.blogspot.com

Leitura Online:
• http://bloglivroson-line.blogspot.com

*P.S.: tem várias series/sagas/livros unicos bons nesses sites! ;) 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

[Eu Cinza] Continuação do Capitulo 11

Nao vou para casa mesmo com a chuva. Eu nao quero ter que encarar Jefferson agora. Quero ficar sozinha e ter um tempo para pensar. Nunca mais tive um tempo so para mim sem estar acontecendo nenhuma coisa sobrenatural. A chuva continua forte me açoitando com seus pingos enormes e chega a doer um pouco. Gelada, tao gelada quanto a sensacao que preenche o meu coracao. Eu tento nao pensar em nada, mas a sensacao so aumenta. Um pavor, uma pressao muito grande. Sinto como se eu fosse responsavel por sustentar o peso do ceu. Esse novo mundo que me foi apresentado so me trouxe coisas ruins com ele. Tenho um pressentimento que se eu nao resolver toda essa situacao logo eu irei enlouquecer.
Esculto cada passo meu fazendo 'clac clac' ao encontrar o chao enlameado. Dou a volta no quarteirao que é basicamente um conjunto de casas iguais no meio do nada. So a o matagal em volta e um outro adiante nao muito diferente deste. Paro em frente a casa de Jefferson encarando-a. Decidindo se entro agora ou nao.  A chuva passou, mas estou completamente ensopada. Meu cabelo molhado e embaraçado. Me obrigo a subir os degraus para o terraço. Me obrigo a entrar na casa. Paro na sala, minhas roupas gotejando e molhando o chao. Bianca esta dormindo tranquilamente no sofa. Jefferson me encara sentado no outro.
- Voce nao deveria ter ficado na chuva. Pode ficar doente. - ele fala se levantando. - Venha comigo! Voce precisa se trocar. - ele fala parecendo realmente preocupado indo em direcao ao resto da casa.
Vou atras dele entrando em uma pequena sala de jantar com uma mesa redonda de quatro lugares. Vejo tambem a cozinha minuscula, o banheiro e outro quarto. Imagino que seja o dele ja que Leandro parece esta instalado no primeiro. Ele abre a porta e entramos. Esta uma zona, roupas pelo chao, em cima da cama, da cadeira em frente a mesa de estudos. A roupas penduradas em todos os lugares possiveis. A um pequeno guarda roupa tambem, mas imagino que tenha poucas roupas dentro dada a bagunça que esta do lado se fora.
- Parece que voce nao gosta muito de lavar suas roupas. - eu falo enquanto ele recolhe algumas bermudas e camisas do chao.
- Muita coisa para fazer. Acabo nao tendo tempo. - ele diz fazendo um monte com as roupas no meio do quarto. Ele vai em direcao ao guarda roupa e volta com uma toalha e mudas de roupas as entregando para mim.
- De onde voce as tirou? - eu falo as recebendo.
- Leandro arrumou para voce. Nao tenha medo. Estao limpas. - ele fala forçando um sorriso. - Voce pode se trocar aqui. Vou levar essa roupa para lavar. - ele fala pegando as roupas, fechando a porta ao sair.
Olho para as peças que ele me deu. Uma camiseta amarela, short jeans e peças intimas. A toalha é branca e tem um cheiro bom de amaciante como se tivesse sido recem lavada. Me troco e junto as roupas molhadas para levar para lavar. Antes de sair nao consigo deixar de sentir uma vontade de bisbilhotar as coisas dele. Olhando melhor agora vejo alguns cartazes de bandas de rock que nao conheço em uma das paredes. Me forço a andar em direçao a porta antes que ele volte e me pegue "admirando" suas coisas.
Ao sair do quarto ouço um barulho leve de uma maquina de lavar vindo da cozinha. Assim que chego la, vejo Jefferson clicando em uns botoes da maquina e enfiando as roupas la dentro. Ele esta sem camisa usando apenas um calçao estilo surfista. Ele ainda nao me viu por esta de costa para mim. Meus olhos estao fixos em seus musculos aparentes, os braços definidos, ombros largos. De repente ele se vira e quando me ve ali parada olhando para ele da um leve sorriso.
- Deixe suas roupas aqui. - ele fala apontando para um espaço ao lado da maquina. - Quando eu terminar com as minhas posso lava-las. - ele me olha e coro ao imaginar ele pegando em minhas peças intimas.
- Pode deixar que eu mesma lavo. So me explique como ela funciona. - faço um gesto com a cabeça em direcao a maquina.
- Hum. Claro. - ele fala se voltando para ela. - Voce nao ficou chateada com o que eu te disse a pouco, ficou? Eu acho que fui um pouco apressado com toda aquela conversa.
- É, voce foi, mas nao estou chateada com voce. - falo olhando para as roupas em minhas maos. - Voce tem me ajudado muito e teremos que trabalhar juntos... Entao eu nao tenho por que me chatear. Voce so expos sua opiniao.
- Fico mais aliviado ao ouvir isso! - ele fala apertando um botao na maquina e ela desliga. - Venha aqui para eu te explicar como ela funciona. - ele fala e eu me ponho ao seu lado. - Basta voce clicar aqui para escolher o modo de lavagem e depois aqui para iniciar. Entendeu? - ele fala me olhando fixamente e me sinto hipnotizada. Seu corpo tao perto do meu. Ele cheira a sabao.
- Entendi. - falo meio desconcertada. Ele abre a maquina e retira suas roupas para que eu coloque as minhas.
- Vou estende-las no varal. Qualquer coisa pode me chamar. - ele fala abrindo a porta da cozinha e saindo.
Coloco as roupas dentro da maquina e faço como ele falou. O som que escapa dela começando a encher o ar. Eu nao sei como ele consegue mecher dessa forma comigo. Uma hora me deixa irritada ao ponto de explodir de raiva. Em outros momentos, me enche com um desejo a flor da pele. Me sinto muito confusa ao seu lado. Eu ainda gosto de Gabriel,mas desde que conheci Jefferson nao sei se o amor que  sinto ainda é o mesmo. Talvez seja so por conta da separacao ou talvez nao. Pode ser tambem por que Jefferson divide do mesmo segredo que eu e por isso eu sinta uma ligacao com ele. Eu precisarei de tempo para colocar meus sentimentos em ordem.
Eu desligo a maquina e vou para o "quintal". Nao é bem um quintal ja que nao existe separacao, so um espaço aberto de poucos metros separa uma casa da outra. A poucos metros, em um varal improvisado, Jefferson estende a ultima peça em suas maos. Começo a colocar as minhas no espaço que sobrou. Ele me olha com se estivesse procurando me entender. Repentinamente, ouço a voz de Leandro nos chamando dentro da casa. Termino de pendurar a roupa e sigo Jefferson para dentro. Quando chegamos na sala, Leandro e Bianca estao sentados lado a lado, cada um com uma pequena caixa de madeira nas maos.
- Sentem-se. - Leandro fala para nos. Me sento ao lado de Jefferson no sofa menor, o espaço apertado de mais para nos dois. - Bom, por causa dos ultimos acontecimentos, eu e Bianca decidimos que era hora de entregar um instrumento novo para voces. - ele fala nos encarando enquanto abre a fechadura da caixa em suas maos. - Venha ca,Jefferson.
Jefferson se levanta e fica parado na frente de Leandro aguardando. Leandro retira da caixa o que eu acho ser uma pulseira de couro branca. Ele a ergue na direçao de Jefferson que a pega e olha para ela a analisando.
- Isto é uma Twin. Uma pulseira localizadora. - ele fala naturalmente. - Como o nome ja diz, ela serve para que um acompanhante possa localizar o outro. Essa pedra verde no meio muda de cor e intensidade dependendo da distancia que voce esteja do seu acompanhante. Verde para perto, amarelo para longe e branco para caso algum de nos tenha morrido. - ele pega a Twin das maos de Jefferson e a vira. - Aqui voce pode ver seu nome escrito nela. Ela so funciona para voce me localizar. Caso outra pessoa a usasse, a pedra ficaria transparente e sem uso.
- Temos que usa-la sempre agora? - é a unica coisa que Jefferson fala enquanto abotoa a pulseira em seu braço.
- Sim. Daqui por diante temos que ser cautelosos. - ele fala lacrando a caixa.
- Venha,Laura! Pegue a sua! - Bianca fala abrindo a sua caixa e eu me levanto. Paro em sua frente e ela me entrega a minha Twin. O couro é gelado e quando a viro vejo meu nome escrito em dourado. Antes de Bianca fechar a caixa vejo de relance um pequeno livro branco parecido com uma agenda.
- O que é isso dentro da caixa,Bianca? - pergunto enquanto ela a  lacra.
- Ainda nao é hora de voce saber. - ela diz e me sinto intrigada,mas resolvo nao perguntar.
Aboto-o a Twin no meu braço e fico olhando para a pequena pedra redonda encrustada no meio dela. Tem um tom verde como uma pedra de jade.
- Voces nao deveriam ter uma tambem? - eu questiono.
- Eu tenho este colar. - Bianca fala retirando de dentro da sua blusa um colar prateado com um pigente redondo em verde. - Ele é uma versao da sua Twin.
- Eu tenho uma pulseira como a de voces, mas nao estou com ela no momento. - Leandro fala. - Eu gostaria de falar a sós com Bianca. Voces nao se importariam de ir la para fora? - ele diz com um meio sorriso e eu e Jefferson saimos para o terraço. Posso ouvir as vozes agitadas deles la dentro, mas nao consigo destinguir nenhuma palavra. Jefferson fala me tirando do meu torpor.
- Voce viu o mesmo livro que eu na sua caixa? - ele me pergunta.
- Creio que sim. Voce sabe o que é?
- Leandro uma vez me falou dele quando eu o questionei sobre o conteudo da caixa. Eu vi ele mechendo nela um dia e fiquei curioso. Ele o chamou de Book Rule. Ele é dado pelo nosso acompanhante quando enfrentamos e ganhamos nossa primeira batalha. - ele fala satisfeito. - Eu nao vejo a hora de poder tê-lo!
- E o que tem nele? - pergunto.
- Eu nao sei. Isso ele nao me disse. - ele fala meio emburrado.
- Eu sinto que as coisas estao ficando realmente serias agora. Nao que sempre nao estiveram assim, mas receber esses instrumentos faz a coisa toda parecer ainda mais assustadora. - falo entristecendo a medida que ouço minhas palavras.
- Nao se preocupe,Laura. Voce tem a mim, a Leandro e a Bianca. Estamos juntos nessa! - ele fala acariciando minhas costas e me dando um leve sorriso.
De repente, sinto uma necessidade de esta mais perto dele e o abraço. Ele me envolve com um aperto forte em seus braços e encosto minha cabeça em seu peito. Inspiro e sinto cheiro de sabao. Um sentimento de segurança me preenche e me sinto confortavel. Ele apoia a cabeça na minha e passa uma de suas maos em meus cabelos.
- Eu nunca te deixarei sozinha,Laura. - ele fala serio. - Nunca.
Fecho os meus olhos e tento afastar os pensamentos. Deixando Gabriel, Juliana e todo o mal fora da minha mente. Tentando apenas relaxar e aproveitar esse pequeno momento. Agora eu sinto a duvida diminuir em meu peito. Talvez eu esteja deixando para tras mais do que eu gostaria. Nao so deixando a velha Laura para tras, mas tambem deixando de amar.

[Dica de Leitura] O Código Bro - Barney Stinson

Publicado pela editora: Intrinseca
Todos vivemos sob um código de conduta pessoal. Alguns o chamam de moralidade. Outros, de religião. Os Bros chamam de Código Bro.
O que é um Bro? Um Bro é um companheiro em quem você poda confiar eternamente e que estará sempre pronto para ajudá-lo — a menos que tenha coisa melhor para fazer. Agora imagine um livro que ensine os Bros a viver em harmonia, ter casos de uma noite só, levar sempre a quantidade certa de bebida para uma festa ou fingir um profundo conhecimento de esportes e mecânica, entre outras habilidades incríveis.
Barney Stinson, um homem lindo edisponível, reconhecido por ter revolucionado a blogosfera com seuwww.barneysblog.com, compilou esse código para que Bros do mundo inteiro possam esquecer suas diferenças e estreitar os laços de irmandade. Então, e somente então, conseguirão trabalhar juntos para vencer o maior desafio enfrentado pelo homem: transar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

[Eu Cinza] Capitulo 11

Eu olho fixamente para o mapa tentando entende-lo. Todos nós estamos com os olhares fixos na tela. Eu nao havia pensado na possibilidade de existir um espaço subterraneo na casa de Juliana. Ainda me parece uma coisa irreal. Para que os pais dela iam querer uma sotao? E o local onde ele esta situado é o mais estranho,embaixo da cozinha e atras da escritorio. E nao existem entradas para ele em lugar algum. Pelo menos nao demarcaram no mapa. Porem, o que eu nao consigo tirar da cabeça sao os quadrados na parte externa. "O que pode ser?",penso. Meus pensamentos sao cortados pela voz de Leandro.
- Os unicos arquivos que conseguimos pegar foram esse mapa e outro mais ampliado desse comodo em azul. - ele fala apontando para o que eu penso ser um sotao.
- So pode ser ai que eles escoderam minha mae. Por isso, voces nao conseguiram senti-la na casa! - eu digo.
- Eu creio que seja isso mesmo. - Leandro fala com a expressao pensativa. Parece esta com a mente em outro lugar.
- Voce sabe como chegar nesse sotao? - pergunto.
- Isso nao é um sotao. Nem mesmo esta no subterraneo. - ele fala sem tirar os olhos do computador.
- É uma dobra Shelter com selamento nao é, Leandro? - Jefferson pergunta serio.
- Sim. Podemos ver claramente por estes pontos aqui. - Leandro fala apontando para os quadrados na tela. - Sao pontos de entrada e saida para os Damns.
- Por isso havia tantos deles na area externa! Estavam vigiando as entradas! - falo entendo quase tudo agora. - Mas por que a tantas entradas e saidas?
- Uma para cada Damn que participou da dobra. Ela nao pode ser feita por apenas um deles. Essa dobra absorve muita essencia. Participaram tres Damns dessa dobra. - Leandro explica.
- Temos que voltar la! Agora que sabemos onde ela esta. Vamos planejar alguma coisa e iremos o mais rapido possivel! - falo me sentindo esperançosa.
- Nao é tao simples assim. Nenhum anjo pode abrir um selo desses. So quem participou da dobra pode entrar ou sair desse espaço.
- A um anjo que pode burlar essa regra. - Bianca fala ao meu lado.
- Que anjo,Bianca? - falo nervosa.
- Um Quest. Um anjo buscador. Nenhum saddle funciona com eles.
- Voce esqueceu que eles sao apenas lenda! Eu nao conheci nenhum, nem aqui na terra, nem de onde viemos. - ele fala em um tom serio.
- Eles nao sao lendas. Sao apenas raros. Eu ouvi falar que um havia vindo para ca antes de eu ser trazida. Nao sei onde ele pode esta, mas nao esta longe. - Bianca fala dando de ombros.
- O que é realmente um Quest? - pergunto curiosa.
- É um anjo buscador. Ele é concedido para aqueles que buscam algo, que tem um destino interligado com coisas entre a terra e de onde viemos. Eles procuram manter o equilibrio entre ambos. Hoje em dia dizem que nao existem muitos deles por que os humanos nao se preocupam muito com coisas espirituais e nem sao humildes a ponto de pensar no outro ao inves de sempre pensar em si. - Leandro explica novamente.
- Mas, se essa é a unica chance de trazer minha mae de volta, nos iremos procurar por um Quest em qualquer lugar dessa cidade! - falo me levantando. - Eu nao posso deixar Juliana tirar mais isso de mim. - sinto uma ideia surgir dentro da minha mente como se tivesse sido plantada por alguem de repente. - Nos temos que encontrar o Gleam do Gabriel. Se Juliana esta usando tudo isso para nos afastar dele, nos temos que encontra-lo! Ela nao fara mal a minha mae sabendo que ela é a unica coisa que me mantem em suas maos.
- Eu estou com a Laura! - Jefferson se levanta e vem para o meu lado. - Tudo isso nao passa de uma distraçao para ela conseguir o que ela quer, destruir o anjo de Gabriel. Eu ainda nao sei por que ela quer fazer isso. Acho que nao seja so para levar Gabriel para o lado dela. A mais por tras dessa historia.
- E como vamos localiza-lo? Pelo que eu sei ele esta muito fraco. Isso dificulta para sentirmos o rastro dele. So Gabriel poderia encontra-lo. Isso se ele tivesse um Twin. - Leandro fala.
- Eu sei onde ele esta. - Bianca fala se levantando. - Eu era amiga dele no lugar de onde viemos. Ele me disse onde estaria se eu precisasse de ajuda quando viesse para ca. Ele veio bem antes de mim.
- Entao, nos iremos ate la! - eu falo. - Algo me diz que ele sabe onde podemos encontrar o Quest. Eu sinto de alguma maneira.
- Eu vou estudar mais esses mapas para ver se eu descubro mais alguma coisa. Talvez tenha mais algum arquivo escondido nessa pasta. - Leandro fala se levantando e  indo em direcao ao quarto.
- Estou tao cansada! - Bianca fala se deitando no sofa menor. - Espero que voce nao se importe de eu tirar um cochilo aqui.
- Nao. Agora a casa é de voces tambem. - ele fala dando um leve sorriso para Bianca e vai rumo ao restante da casa que nao conheco.
Saio para o terraço e me sento no chao encostada em um dos pilares de sustentacao de frente para o matagal. Nuvens escuras cobrem o ceu e logo ira começar a chover. Um vento forte vai e vem fazendo o seu caminho. Suspiro pensando como seria bom se eu pudesse me transformar em um passaro agora e ir para longe. Voar o mais alto que eu pudesse passando por entre as nuvens. Penso em mamae e sobre o lugar onde ela esta. Leandro deu a entender que ela esta em outro plano. Em um lugar no meio do nada, onde nao podemos chegar sozinhos. E a nossa unica esperança é um anjo que esta mais para uma lenda do que para algo real. Eu daria a minha vida para trocar de lugar com ela. Nenhuma de nos merecemos o que estamos passando, mas esse fardo era para ser meu e nao dela. Em pensar que todos esses problemas vem de Gabriel ter estado na minha vida. Nao que ele tenha causado isso por sua vontade. Pelo contrario, ele me fez perceber o que realmente importava. Me fez amar novamente e voltar a ter esperanças na vida.
Me pergunto onde ele estara agora. Em que estara pensando, se esta com ela. Se ainda pensa em mim. Eu nao sei como Juliana o convenceu a me deixar. Ainda acho que ele pensar que era um problema para mim por causa do seu estado nao era suficiente para ele me deixar. Como Jefferson disse, a muito por tras dessa historia. Esculto passos e inclino a cabeça para ver sobre meu ombro. É Jefferson com uma bandeja.
- Preparei isso aqui para voce. - ele fala me entregando a bandeja que contem um copo de suco e um sanduiche simples e sentando ao meu lado. - Voce nao comeu mais nada desde ontem e imaginei que estaria com fome.
- Obrigada! - falo dando uma mordida grande no sanduiche.
- Acho que nao vai chover. - ele fala encarando o horizonte. - Quando venta muito assim nunca chove.
- Eu fiquei muito preocupada com voces ontem. - eu falo cortando seu pensamento anterior.
- E eu ainda mais com voces. Pensei que voces nao iriam conseguir sair. Havia muito deles do lado de fora.
- Por algum motivo, eles nos deixaram escapar. Foi muito facil. Voce tem algum palpite para isso? - pergunto.
- Nao. Nenhum. - ele fala parecendo distante. - Voce sente muita falta dela?
- Da minha mae? - pergunto acabando de comer o lanche.
- Sim. Eu sei que voces nao eram muito proximas. - ele fala me encarando.
- Como voce sabe disso? Andou investigando minha vida inteira? - pergunto tentando controlar a irritacao que as vezes ele me causa.
- Digamos que sim. - ele fala com um sorriso malicioso no canto dos labios. - Mas voce nao me respondeu. Sente ou nao falta dela?
- Mais do que eu imaginaria sentir um dia. - falo com a tristeza aparente em minha voz. - Eu estou me dando bem com ela agora. Graças a Gabriel. - ele olha para o outro lado ao ouvir o nome de Gabriel.
- Sempre ele. - ele diz tentando desfarçar um tom irritado. - Voce quer dar uma volta por aqui comigo? Conhecer o lugar? - ele fala sorrindo para mim.
- Nao seria uma má ideia. - ele se levanta e me ajuda a ficar de pe.
Descemos a pequena escada saindo do terraço e seguindo pela calçada. Dobramos a esquina indo lado a lado com a rua que nos separa do matagal. Caminhamos em silencio sentindo o vento no rosto, o ceu ainda escuro sobre nossas cabeças. As vezes, nossos braços rosçam um no outro me trazendo uma sensacao confortavel e estranha. Logo mais a frente tem um unico banco de madeira solitario no meio da calçada. Leandro me cutuca com o braço indicando o banco para nos sentarmos. Me sento descansando a cabeça no encosto e fecho meus olhos. Uma brisa constante bagunça meu cabelo. Sinto uma mao levando um cacho para tras da minha orelha e abro meus olhos encarando Jefferson. Ele é forte, bonito, seu cabelo espinhado lhe da um certo charme. Ele olha fundo em meus olhos com um olhar de desejo e sorri para mim. Ele coloca um braço no encosto por tras da minha cabeça se aproximando. Segura meu rosto com a outra mao livre, seu rosto chegando para junto do meu. Me sinto sair do torpor em que estava e me afasto o assustando.
- Jefferson, voce sabe que eu nao me sinto assim em relacao a voce. Voce sabe de quem eu gosto. - falo olhando em seus olhos e ele se ajeita no banco afastando seu.olhar do meu.
- Por que voce nao da uma chance para nos? Ele ja fez a escolha dele. - ele fala voltando seu rosto em minha direcao.
- Ele nao sabe tudo que esta em jogo aqui. Ele so sabe a versao dela. Tenho certeza que quando eu conversar com ele tudo voltara a ser como antes. Ele podera nos ajudar. - eu falo.
- Voce estara querendo se enganar. Ele ja fez a escolha dele no momento que aceitou as palavras dela. Ele preferiu acreditar nela do que em voce que esteve tanto tempo com ele. - ele fala irritado.
- Ele so esta confuso. Voce nao o conhece como eu! - eu falo me levantando do banco e correndo de volta a casa. Esculto os passos dele atras de mim e ele me alcança segurando meu braço me parando.
- Me esculte,Laura! - ele fala quase gritando. - Voce tem que fazer a sua escolha. Siga em frente! Pare de olhar para tras.
- Voce nao sabe do que esta falando! Eu conheço ele e voce nao! - falo sentindo um fio de lagrimas descer por meu rosto. - Ele foi a unica coisa boa que me aconteceu em anos. Eu nao irei deixa-lo para tras.
- Eu espero que voce esteja preparada quando for atras dele. - ele fala me olhando sem expressao. - Talvez eu nao esteja aqui para concertar o machucado que ele vai deixar em voce.
Ele fala se virando e vai em direcao a casa. Me deixando sozinha para lidar com suas palavras. E quando tudo nao pode piorar, a chuva que ele disse que nao iria cair, me chicoteia e eu fico la parada encarando o nada. Me deixando ser molhada e lavada. Quem sabe todos os sentimentos ruins nao vao embora com ela.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

[News] Divulgado Primeiro Poster de Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 e Novidades sobre o filme

Para Lionsgate, os dois primeiros filmes da trilogia  "Jogos Vorazes" têm provado serem muito satisfatorios, acumulando US $ 1,6
bilhões em vendas mundiais de ingressos e deixando para trás o
dia da empresa como algo desconexo. "Jogos Vorazes: Em Chamas " teve quase 900.000 mil dólares desse total,
mas Lionsgate está esperando que a bilhetaria aumente muito mais com o final da trilogia que sera dividido em duas partes. Os filmes de "Mockingjay" continuam a ser rodados simultaneamente em Atlanta.
- A um custo de mais de US $ 250
milhões - e a empresajá esta mapeando seu plano de marketing para os filmes de
sua sede de Santa Monica.

"Quando começamos, decidimos
olhar para isso como um grande filme que tem oito horas de duração ", observa
Tim Palen, o arquiteto de
Esforço de Marketing da Lionsgate.
"Caso contrário, ele vai ser um tipo de opressao para fazer uma nova campanha para cada filme. "
Palen admite oque está definido uma quantia superior para os filmes de "Mockingjay" do que para os dois primeiros filmes.
A caixa externa do escritório saltou em mais de 50%
(Para US $ 450 milhões de dólares de $ 283 milhoes) a partir do primeiro para o segunda filme.
"Uma grande parte do segundo filme foi o crescimento da franquia, e o maior potencial foi
internacional ", diz ele. "Nós fizemos uma grande apresentação para os  distribuidores em Cannes, e fez seis estreias fora a dos EUA.
E ainda temos espaço para crescer.
Nós temos acompanhado 'Iron Man 3' internamente, mas podemos fazer melhor no internacional. "
"Mockingjay: Parte 1", que chega nos cinemas em 21 de novembro, se passa em um local muito diferente do mundo de Suzanne Collins nos dois primeiros livros - e os dois primeiros
filmes em que Katniss Everdeen ( Jennifer Lawrence ) enfrentou batalhas através de duas versões
dos Jogos Vorazes.
No próximo filme, Katniss
torna-se a garota-propaganda de uma rebelião maciça em um mundo à beira da guerra.
Em seus materiais promocionais,
Palen usou a icônica imagem do tordo presente em "Jogos Vorazes", no primeiro livro/filme cobre ele era como um símbolo de liberdade e no segundo esta no pino em chamas. No
terceiro, o pássaro se liberta e alça vôo - lembrando os fãs sobre os dois primeiros filmes
e insinuando o que está por vir.
O diretor Francis Lawrence terminou "Catching Fire", com um tiro mostrando na tela os olhos de Lawrence, seguidos pelo logotipo de Mockingjay. "Foi um grande caminho começar a partir de um para o outro. Eloquente e elegante ", Palen nota.
Haverá revelacoes da
campanha, em maio, no Festival de Cinema de Cannes
e, em julho na Comic-Con. Até então, Lionsgate está tentando manter especificaçoes em segredo, embora o diretor Lawrence permita que os próximos dois filmes terao lugar em uma Panem tão desconcentrada, quase irreconhecível.
"Nós estamos indo a novos lugares", Francis Lawrence promete. "Ninguém já foi ao District 13, e nós
realmente não temos ficado em grande parte dda Capital, criando assim momentos realmente divertidos. "
"Catching Fire" tem sido um
sucesso descomunal, arrecadando 25% a mais do que "The Hunger Games" com Francis Lawrence substituindo Gary Ross, diretor do primeiro filme.
A decisão do estúdio em
meados de 2012 para dividir "Mockingjay" em dois filmes (com a autorizacao de Collins ), seguiu o caminho brilhante da Warner, que fez dois filmes a partir do último dos sete livros de Harry Potte.
O Prexy produção diz que
faz sentido ir tão rápido quanto
possível, com o filme final, definido para novembro de 2015. "É quase sempre como de pular de um penhasco, mas eu gosto de ter esse objetivo, "Feig observa. "Aqui está uma data - isto é, quando o filme será lançado nos cinemas. Quando você não tem isso, não há uma vaga nuvem existencial pendurada
sobre ele, assim que uma data de lançamento faz da teoria algo real. "
Lionsgate tem ainda reservado o
Maciço Templehof de Berlim
Airport - construído em 1927,
reconstruído pelos nazistas como um símbolo da supremacia, e
fechado há seis anos - e
enormes complexos de apartamentos fora da Paris para fotografar as cenas de batalha. Feig diz que parte da inspiração veio de Stanley Kubrick "Full Metal
Jacket ", seu relato cinematográfico da Ofensiva Tet 1968 em Vietnã.
"Kubrick filmou o cerco em
Londres ", Feig observa. "De uma maneira estranho, nós amamos a idéia da expansão urbana. Então, nós (procuramos) grandes edifícios que foram para sempre. Mantivemos a ideia de filmes de guerra clássicos, e começamos a pensar que deveríamos olhar para a Europa ".
O produtor Jon Kilik diz que os
filmes de "Mockingjay" significam que a  Lionsgate está se movendo para o próximo nível. "Estamos tentando criar a realidade de um futuro que é enraizada no passado ", observa ele,
acrescentando que a parte no Havaí produzida para "Catching Fire", acrescentou o espetáculo do filme. "Aqueles locais são extra-especiais, e é um verdadeiro alcance financeiramente para
eles ", diz Kilik.

Traduzido do site: Variety
Ver materia completa em: http://variety.com/2014/film/news/mockingjay-exclusive-art-mockingjay-filming-location-1201066280/#

[Eu Cinza] Arquivos Adicionais

Aqui irei postar desenhos, mapas, fotos de coisas/animais/lugares que sejam mencionadas ao longo da historia. Esse Post estará em constante atualização. Aproveitem! ;)
OBS.: fotos dos personagens/instrumentos espirituais ja foram postados cada um em Post individual que tambem serao atualizados conforme surjam novos personagens ou instrumentos. Caso tenha duvida do significado de qualquer termo utilizado na historia consulte o Glossario na parte interativa do Blog junto com os capitulos de Eu Cinza.

1° - Mapa da Casa da Juliana com vista do mapa secundario de um cômodo em azul ( os quadrados na area externa indicam Entradas e Saidas do cômodo conforme abordado na historia ).
2° - Bosque das Cinzas.

#DrawingDay Percy Jackson

Hoje é dia de mais um #DrawingDay o/ Vim compartilhar com vocês mais este desenho que fiz. Esse nao é muito recente. Do.fim do ano passado ( estou sem folhas para desenho ). Espero que gostem! Comentem o que acharam! ;)
Desenho: Percy Jackson
Materiais Utilizados:
Papel Cartao, lapis de cor Faber Castell Aquarelavel e lapis 6B.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

[Resenha] As Vantagens de Ser Invisivel - Stephen Chbosky

Publicado pela Editora: Rocco
Sinopse: Charlie é um adolescente solitário e com uma visão de mundo pouco complexa.Sem amigos ou grandes emoções na vida, ele divideconosco sua história a partirde cartas para um amigo anônimo. Seu dia-a-dia é monótono, mas, ao mesmo tempo, suas cartas são recheadas de acontecimentos. Isso porque Charlie é extremamente observador e analista, o que acaba rendendo ótimos comentários para seu “amigo por correspondência”.A verdade é que ele sempre foi incompreendido. Seu único amigo cometeu suicídio, sua tia querida morreu, seus pais o tratam com extrema cautela e sua irmã mais velha tem seus próprios problemas para lidar. Não havia muito mais o que fazer a não ser ir sobrevivendo um dia de cada vez. Mas sua vida muda radicalmente quando três pessoas entram nela: Bill – seu professor -, Sam e Patrick. A partir daí ele vive experiências inesquecíveis, lê livros extraordinários, e passa a ser ator e não espectador. Charlie passa a se sentir infinito.
Enquanto Bill mostra-se umprofessor interessado no aluno, incentivando-o a descobrir novos mundos nas páginas, mas sem deixar de viver sua vida de verdade, Sam e Patrick trazem intensidade para a vida de Charlie.Festas, mais amigos, novas experiências e até o amor fazem parte de sua nova rotina. E Charlie está disposto a experimentar de tudo para aproveitar a vida,como todos insistem para que ele faça.Acompanhamos o desenrolar da história intimamente, pois acabamos sendo os receptores das cartas do protagonista. Somos envolvidos por sua vida e podemos observar com segurança e proximidade a visão de mundo de Charlie. É visível que ele tem problemas e a forma como encara a vida soa quase inocente, mas, na verdade, é bem preto no branco. Charlie não busca significados ocultos nas situações, apenas faz uma análise quase fria dos fatos.E, com isso, ele consegue enxergar coisas que uma visão passional não enxergaria.O livro é uma leitura gostosa e fácil, apesar de, no início, ter achado o narrador chato e um tantinho irritante. Mas depois que você entende o personagem, Charlie é como um amigo de quem gostaria de tomar conta.Sam e Patrick, apesar de não serem politicamente corretos, são carismáticos e companheiros, o tipo de pessoa completamente diferente do protagonista e que, justamente por isso, cria uma ótima combinação. A entrada dos dois na vida de Charlie foi realmente um divisor de águas e o quemovimentou a história.Bill é um daqueles professores que já tive a honra de conhecer.
Alguém que vai além da sala de aulae investe no aluno para queele possa descobrir seu próprio potencial.A irmã de Charlie também é alguém decisivo para podermos compreender a personalidade do garoto. Os dois são responsáveis por momentos de tensão e ternura ao longo do livro, o que me trouxe lágrimas aosolhos.Acompanhar um ano na vida do personagem foi intenso. A história valoriza as relações de amizade e as familiares de uma forma peculiar, nos transportando de volta para a adolescência, naquela fase de questionamentos, descobertas e emoções fortes.Minha única ressalva é em relação ao final, porque acho que o autor definiu toda a personalidade de Charlie baseado em um único acontecimento – que é marcante, sim, mas simplificou toda a complexidade do personagem.

[Resenha] Soul Love - A Noite o Céu é Perfeito - Lynda Waterhouse

Publicado pela editora: Melhoramentos
Sinopse: Jenna não quer trair os amigos e não revelará o que se esconde por trás de sua expulsão do colégio, assumindo toda a culpa sozinha. Como castigo sua mãe a levou para passar algum tempo com uma tia numa tediosa cidadezinha do interior. É lá que Jenna encontra Gabe, um rapaz autêntico, melancólico e reservado. Completamente diferente de todas as outras pessoas ela conhece. É inevitável: Jenna se apaixona por ele. Será que Gabe é sua alma gêmea? Ele mostra a Jenna a belezade um céu noturno sem nuvens, escuro, um contraste perfeito para o brilho das estrelas. E, em meio a livros, música, poesia e noites estreladas, o sentimento entre elesse torna cada vez mais forte. Mas Cleo, uma garota antipática que tem uma ligação muito estranha com Gabe, não está gostando nada desse romance. Afinal, ela não quer que ninguém mais saiba o grande segredo de Gabe…
Uma verdadeira lição de vida. Fala de amor e desapego, de viver sem medo, de amar o diferente e de amar verdadeiramente. Um dos poucos livros que foram capazes deme fazerem chorar e ficar pensando na história por dias. Com uma linguagem simples e de uma forma delicada, Lynda aborda um tema extremamente importante e que infelizmente ainda é um tabu pra muita gente, porém a maneira como ela trata o assunto é que é bacana, nos fazendo acreditar que tudo é possível e que nada pode impedir o verdadeiro amor.Gabe tem um segredo que pode mudar a vida e os sentimentos de Jenna e é isso que acontece.  Após saber esse segredo ela se torna uma pessoa melhor. No começo do livro eu achei que ia odiar ela, a garota era terrivelmente fútil e infantil. Bem típico de adolescente que só se preocupa com seu próprio umbigo, e já que os personagens são bem jovens, achei que isso ia dar livro um ar de maturidade forçada, porém não aconteceu, a autora faz com que Jenna e Gabe cresçam muito na história mas sem deixar de terem as inseguranças e de cometerem asbobagens que os adolescentes comentem." Também não há limite de idade para encontrar o verdadeiro amor. O fato de eu ter só 15 anos quando conheci Gabe não significa que nossos sentimentos não fossem verdadeiros, nem que não pudéssemos fazer a coisa certa, pormais que tenhamos nos machucado."O relacionamento deles é um pouco conturbado e eles só ficam juntos quando estão sozinhos sob o céu noturno, vendo as estrelas. Elesnão demonstram em público que estão juntos porque Gabe não quer ninguém criando expectativas a respeito deles, e até descobrir a verdadeira razão de todo esse medo de relacionamentos que o garoto tem, fiquei um pouco irritada com ele, pois agia como se tivesse duas personalidades, de dia uma pessoa e de noite outra. Porém acabei amando o livro, amando Jenna e Gabe juntos. Fiqueimuito sentimental no final, não queele seja triste, mas é que tudo se encaixa tão bem, a história é tão gostosa e os personagens tão carismáticos que não há como não se emocionar." Quando olho para o céu noturo, sinto-me perto de Gabriel.Esta noite, sinto-me especialmente próxima de Gabe porque sei que, onde quer que ele esteja, estará olhando para Cassiopéia e pensando em mim."Deliciosamente fofo e profundamente reflexivo. Como é pequeno, li em uma sentada só. Vale muito a pena ler, sem contar que o final é simplesmente perfeito.Uma leitura maravilhosa. Recomendo a todos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

[Eu Cinza] Final do Capitulo 10

Paramos em uma praça em um local desconhecido para mim. Nunca andei para este lado do bairro e se estivesse sozinha nao saberia me localizar. Contei 15 quarteiroes ate chegarmos aqui. Desmonto das costas de Bianca e nao consigo nao admirar a beleza do tigre em quem ela se transformou. Quando eu poderia imaginar que eu fugiria de demonios na garupa de um tigre? Nunca poderia. Ela volta a ser ela mesmo de novo e esta com um semblante triste e cansado. Me aproximo dela.
- Eu sinto que deveriamos voltar. Para tentar ajuda-los. - eu falo.
- Eu nao poderia. Mal consegui chegar ate aqui com voce. Se um Damn aparecesse aqui agora estariamos perdidas. - ela fala se sentando em um banco. Sento ao lado dela.
- Voce acha que eles conseguiram escapar? - pergunto encarando o chao.
- Eu espero que sim. - ela fala sua voz quase sumindo.
- Nem deu tempo de o Leandro copiar o arquivo. Com certeza tem haver com Gabriel. Aquele G so pode derivar do nome dele.
- E ele continha bastante coisa. - ela fala parecendo distraida.
- O que foi,Bianca? Voce esta com uma expressao muito pensativa. Fale.
- Eu me sinto frustada! Nao so por ter fugido e deixado eles pra tras, mas por nao termos encontrado nenhuma pista da sua mae. Eu ainda nao consigo entender por que nao conseguimos senti-la. Aquela quantidade de Damns so pode significar que ela esta la. - ela fala com a culpa acentuada em sua voz.
- Nao foi culpa sua! Nao é culpa de nenhum de nos! Juliana ainda vai pagar por todo esse tormento que ela esta nos causando. - eu falo determinada. - Eu acho que ela nao esta la. Se voce e Leandro nao sentiram mais ninguem na casa é por que ela deve esta em outro local. Talvez os Damns so estejam vigiando aquelas informaçoes.
- Pode ser. - ela fala parecendo nao da muito credito ao que eu falei. - Temos que ir para casa.
- E se eles forem ate la? E se eles estiverem la esperando por nos? Voce nao aplicou o selo na casa. - falo com o medo transparecendo em minha voz.
- Eu havia aplicado um Shawl enquanto voce dormia. Imaginei que sairiamos as pressas. - ela diz.
- Shawl? - falo sem entender.
- Desculpe. As vezes, me esqueço que voce nao entende nossa linguagem. Shawl é um tipo de saddle. Um selamento secundario de protecao. É mais fraco que o selamento tradicional, mas vai manter os Damns afastados de la.
- E se eles estiverem esperando por nos do lado de fora?
- Nos teremos que voltar para la de qualquer forma. Mas nao iremos agora. Estou muito cansada para poder me transformar e te carregar ate la.
- Nos vamos dormir aqui na praça? Nos estariamos indefesas.
- É o jeito,Laura. Nao posso me transformar agora. Vamos para o interior da praça e procuramos um banco para nos deitar. Eu posso criar uma redoma ao nosso redor. Nao sera forte o bastante contra um Damn, mas sera o suficiente contra um humano. Caso algum tenha segundas intençoes. - ela fala sem transparecer nenhuma emoçao.
Ela levanta e vamos em direco ao meio da praça. Ela é grande e bastante arborizada. Tem alguns bancos, mas nenhum proximo ao outro. Ou ficaremos sentadas ou uma de nos ira dormir no chao. Apesar de eu achar que nao conseguirei pegar no sono essa noite. Nao sem saber se Jefferson e Leandro estao bem.
Bianca me indica um banco que fica atras de uma touceira de bambu. Fica imperceptivel para quem entra pela rua principal que da acesso a praça.
- Voce pode deitar. Aproveite para tentar dormir que amanha nao sabemo se teremos que ir atras deles. - ela fala e me sento no banco.
- Mas, e voce? Vai dormir onde?
- Eu posso dormir no chao. - ela fala sem nenhum momento deixar sua expressao seria de lado.
- Como eu vou dormir vendo voce deitada nesse chao sujo e com frio? - falo preocupada.
- Eu nao sinto frio. Mas voce esta certa sobre o chao esta sujo. - ela fala com um pouco de nojo. - Posso dar um jeito nisso. Voce deve esta com frio tambem. - ela fala indo para tras dos bambus. Quando ela da a volta, vejo duas mantas beges em suas maos. - Tome essa. - ela diz me entregando uma das mantas.
- Eu ainda nao me acostumei com essas coisas! - digo me deitando e me embrulhando. Bianca faz um gesto com a mao como se estivessr abanando o chao e a terra afasta do lugar. Olho ela estender a manta no chao e sentar sobre ela. Ela abaixa um pouco a cabeça murmurando algumas palavras e uma dobra de ar é projetada dela. Uma redoma para nos separar do mundo exterior. Ela se deita de lado em direcao a mim.
- Voce nao ira a escola por enquanto. - ela diz normalmente.
- Todos vao estranhar. Eu ainda nao sei como nenhum vizinho nao foi bater la em casa procurando por mamae e nem como ninguem do trabalho dela ligou la para casa. - falo so agora me dando conta dessas coisas.
- Eu liguei para o trabalho dela e informei que ela estava tendo uns problemas pessoais, mas que assim que resolvesse iria entrar em contato. Eles entenderam bem a situaçao. - ouço suas palavras e sei que teve um pouco de manipulacao no meio dessa historia. - Sobre os vizinhos, eu tive uma conversa com uma senhora que mora na sua rua que me parece ser a sua vizinha mais fofoqueira. Imagino que ela deve ter espalhado que sua mae esta viajando para cuidar de um parente doente. - ela diz com um sorriso nos labios.
- Voce pensa em tudo,Bianca. Mas  e a escola? O que voce vai inventar para livrar nossa cara? Voce tambem estuda la.
- Eu ja pensei em tudo. Nao se preocupe.
- As vezes, voce me assusta com todas essas suas ideias. - ela rola os olhos para mim e ri.
- Tente descansar,Laura. Sera melhor para nos duas. Quanto melhor voce estiver, melhor eu estarei tambem. - ela fala fechando os olhos. Uma das poucas coisas que ela conserva de um humano é o sono.
Deito de barriga para cima olhando para a copa das arvores. Gostaria de poder ver as estrelas para me destrair, mas é impossivel em meio a folhagem. Sei que nao vou conseguir dormir. Me sinto deslocada aqui no meio da praça a noite como uma sem teto. Fecho os meus olhos na esperança de o sono chegar, mas apenas imgens passam por minha mente como fanstasmas. Leandro lutando, o rosto de minha mae e o que me doi mais, a lembrança de quando Gabriel me pediu em namoro. Tenho vontade de chorar, mas me contenho por que nao quero acordar Bianca. Ela precisa descansar mais do que eu. Se eu nao a tivesse comigo eu nao sei o que eu ja poderia ter feito. Ela é tao boa como minha guardiã e eu nao lembro de ter dito isso a ela. Prometo para mim mesma que falarei em breve enquanto me sinto puxada para o nada pacifico do sono sem sonhos.
Sinto uma cutucada no meu braço e quando abro meus olhos vejo o rosto de Jefferson proximo ao meu. Mais perto do que geralmente eu deixaria ele chegar, mas hoje eu nao me importo. Me lanço em seus braços lhe dando um abraço o assustando, mas ele me abraça de volta me colocando de pé.
- Eu pensei que teriamos que ir atras de voces. Que talvez eu nunca te visse novamente. - eu falo tristemente. Bianca esta acordada conversando com Leandro a alguns metros de nos. - Como voces escaparam?
- Nao foi facil, mas Leandro conseguiu. Eles nao nos seguiram o que eu achei estranho, o que é uma grande sorte! - ele diz parecendo cansado.
- Como voces nos acharam aqui? - falo perplexa.
- Leandro sentiu o rastro de Bianca. Coisas de anjos. - ele toca de leve em meu rosto e me vejo inclinando para a direçao de sua mao e me afasto.
- Leandro conseguiu alguma parte dos arquivos?
- Nao sabemos ainda. Saimos de la e viemos direto para ca. Nos descansamos em uns bancos proximos daqui. Nao quisemos acordar voces. - ele diz. - Eu estou muito feliz de saber que voce esta bem. - ele fala me olhando fixamente e me sinto corar.
- Eu tambem estou contente de voce ter escapado. - eu falo me sentindo aliviada.
- Acho que temos que ser cautelosos agora que eles sabem que estamos atras deles. Possivelmente sabem que tentamos pegar alguns daqueles arquivos. - ele fala coçando a cabeça. - Voces vao la para casa hoje. Nao acho seguro voces irem para sua casa. Eles sabem que voces sao mais fracas e tambem eles nao sabem onde eu moro.
- Fracas? Obrigada pela parte que me toca! - falo emburrada.
- Voce viu o que aconteceu ontem. O Damn conseguiu quebrar a harmonia de voces duas muito facilmente. Melhor precaver do que remediar! - ele fala serio e Bianca e Leandro se aproximam de nos.
- Ora de irmos! - Leandro fala. - Estamos dando muito na vista aqui.
- Como vamos fazer para ir para sua casa? Ir para qualquer ponto de onibus aqui perto poderia ser arriscado. E nao tenho nenhum dinheiro comigo.
- Eu tambem nao trouxe. Nao havia pensado que o plano daria errado. E uma das poucas coisas que anjos nao podem fazer aparecer é dinheiro. - ele diz pensativo. - Bianca, voce acha que consegue aplicar uma manobra Pass individual? - ela parece analisar a ideia antes de responder.
- Acho que consigo. Se sua casa nao ficar muito longe daqui. Ainda estou fraca com tantas transformaçoes que tive que fazer ontem. Fora a redoma que mantive durante toda a noite.
- Certo. Nos estaremos de olho em voces para qualquer eventualidade. Leandro nao esta tao esgotado e vai conseguir manter o Pass em mim sem problema.
Leandro se aproxima de Jefferson e toca atras do pescoço dele. O ar ao redor deles começa a girar como se eles estivessem no meio de um redemoinho. O vento se desloca cada vez mais perto de Jefferson ate ser sugado pelo corpo dele por completo. Bianca se aproxima de mim e faz comigo o mesmo que nos acabamos de presenciar. Quando ela toca dois de seus dedos em meu pescoço sinto uma eletricidade percorrer meu corpo desde o ponto em que ela toca ate a ponta dos meus pes como um calafrio. Um redomoinho se forma ao nosso redor espalhando poeira. Ele se aproxima de nos e fecho meus olhos para que nao entre terra e sinto como se uma camada invisivel aderisse a minha pele e tudo volta ao normal.
- Pronto agora voces ja podem se tranaformar no que quiserem. Isso so dura o bastante para uma tranaformaçao com tempo estimado de duas horas. Mas voces podem voltar ao normal quando quiserem durante esse tempo.  Basta visualizar mentalmente o que querem ser e serao. - Leandro fala parecendo um daqueles professores chatos da escola com toda aquela linguagem deles.
Bianca se abaixa ao meu lado virando o que eu acho ser o seu animal preferido, uma coruja branca. Em frente a nos, Leandro se dobra virando uma coruja tambem. Jefferson se transforma em uma especie de gaviao, mas na tonalidade tradicional. Penso por um instante em qual ave quero ser. Visualizo uma pequena andorinha enquanto me agacho e meu corpo se dobra.
É dificil descrever a sensacao de se esta em outra forma. A unica coisa que se destaca dentro de mim é a ansiedade por liberdade. Leandro levanta voo, seguido por Jefferson e Bianca. Eu estico minhas asas ainda nao acostumada com meu pequeno corpo e sem jeito tento me colocar em voo. Quando ja estou perdendo eles de vista consigo sair do chao. Depois que me habituo consigo chegar a uma velocidade boa. Meu corpo de passaro é leve e tudo nele facilita o voo. A dinamica das asas e calda, a leveza, o bater das asas. Logo estou do lado de Bianca e nos cinco somos o bando mais estranho que se poderia ver cruzar o ceu.
Tento nao me afastar muito deles que voam lado a lado, mas dentro de mim um instinto selvagem grita para que eu va alem. Subo tao alto, ate onde meus pulmoes ainda podem encontrar ar. Vejo-os a alguns metros abaixo. Desço no ar com as asas bem esticadas em um rasante fenomenal. Passo por eles mergulhando em uma velocidade absurda e quando estou para tocar o solo inclino meu corpo para cima voltando para o alto. Meu coraçao martela dentro de mim cheio de adrenalina os outros me olham
espantados quando volto para o lado de Bianca. É facil decifrar a expressao de um passaro quando se é um e parece que eles estao ralhando comigo mentalmente.
Leandro e Jefferson começam a descer quando chegamos a um quarteirao de casas iguais. Daqueles residenciais cedidos pelo governo para pessoas de baixa renda. Poucas tem muros separando elas umas das outras. Pairamos baixo no ar e ainda nao a ninguem a vista. Todas as casas estao trancadas por ser muito cedo. Estimo que seja por volta das cinco da manha. Vamos em direcao a esquina do quarteirao que tem uma rua de terra separando as casas de uma imenso matagal. Nao sei como eles vieram parar aqui nesse fim de mundo. A parte mais pobre do bairro. A casa deles é diferente das outras. Enquanto todas sao brancas com duas listras em verde e amarelo a deles é totalmente branca. Advinho ser coisa de Leandro. Pousamos no pequeno terraço coberto na frente da casa todos voltando ao normal em uma dobra no ar antes de tocarem o chao. Eu por ser a mais inesperiente demoro um pouco para visualizar meu corpo e voltar ao normal. Leandro destranca a casa e entramos em uma pequena sala que possui uma porta de acesso ao que eu presumo ser um quarto do lado esquerdo. Em um dos cantos a uma porta livre que da acesso a outro ambiente.
- Hora de vermos o que conseguimos pegar. - Leandro fala segurando o pendrive entre os dedos. - Sentem-se. - ele diz para nos que estamos todos em pe no meio da sala sem saber bem o que fazer. A dois sofas na sala, um de tres e outro de dois lugares. Sento com Bianca em um e Jefferson no outro.
Leandro entra no quarto e volta com um netbook em maos. Ele se senta ao lado de Jefferson e eu e  Bianca nos levantamos. Ela deixa que eu me sente ao lado de Leandro que fica entre mim e Jefferson. Ele demora alguns segundos para ligar o aparelho e conecta o pendrive. A uma pasta com o mesmo nome da que vimos no computador de Juliana. Ele clica sobre ela e aparece um aviso dizendo que o arquivo esta corrompido. Ele clica mais duas vezes sobre a pasta e ela abre revelando um mapa da casa de Juliana. Nele estao marcados varios quadrados com um X neles em pontos da area externa. A tbm um segundo mapa sobre o primeiro em azul. Um comodo subterraneo eu imagino. Sinto tremores percorrerem meu corpo repentinamente. Deve ser ai onde minha mae esta.

[Eu Cinza] Mais do Capitulo 10

Fico apreensiva e tenho uma sensaçao ruim. Nao sei se Bianca pode sentir o que eu sinto, mas eu espero que nao. Leandro voa levemente em direçao ao chao e repentinamente se transforma em um camundongo branco. Seguro o riso mentalmente por que a situaçao é muito ironica. Enquanto penso isso, Bianca nos coloca em voo. Fazemos o mesmo trajeto que Leandro que nos espera encostado a parede sem tirar seus pequenos olhos amarelos de nos. Antes de tocarmos o chao, sinto o meu corpo de coruja se dobrar e em um piscar de olhos sou um camundongo branco de calda preta. Ainda nao entendi o por que de Bianca sempre ter algo preto em suas transformaçoes.
Leandro faz um grunhido que significa que devemos ir em frente com cuidado.
Somos pontos brancos em meio a escuridao. Seria muito facil nos detectar. Ainda mais com o faro apurado de um Damn. Antes de dobrarmos para o canto onde o Damn esta, Leandro para e olha pela "esquina" antes de seguirmos. Ele faz um gesto com sua cabeça de rato para o seguirmos. Ele dobra e Bianca o segue de perto. Assim que dobramos vejo os pes do Damn se moverem a poucos metros de distancia. Ele esta de costas e fala no seu comunicador. Conseguimos ultrapassa-lo sem sermos vistos nos esgueirando pelas paredes.
Nossos passos sao rapidos e calculados e logo alcançamos a porta da cozinha. Leandro para em frente a porta se levantando em suas patas traseiras e farejando o ar. Ele se espreme por baixo da porta e passa. Bianca demora apenas alguns segundos para fazer o mesmo e ja estamos dentro da casa. A cozinha é grande e espaçosa. Com varios armarios caros. Nao a ninguem a vista, mas esculto ruidos vindos da dispensa. Avistamos Leandro embaixo de um dos armarios esperando por nos e vamos ate ele. Assim que estamos ao lado dele, ele faz alguns ruidos  nos dizendo que vamos para o quarto de Juliana e que agora devemos ser mais cautelosos. Bianca pergunta se ele esta sentindo algum Damn por perto. Ele fareja por alguns segundos e responde que a dois nao muito longe de nos. Ele tambem diz que temos que nos transformar em um animal menor por que para chegar ate o quarto de Juliana vamos passar pelas duas salas e o quarto dos pais dela e poderiamos ser notados.
Ao terminar de falar isso, ele se transforma em uma mosca. Bianca pensa um grave " Ah nao!", mas logo vem a sensacao de dobra e diminuimos para o tamanho de um grao de feijao. Leandro bate suas pequenas asas e voa saindo de debaixo do armario e vamos logo atras dele. Ao passarmos pela frente da dispensa percebo uma mulher de meia idade saindo de la a qual deve ser uma empregada. Voamos pela sata de jantar que tem uma grande mesa de 12 cadeiras, alguns quadros nas paredes e um pequeno armario de canto. Nao a ninguem a vista. Ao chegarmos proximo a entrada da sala de estar ouço vozes e vejo Juliana e seus pais sentados juntos no sofa rindo de alguma coisa que passa na tv de tela plana. Dobramos a esquerda entrando em um corredor que da acesso aos quartos. Ate aqui tudo esta muito facil e ao pensar nisso tenho uma sensacao de arrepio que atravessa meu corpo de mosca. No corredor a um quadro e outro pequeno armario encostado a uma das paredes. No final dele a duas portas. Uma de frente para quem esta entrando e outra no canto direito. Leandro pouca no armario e fazemos o mesmo. Eu nao sabia que moscas emitiam som, mas Leandro produz alguns runbidos que creio ser perceptiveis apenas a outras moscas. Ele diz que os Damns que  ele sentiu nao estao no quarto de Juliana, mas no escritorio. Ele imagina que nao deve ter nada de muito importante no quarto dela se nao haveria pelo menos um de guarda. Porem, iremos mesmo assim por que nesses casos a minima pista pode ser de grande utilidade.
Leandro voa em direçao a porta do quarto e passa por debaixo e vamos logo atras. O quarto esta muito escuro. Consigo destinguir a cama que fica ao lado da janela com um criado mudo ao lado, um guarda roupa e uma escrivaninha.
Pousamos no espaço livre no meio do quarto. Leandro se desdobra voltando ao corpo de Jefferson e nos voltamos a ser eu. Agora estou novamente anestesiada.
- Procurem por qualquer coisa que nos seja util. - ele sussurra para nos indo em direcao a escrivaninha.
Bianca nos leva em direcao ao guarda roupa. Abrimos as gavetas e so a peças intimas, blusas ou shorts no seus interiores. Passamos para as divisorias com portas e mais roupas. Nenhuma folha de papel, cartao ou qualquer outra coisa entre elas. Nos dirigimos para a cama levantando os lençois, o colchao e nao encontramos nada. Abrimos as gavetas do criado mudo, mas so tem alguns livros dentro. Ela deve ter guardado suas coisas mais importantes em outro local. Leandro terminou de vasculhar os livros e cadernos que estavam em cima da escrivaninha, mas pela sua expressao ele nao deve ter achado nada. Ele se aproxima de nos e diz:
- Nao a nada aqui. Vamos para o escritorio. - ele sussurra. - Nao sinto mais a presença deles dentro da casa.
Voltamos a forma de mosca e fazemos o caminho inverso. Juliana ainda esta na sala vendo tv com seus pais. Dobramos a esquerda depois da sala de jantar em outro corredor sem saida. A porta do escritorio fica no canto direito. Novamente tudo esta escuro, mas aqui a escuridao parece ser mais espessa. Quase palpavel. Leandro por sorte trouxe uma pequena lanterna. O escritorio tem forma de um L. A uma grande mesa no fundo com um notebook em cima, uma estante com varios livros, alguns quadros nas paredes e um sofa de dois lugares em outro canto. Deve ser aqui que o pai de Juliana trabalha quando esta em casa. Leandro vai direto ate a mesa abrindo o notebook. Vamos ate a estante procurar por algo entre os livros. Vasculhamos tudo, abrindo os livros, tirando eles do lugar, mas nao a nada.
Leandro olha impaciente para o notebook e percebo que a luvas cirurgicas em suas maos. Ele pensou em tudo. Nos posicianamos ao lado dele.
- Precisa de senha para ligar o notebook. - ele sussurra com raiva transparecendo em sua voz. - Pense em alguma coisa,Laura. Voce a conhece mais do que nos. - tento pensar em alguma coisa. Eu nao a conheço tao bem quanto ele pensa. Nunca tive contato com ela. Mas se tem uma coisa que eu sei que ela gosta é de ganhar, de se sentir superior.
- Coloque vitoria como senha. - eu sussurro de volta para ele.
Ele me olha discrente, mas digita a palavra e assim que ele clica a tecla enter o acesso é liberado. A varias pastas na tela, mas uma me chama atençao. Ela esta com o nome de Projeto G. Leandro tira algo do bolso e conecta no computador. Um pendrive. Ele clica para copiar o arquivo e aparece uma tela de carregamento em espera. A pasta contem arquivos muito pesados e demora para começar a carregar. Depois de longos minutos o download chega em 50%. Esta demorando muito. Sinto um ar gelado se propagar pelo ambiente. A unica coisa que senti agora qe Bianca esta em meu corpo. Em frente a porta, a alguns metros de nos, se materializam dois Damns. Leandro se levanta ao perceber arrancando o pendrive do notebook.
Antes que tenhamos alguma reacao um deles desaparece e se materializa atras de mim me agarrando fortemente pelos braços os colocando nas minhas  costas. Leandro olha espantado para nos enquanto o Damn me arrasta para perto do seu companheiro. Bianca tenta escapar, mas ele é mais forte.
Ele segura meus braços com apenas uma das maos e com a outra apoiada em minhas costas me empurra de joelho no chao. Começo a sentir espasmos pelo corpo e Bianca fecha meus olhos. Sinto agonia como se minha alma estivesse sendo expelida para fora, mas assim que abro minha boca de um jeito grotesco sei o que ele esta fazendo. Sinto um ar gelado sair pela minha boca e Bianca se materializa a alguns metros deitada fraca no chao.
Leandro corre para o lado dela. Sinto uma nevoa passar aos meus pes assim que o Damn me puxa para ficar de pe.
- Ele vai fazer uma dobra de viagem! - eu falo quase gritando para Leandro. Ele se levanta e deixa Bianca de lado desaparecendo. Ele se materializa atras do Damn que esta me segurando dando uma chave de pescoço nele e ele me solta. Corro para o lado de Bianca e o outro Damn me segura pelos braços como o outro fez.
- Bianca! Reaja! - eu grito para ela. Ela começa a se erguer do chao desaparecendo e em piscar de olhos ela se materializa em minha frente e da um soco na cara do Damn que me solta. Ela agarra meu braço me puxando em direcao a uma das paredes. Olho para tras e vejo Leandro lutando com um dos Damns e o outro vem ao nosso encontro. Viro o rosto quando ja estou a centimetros de colidir com a parede, mas passamos por ela como se ela nao existisse.
- Eu nao vou conseguir te levar voando. Entao, teremos que ir pelo solo. - ela fala soltando minha mao se abaixando se transformando em um grande tigre branco. Ela me da um olhar de alerta e subo em suas costas segurando nas couraças atras da sua cabeça de tigre. 
Ela se impulsiona para frente velozmente bem na hora que o Damn passa pela parede. Seguimos em linha reta a uma boa distancia do Damn que corre atras de nos. Olho para o meu lado direito onde a um Damn. Assim que ele nos ve se junta ao outro correndo atras de nos. Bianca desvia para o lado direito indo em direcao ao canto do muro. Alcançamos uma grande velocidade e quando estamos proximas ao muro ela se impulsiona com as patas traseiras saltando por cima dele. Olho para baixo onde os Damns estao parados nos observando. Por ser tarde da noite nao a ninguem nas ruas. Bianca corre muito rapido, mas nao a nenhum Damn atras de nos. Nao entendo por que eles nos deixaram escapar tao facilmente e nao vieram nos procurar. Fico preocuoada ao lembrar de Leandro e Jefferson que tivemos que deixar la. Sem ajuda, contando apenas com eles mesmo. Enquanto seguimos rezo mentalmente para que eles tambem tenham conseguido escapar.