quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

[DrawingDay] Tiger's Yin Yang

Olá pessoal!
Estou um pouco ausente por que tenho estado muito ocupada com a minha vida pessoal! rs Bom, no #DrawingDay de hoje trago par vocês está releitura que fiz de um desenho que encontrei pela internet muito semelhante a uma passagem de Tiger's Quest (O Resgate do Tigre). Quem leu sabe do que estou falando! O livro tem resenha aqui no Blog para quem ficou curioso.
Espero que tenham gostado!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

[Dica de Leitura] Rose na Tempestade - Jon Katz

Olá pessoal!
O Post do Dicas de Leitura não terá mais dia fixo. Continuará sendo uma vez por semana, mas sem um dia certo. Entao, hoje trago para vocês mais uma dica. Eu ainda não o li, mas já o adicionei no skoob como meta de leitura e ja tenho meu exemplar digital.
Abaixo vocêa podem conferir a capa e a sinopse dele:

SINOPSE: No meio de uma terrível nevasca, a cadelinha Rose insiste em dar conta de seu trabalho como pastora enquanto nos deixa a par de suas curiosas reflexões: onde está Katie, que ela nunca mais viu, embora seja capaz de sentir sua presença em todo lugar? Quem será aquele cachorro selvagem que parece seu amigo? Por que Carol, a mula, fica parada mesmo debaixo de toda a neve que cai? E onde foi parar Sam, que sumiu depois daquele barulho todo? Mas Rose não tem muito tempo para suas reflexões divertidas — e às vezes bem corretas. Agora ela deve voltar sua atenção para uma coisa muito mais séria: correr atrás de Sam, tentar encontrá-lo e, quem sabe, salvá-lo. No entanto, alguns perigos podem ser intransponíveis para uma cachorrinha... Editora: Novo Conceito

domingo, 23 de fevereiro de 2014

[Overrun: A Descoberta] Mais do Capitulo 14

Acordo sobressaltada, mas me contenho para nao acordar Jefferson. Nao quero dividir isso com ele agora. So falarei na frente de todos. Ela me ameaçou quase como se soubesse que eu estava la a espionando. Como se ela quisesse que eu soubesse daquilo. Tenho a impressao que o plano dela e dos Damns é o mesmo. Nao parece que eles querem apenas capturar o Quest. Como Jefferson falou, nós podemos ser os primeiros de muitos que eles querem dar um fim. Os Damns haviam dito que estavam usando-a para algo maior, que ela era estupida e que queria apenas fazer a vontade de Gabriel me levando para o lado dela. Mas, eles se enganam. Ela ja sabe do plano deles tanto quanto eu. Ela quer poder e ainda quer me destruir. Ela apenas esta usando Gabriel como desculpa para que eles nao percebam suas reais intençoes.
Ainda assim muitas perguntas ainda estao sem respostas na minha mente: porque eles nao querem contar a ela seu plano? porque eles trabalham junto com ela se eles tem seus proprios meios? porque ela tambem nao conta o que sabe? Suponho que a ainda mais segredos por tras disso. Segredos esses ainda mais obscuros e nefastos. E tudo esta encerrado no passado dela.
Outra coisa que nao sai da minha mente é o por que de ela nao ter descartado Gabriel. Ela so pode gostar mesmo dele. Ela sabe que eu sou uma Overrun e que Gabriel nada mais tem a ver com o Quest. Por isso, ela me quer ou a seu lado ou morta. Mas daria no mesmo ja que de qualquer maneira a essencia dele seria levada. Apesar de eu ter certeza que ela me prefere morta. Uma vingança por Gabriel ainda se sentir ligado a mim como ela falou.
Minha cabeça começa a latejar e me sinto fadigada. Suspiro profundamente antes de tentar voltar a dormir, mas nao consigo. Decido me levantar aproveitando que Jefferson virou para o outro lado. Lentamente me coloco fora das cobertas e vou rumo ao guarda roupa. Meus pensamentos param por um instante enquanto procuro entre minhas roupas o livro que minha mae tinha me dado. Eu prometi lê-lo e preciso começar um dia. Agora me parece bom. Quando o encontro pego um lençol reserva e me saio do quarto. Passo pela sala e vejo Bianca em um sono profundo com Marcelo transformado em lobo aos seus pes. Ele parece gostar de ficar assim. Poderia esta  no outro sofa, mas prefere o chao. Passo por eles nas pontas dos pes e tento fazer o minimo barulho ao abrir a porta. Me sento junto a uma das colunas do terraço e agradeço por hoje ser noite de lua cheia.  O terraço esta claro o bastante para que eu consiga ler. Me enrolo com o lençol sentindo cheiro de menta e abro o livro.
Soul Love - A Noite o Céu é Perfeito  é um romance de facil leitura e que nos pega de jeito com sua estoria. Quando estou um pouco alem da pagina 20 ouço passos e vejo Jefferson parado na porta me olhando. Seu corpo escultural, moreno. Um sorriso lindo pendendo dos seus labios para mim. Me sinti feliz a ponto de transbordar. Como eu, ele toma cuidado ao andar para nao acordar Bianca nem Marcelo e se senta ao meu lado me aconchegando em seus braços. Ele tira o lençol das minhas costas e nos envolve com ele. Entao, sussurra provocador em meu ouvido:
- Leia para mim.
Ri para ele e retomei a leitura em na parte em que a protagonista falava de como o garoto que ela começava a gostar tinha um efeito devastador sobre ela. Jefferson olhava para o livro atento e nao fez nenhum comentario ate eu terminar o capitulo.
- Eu tambem exerço esse efeito sobre voce? - ele perguntou em um tom cheio de si.
- Pode ter certeza! Voce ate me lembra Gabe. Quase da mesma altura que eu, porte atletico, moreno e tambem esta precisando de um corte de cabelo! - falo olhando diretamente em seus olhos. Seu cabelo antes espetado agora caia-lhe pela testa com um efeito sedutor. - Voce tem o mesmo efeito sobre mim, Jeff.
- Jeff? - ele pergunta brincalhao.
- Nem notei que disse isso. - digo rindo.
- Eu gostei. Pode me chamar assim se quiser.
- Tudo bem.
- Voce teve outro pesadelo?
- Sim. Mas eu prefiro falar sobre isso amanha.
- Tudo bem. Entao, continur lendo para nos.
Virei-me e retornei com a leitura. Quando senti meus olhos a ponto de se fecharem, me aninhei junto a ele no chao e larguei o livro ao nosso lado. Seu torax nu mantendo meu corpo aquecido. Dormimos ali sem pensar em mais nada. Um sono sem sonhos.

                                +++

Acordo com uma voz me chamando. Apenas me viro para o outro lado pensando ser Jefferson, mas me encosto em seu corpo adormecido no chao. Abro meus olhos relutante apenas para ver Marcelo de pé ao meu lado com os braços cruzados a sua frente com um sorriso no canto dos labios.
- Acho que eu deveria ir para a minha cama. - falo quando sinto meu corpo dolorido por inteiro por ter passado a noite deitada ao relento.
- Creio que voce nao podera. Vamos iniciar nosso treinamento esqueceu?
- Ah, mas tem que ser agora? - falo me levantando e Jefferson acaba por acordar tambem.
- Vou dar um tempo para voces dois se arrumarem e tomarem cafe. Espero voces dois la atras.- ele fala saindo para um lado da casa.
Entro e vou para o quarto pegar minha toalha para um banho quente. Como meu corpo doi. Quando dizem que dormir no chao é bom para a coluna eles esquecem de nos dizer que tem efeitos colaterais para os musculos. Quando estou na porta do banheiro, Jefferson me puxa por tras e me vira para ele. Seu cabelo esta bagunçado e meu lençol esta pendurado em suas costas e braços e quando ele me abraça nos envolve com ele. Sinto uma felicidade percorrer meu corpo e meu desconforto corporal quase some.
- Bom dia,Laura! - ele fala e beija o topo da minha testa. - Voce é tao linda pela manha. Nunca me cansarei de te olhar assim.
- Bom dia! Voce me acha bonita em qualquer ocasiao. - falo rindo para ele.
- Voce esta certa. Sempre certa.
Ele traça a linha do meu maxilar com seus dedos ate a minha boca antes de encostar a sua na minha. Nossos beijos sao sempre ferverosos e inquietantes. Cheios de cumplicidade e segurança. Ele suspira e diz alguma coisa entre labios que nao distinguo. Minha mente esta entorpecida e sinto que nao resistirei a ele por muito tempo. Ele deposita beijos no meu pescoço ate o ombro.
- Por favor, me deixe ir tomar meu banho. Ele esta nos esperando.
- So se eu puder ir com voce. - ele diz malicioso e beija minha mao suavemente.
- Nao, seu atrevido! - falo e o empurro um pouco para longe.
- Voce sabe que cedo ou tarde...
Deixo-o falando sozinho e entro rapido no banheiro e tranco a porta atras de mim. Antes tarde do que nunca,baby. A agua quente acaba por relaxar meu corpo dolorido e afasta a preguiça. Nao consigo afastar as lembranças de minha mae da minha mente. Cada segundo que passamos aqui sem fazer nada pode esta lhe custando mais um pouco da sua vida. É como se ela fosse um anjo sem acompanhante tendo sua essencia drenada. Me doi por dentro pensar que por minha causa ela esta assim. Por causa do meu destino. Eu oro para Deus, onde quer que Ele esteja agora, pedindo para protege-la enquanto eu nao posso resgata-la. Eu darei o meu maximo no treinamento para esta preparada para traze-la de volta bem e em segurança.                  Talvez ser uma Overrun esteja me trazendo dor agora, mas se eu puder fazer com que isso nao se repita com outras pessoas, eu o farei. Sinto um fogo queimar em meu coraçao seguido por uma certeza tao abrasadora quanto uma fogureira recem acesa. Irei proteger quantos eu puder da desolacao. Quando eu encontrar meu Quest nós teremos nossa vingança. Nós seremos os invasores.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

[Texto] Um Sonho de Fim de Tarde

Sua voz preencheu os meus pensamentos e me deu suaves calafrios. Naquele instante sua mao se entrelaçou a minha e um sorriso se formou em nossos rostos. Sentados no ponto mais alto da ladeira em um fim de tarde, os raios do sol nos encontravam trazendo com ele um calor que se fundia com o de nossos coraçoes.
O ceu esta alaranjado, avermelhado, azul e preto. Uma mistura de cores e sentimentos. Mas para nós nao importava se ele estivesse claro ou escuro, nublado ou ensolarado. Nos apenas gostavamos de contemplar tudo aquilo que a vida nos proporcionava. Principalmente,nossas companhias. Aconchegados no calor um do outro, braços e pernas entrelaçadas em um pequeno banco de madeira a felicidade nos encontrava.
Embora nem sempre fosse assim. Voce tinha seus proprios medos, sua propria solidao. Eu tambem cultivava os meus. Ainda assim nos encontramos em meio a um mundo tao cheio e lotado de vazios. Nós nos preenchiamos com nossas proprias visoes de mundo.
Naquele por do sol, eu via mais do que o desdobramento da natureza, mais do que uma linda paisagem. Eu via o futuro nas suas palavras. Enquanto o sol se punha e a noite chegava, voce me falou dos seus desejos e anseios e eu fazia parte da maioria deles. E com um olhar cumplice eu afirmei que voce tambem fazia parte dos meus. Aquela troca diaria foi a nossa visao do futuro. Como ela, nossos sonhos seguiam adiante para um futuro incerto. Mesmo que a escuridao viesse o sol nunca deixaria de fazer o seu caminho e nem tampouco de brilhar. Assim como nos e nossos sonhos nunca deixariamos de fazer parte um do outro.

de minha autoria.

[Overrun: A Descoberta] Continuação do Capitulo 14

Quando chegamos em casa uma reuniao esta em andamento. Leandro, Bianca e Marcelo estao sentados ao redor de uma mesa de uma mesa media de plastico estudando varios papeis. Assim que me aproximo mais percebo que sao mapas detalhados da casa de Juliana e do cômodo onde minha mae foi selada. Eles erguem brevimente a cabeça quando entramos, mas se voltam imediatamente de volta aos papeis. Leandro é o primeiro a nos chamar para entrar no assunto:
- Se aproximem. - ele fala indicando duas cadeiras juntas a mesa e nos sentamos. - Laura, eu quero que voce nos dê cada detalhe de que se lembra do comodo. - ele me da um dos mapas aproximados e um lapis para que eu escreva informacoes.
- Nos diga primeiro tudo o que voce viu em cada parte dele.
- Nessa primeira parte eu nao vi nada. So uma sala escura. Nao notei nenhuma mobilia. A unica iluminaçao que existe no comodo vem de tres lampadas ao longo do corredor. - paro tomando folego.
- Continue.
- Nessa sala aqui, - aponto para o mapa. - tem uma mesa com um computador e papeis e uma cadeira atras. É mais escura que a outra apesar de ser menor. Nessa parede aqui fica a porta para o quarto onde isolaram minha mae.
- faço uma pequena pausa antes de continuar. - Do lado da cama dela que fica nesse canto tem uma serie de aparelhos. So consegui identificar um monitor cardiaco e um aparato com soro. Todoa ligados a ela.
- Nao tem iluminacao nesse quarto tambem? - Bianca pergunta.
- Nao. So a que vem dos aparelhos, mas é quase nenhuma.
- Certo. - Leandro fala. - Mostramos tudo o que pudemos da casa a Marcelo e contamos quantos Damns haviam lá.
- Quantos? - pergunto.
- Dois para cada entrada e saida do comodo na parte externa da casa. Vimos mais dois no quarto da Juliana e um no escritorio. - Marcelo responde.
- Tantos assim? Eles tem nuita vantagem sobre nós. Somos apenas cinco. - Jefferson fala ao meu lado.
- Tres na verdade. - o corrijo. - Se voce levar em conta que provavelmente iremos aplicar a manobra Pass para irmos ate la. Estou certa, Marcelo?
- Sim. Estive pensando em varias possibilidades de ataque e essa é a mais eficiente. Voces sao muito vulneraveis sozinhos. Nao conseguiriam lutar com eles e poderiam ser possuidos por Errants.
- Tem razao. E voces viram algum Errant?
- Nao. Mas provavelmente eles serao convocados. Eles nao permanecem muito tempo em um lugar. Precisam estar em contato direto com os humanos. - Marcelo responde.
- Quando iniciaremos nosso treinamento?
- Amanha bem cedo. Podem tirar o resto do dia para descansar.
- Voces nao iram mais procurar o Quest? Eu sinto que devemos procura-lo.
- Nao podemos mudar nosso foco agora. Como voce disse nao sabemos quanto tempo sua mae tem. Eles podem se cansar desse jogo. - Leandro fala.
- Voce esta certo. - falo assim que a lembrança dela me vem a cabeça. - Por mim, nós começariamos o treinamento agora.
- Nos estamos cansados, Laura. Fizemos muitas transformaçoes hoje. - Marcelo fala.
- Laura, posso te fazer uma pergunta? - Bianca diz com um sorriso torto no rosto.
- Voce vai fazer de qualquer forma, entao siga adiante.
- Voces dois estao namorando? Digo, oficialmente?
- Estamos sim. - respondo e Jefferson pega minha mao que estava em cima da mesa e olha para mim carinhosamente.
- Pensei que voces nao iriam assumir isso! Desejo sorte a voces.
- Nos ja temos. Obrigado! - Jefferson responde.
- Vamos comer? - Bianca fala entusiasmada.

                      +++

Depois do almoço, eu e Jefferson assistimos alguns filmes na tv e comemos pipoca enquanto nossos guardioes dormem para repor a energia gasta. Deitados, aconchegados um no outro no sofa mal vemos o tempo passar. Ouço depois de algumas horas  Bianca nos chamar para o jantar. Sentados todos na mesa de jantar parecemos uma familia estranha. Sim, uma familia. Eles sao mais que anjos ou acompanhantes para nos. Sao nossos protetores, amigos, confidentes. Olho para o rosto calmo de todos e murmuro em minha mente agradescendo a Deus por cada um deles. Pela oportunidade de te-los comigo, mesmo que seja por um tempo indeterminado. Jefferson é o primeiro a quebrar o silencio qundo terminamos com a comida.
- Marcelo, voce parece bem melhor agora! - ele comenta.
- Esta acontecendo bem como nossa amiga Laura previu. Parece que minha essencia esta voltando agora que tenho um novo motivo para permanecer na terra.
- Eu fico muito feliz por voce esta aqui e por nos ajudar. - falo lhe dando um breve sorriso e ele me devolve outro.
- Eu que agradesço a voces! Se nao fosse pela sua fé em mim eu estaria no lugar de onde viemos.
- Sobre isso... Voces nunca entraram em detalhe sobre esse lugar conosco. Nem ao menos falam em Deus. Me parece um tanto estranho.
Os tres se olham como se estivessem se comunicando ailenciosamente, o que pode esta realmente acontecendo.
- Bem, tem coisas que nao podemos dividir com voces. Basta saber por quem fomos enviados e qual é a nossa causa. Tudo mais sao simples detalhes. - Leandro responde por Marcelo.
- Ainda chegara o dia que voces conheceram toda a verdade. Nao pense muito nisso agora. - Bianca fala ao meu lado.
- Tudo bem. Voces quem sabem. - falo dando de ombros.
Depois que Bianca faz todos os restos sumirem, damos boa noite uns aos outros e vamos dormir. Assim que repouso minha cabeça no torax de Jefferson caio em um sono profundo e tenho uma visao.
Estou na minha forma espectral de todas as visoes anteriores, mas o lugar onde estou nao é o mesmo. Um clarao forte enche minha visao e demora alguns segundos para que minha visao se ajuste. Entao, percebo que estou em um dos cantos do escritorio da casa de Juliana e logo mais a minha frente ela esta sentada de em frente a uma grande mesa conversando com os mesmos Damns da minha ultima visao. Ela esta sentada com os braços apoiados no encosto da cadeira com a cabeça amparada por eles. Ela ri, altiva e malefica. Me aproximo aos poucos deles um pouco nervosa. Ainda nao tenho certeza que nao podem sentir minha presença.
- Voces nao os encontraram ainda? - ela questiona-os.
- Nao. Procuramos em todos os lugares. Sentimos um pequeno ratro deles, mas logo o perdemos. - Voces acham que eles descobriram o Quest?
- Provavelmente, nao, senhora. Eles ja estariam aqui se isso houvesse acontecido.
- Bom, ainda assim essa falta de rastro me parece suspeita. So ele poderia incubri-los. Voces sabem...
- Mas, deve ser outra coisa. Um selamento ou tecnica. Nao sabemos.
- A senhora ainda quer que os procuremos? - o mais baixo pergunta.
- Nao. Parece nao esta funcionando, de qualquer maneira. Deixem que eles façam seu caminho ate nos.
- A senhora ainda a quer do nosso lado nao é?
- Eu nao almejo tal coisa. Mas voces conhecem os meus motivos. Alguns sacrificios devem ser feitos por uma causa maior.
- É o que pensamos, senhora!
- Mas, e a mulher? Continua viva? - ela pergunta sem nenhum interesse na voz.
- Esta sim. Por um milagre. Mesmo com aqueles aparelhos que trouxemos nao é o bastante para manter o corpo dela ativo depois que aplicamos aquela tecnica nela. Nao sei como se mantem viva.
- É ate bom que esteja. Ou do contrario eles nao viriam aqui.
- Senhora, podemos ir? - o maiot questiona impaciente.
- Claro. Podem ir.
Quando os dois se viram para sair me assusto e saio do caminho mesmo sabendo que eles deveriam passar direto por mim. Ao passarem ouço eles resmugarem baixinho em uma lingua que desconheço. Antes de alcançarem a porta eles se materializam em uma nevoa escura e desaparecem por baixo da porta. Juliana vendo que eles sairam levanta e encara algum ponto pela janela atras da mesa enquanto fala consigo mesma e posso ouvir cada palavra sua:
- Apesar de tudo, ele ainda gosta dela. Mas eu tirarei essa pedra do meu sapato e a esmagarei! Com uma cajadada matarei dois coelhos. - ela da uma gargalhada que faz meus ossos tremerem na carne. - Ah, querida, voce mal pode esperar pela surpresa que lhe reservo.

[Overrun: A Descoberta] Capitulo 14

Na manhã seguinte, depois de dormir sem acordar no meio da noite e sem pesadelos, me sinto rejuvenecida pela primeira vez desde... desde muito tempo! Como em todos os dias agora, acordo com os braços de Jefferson ao meu redor, espantando tanto os pesadelos dele quanto os meus. Seu cheiro caracteristico de menta esta por todo lado. Em sua roupa de cama, em sua propria roupa e rosto como se o sabor dos bombons que ele come fizessem parte dele agora. Me levanto tomando cuidado para nao acorda-lo. Ele parece ter tido tambem uma noite relaxavel como eu. Ainda de babydoll vou para a sala e ouço as vozes de Leandro,Marcelo e Bianca em uma conversa acelerada na sala de estar:
- Vamos logo. Melhor nao leva-los hoje. É so um reconhecimento do local e eles poderiam sentir todos nós lá. - Leandro fala.
- Mas, voce sabe como eles ficam chateados quando nao o levamos. Especialmente, a Laura! - Bianca intervem.
- Ela vive fazendo coisas escondidas tambem. Eu nao os levarei e pronto! Se quiser pode ficar.
- Tudo bem! - Bianca suspira. - Vamos.
Uma brisa fria passa por meus pés quando os tres usam a dobra de viagem. Como sempre, Leandro acha que nao sou boa o bastante. Como se eu estivesse sempre fora do controle. Se eu nao estivesse limitada ao meu corpo humano iria escondida. Se ao menos Bianca tivesse ficado... Meus pensamentos sao cortados quando Jefferson me puxa para si me assustando.
- Jefferson! Que mania feia! Voce sempre me assusta desse jeito... - eu rio e ele me da um sorriso tao lindo quanto o proprio amanhecer.
- Desse jeito selvagem? - ele fala  de forma acentuada a palavra selvagem.
- Por favor, pare de dizer isso. Fico sem graça. - ele me da um beijo na bochecha e sussurra em meu ouvido.
- Voce fica linda corando, sabia? - dou um soco de leve em seu braço e ele me solta.
- Eles ja sairam?
- Ja. E, como sempre, Leandro nao quis nos levar. - falo chateada.
- Ele so nao quer que nada dê errado. Ele segue seus plano arrisca.
- Mas, eu sou a principal interessada aqui.
- Pare de drama,Laura. Venha cá. Vamos aproveitar nosso tempo a sós. - ele diz ao me puxar para si.
- É so nisso que voce pensa? - digo rindo enquanto traço a linha do seu maxilar.
- Eu tento nao pensar em voce, mas é dificil quando voce esta aqui tao proxima a mim. E de babydoll. Tem coisas que um garoto nao pode suportar, sabia?
- Eu juro que nao faço de proposito.
- Sei.
Nos beijamos por alguns minutos e so nos separamos quando nossas barrigas protestam avidamente. Bianca havia deixado o cafe posto a mesa e ele ainda se conservava quente e intocado como se houvesse acabado de ser preparado. Comemos tudo juntos e acabamos em uma guerra com as sobras quando Jefferson passou manteiga em meu nariz.
Depois de limparmos tudo, ele me chamou para darmos uma volta de moto pela cidade dizendo que gostaria de partilhar um lugar seu comigo ja que ele conhecia o meu bosque.
Depois de ele pegar uma mochila saimos de moto. Ele dirigia calmamente pelas ruas e avenidas em direçao ao centro da cidade. Ele nao quis me dizer onde ou o que era o local para onde estavamos indo porque era uma surpresa. Ele nos levou a uma parte mais afastada do centro onde eu nunca havia ido. Paramos em uma pequena praça na esquina de uma minuscula rua comercial que é escura e umida por conta das arvores e dos predios. A pessoas em alguns pontos dela, mas estam alheias a nossa presença. Assim que desci da moto pude observar o local melhor. Tem grandes arvores umas perto das outras ao longo do pouco espaço do lugar, bancos de madeira aqui e ali e alguns jardins tambem com varias especies de flores de diversas cores. O chao apartir da calçada é todo coberto por grama. O lugar é escuro, umido, sombrio, mas tambem é aconchegante, isolado e calmo. Entao, descobri por que ele me trouxe aqui.
- É lindo! - ele me olha pelo canto dos olhos e sorri.
- Sabia que iria gostar. Vamos nos sentar ali?
Ele aponta  para uma area um pouco a nossa frente na grama ao lado de um dos minusculos jardins. Sentamos lado a lado e ele coloca a mochila ao seu lado.
- O que voce trouxe ai dentro?
- Paciencia, gafanhoto! - ele diz rindo. Depois de alguns minutos em silencio ele volta a falar. - Laura, eu sei o quanto o Gabriel significou para voce e por isso eu quero que voce me responda uma pergunta sinceramente. Tudo bem?
- Tudo bem. - percebo minha tremendo em antecipacao.
- Seus sentimentos por ele acabaram? Definitivamente?
Penso apenas por um segundo e depois do meu ultimo encontro com Gabriel tudo tinha ficado tao claro quanto agua destilada.
- Sim. Definitivamente.
- Voce nao sabe o quanto ouvir isso me faz feliz! - ele aperta minha mao entre a sua por um momento e a solta se voltando para a mochila.
- Voce esta muito misterioso hoje.
- So espere um segundo... Ah, achei! - ele retira o braço que estava vasculhando os bolsos da mochila e olha para algo em suas maos e entao o oferece para mim.
- Para voce. Espero que goste!
Pego de suas maos uma pequena caixinha branca com varios desenhos de rosas. Retiro a tampa e o que esta dentro dela quase me faz chorar pelas lembranças que me traz. Um lindo colar dourado com uma corrente tao fina e delicada com um pingente em forma de infinito no qual nossos nomes estao gravados em suas voltas. Ele fala atraindo minha atençao para ele.
- Um novo namoro e um novo infinito que vamos dividir juntos. Voce é muito importante para mim e sinto que o seu destino esta entrelaçado ao meu tanto quanto nossos nomes estao entrelaçados nesse pingente. Eu nao havia pedido voce em namoro oficialmente, entao aqui vai. Laura voce quer namorar comigo?
Eu pego suas maos entre as minhas e sinto as lagrimas descerem por meu rosto assim como sinto algo crescer dentro do meu peito e tenho certeza que o amo. O que experimento agora é muito diferente de quando Gabriel me fez essa pergunta. Com ele, eu fiquei sem fala, espantada  com aquela possibilidade. Agora eu sinto como se mil passaros verdes quisessem sair de dentro do meu peito e espalhar essa noticia pelo mundo.
- É claro que eu aceito! Eu ja nao tinha falado que ja estavamos namorando? Eu durmo com voce! - falo meio rindo, meio chorando enquanto suas habeis maos limpam meu rosto e eu me atiro em seus braços. O aperto forte junto a mim e digo em seu ouvido:
- Esse sera o meu melhor infinito!
Passamos mais de uma hora deitados e abraçados na grama olhando para a copa das arvores acima. De vez enquando, ele beijava o topo da minha cabeça, mexia no meu cabelo ou fazia circulos na minha mao. Depois ele abriu a mochila tirando uma pequena toalha amarela e colocou sobre ela dois sanduiches, dois iogurtes e duas maças. Comemos silenciosamente um ao lado do outro, nossos ombros se roçando. Ate que eu pensei em algo para dizer:
- Como voce comprou esse colar? Nao vi voce um minuto longe de mim.
- Voce lembra quando eu disse que tinha algo para resolver e sai? Eu fui compra-lo.
- Hum. De onde tirou dinheiro se voce nao esta trabalhando mais?
- Eu nao precisava comprar comida, nem roupa. Entao, eu guardei a maior parte do dinheiro que ganhei.
- Voce trabalhava a muito tempo?
- Desde os 15 anos. Comecei ajudando em uma oficina de carros e depois arrumei esse emprego na lanchonete de um amigo.
- Eu estava aqui pensando... Foi muito ruim o tempo que voce passou nas ruas ate encontrar Marcelo?
- Foram piores do que eu esperava. Eu queria encontrar um lugar onde eu me encaixasse de verdade. Entao, eu fugi do orfanato. Mas foram dias muito dificeis.
- Quer me falar sobre eles?
- Nao me sinto a vontade de partilhar isso com voce. É um assunto que me deixa muito triste. - sua expressao de repente mudou. Eu agora via na minha frente um homem amargurado e triste que foi moldado por muitas dificuldades.
- Eu prometo lhe dar muitos momentos felizes que voce ira gostar de se lembrar.
- Voce ja esta me dando. - ele afaga meu rosto de leve e da um beijo em minha testa.
Depois que arrumamos tudo em sua mochila voltamos para casa por volta de uma da tarde. No caminho, nao posso parar de imaginar todos os momentos dificeis que ele deve ter passado. Frio. Dor. Fome. E Deus sabe mais o que. Prometo a mim mesma que tentarei nunca decepciona-lo, que tentarei faze-lo esquecer desse tempo ruim. Encosto minha cabeça em suas costas e o seguro firme. Eu tambem procurei por muito tempo um lugar onde eu me sentisse parte de alguma coisa. Entao, eu encontrei mais do que poderia ter pedido. Uma acompanhante dedicada e amiga, e um namorado que partilha de dois mundos comigo. E mais do que isso, divide sua vida e me da do seu amor.

[News] Novas Capas dos Livros da Série Percy Jackson & Os Olimpianos

Olá pessoal!
Estava esperando serem liberadas as cinco capas novas para fazer esse post. As ilustrações foram criadas pelo mesmo ilustrador das capas antigas, John Rocco. Eu particurlamente gostei delas, principalmente a da Batalha do Labirinto e Mar de Monstros. Tambem curti bastante as lombadas que juntas tambem formam um desenho único, assim como as capas.
Abaixo voces podem ver as capas antigas e as novas e tambem as lombadas juntas.

Capas Novas

•Lombadas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

[News] Nova Ilustração da Header + Novo Link e Nome do Blog

Olá gente!
Hoje resolvi mudar algumas coisas nesse meu cantinho para ficar mais como eu gostaria. Fiz uma ilustração baseada em alguns desenhos da página do facebook Desenhos de Um Garoto Solitário. Eu gosto muito do estilo de desenho dele e fiz uma releitura a mão de dois desenhos dele para essa ilustra. Espero que tenham gostado!
Outra novidade é a mudança do nome do Blog que antes era Mundo Cinza e agora passa a ser LiteraCinza. Irei mudar tambem a url do twitter mais para frente.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

[Novidades-Eu Cinza] Mudança de Nome + Capa Nova

Olá pessoal!
Vim lhes comunicar que estou mudando o nome da história por que novas ideias surgiram e ela acabou tomando outro rumo. O que começou como um romance entre uma adolescente conturbada e um garoto paralitico mudo drasticamente para uma ficção fantástica envolvendo anjos.
Conversei com dois amigos que acompanham a historia e eles gostaram da mudança e opinaram no novo titulo que agora será Overrun: A Descoberta. Se vocês acompanham a historia sabem o que é um Overrun, mas para os novatos basta ir até a parte interativa a direita e clicar em Glossário.
Espero que voces tenham gostado da mudança e apartir do Capitulo 14 o nome nao sera mas Eu Cinza. Abaixo disponibilizo a nova Capa que conta com o pseudonimo que resolvi assumir e tambem outra imagem com uma breve sinopse.

[Parceria] 8INVERSO Editora - Conheça a Editora

Olá pessoal!
Ontem fechamos mais uma parceria, agora com uma editora voltada também para HQs e Graphic Novels. Fiquei muito feliz com a noticia por que com isso irei diversificar o conteúdo de Resenhas do Blog! Espero que a parceria dure bastante, sendo proveitosa para ambas as partes! Abaixo listo algumas informações sobre a editora:

A Editora
Desde a sua fundação, em 2009, a 8INVERSO acompanha a produção literária mundial com zelo e atenção. Nossos títulos contemplamautores premiados em suas respectivas áreas de manifestação artística, respeitando-os através de um projeto gráfico diferenciado.Nós valorizamos as exigências de cada leitor, seja a criança, o adolescente ou o adulto, atentos às pautas de pais e mestres, às pautas sociais e, sobretudo, àquelas que compreendem que cultura é o que se cultiva. + informações acesse: site da editora

Principais Títulos:

Kit Bourbon Street:

Bourbon Street – Os Fantasmas de Cornelius conta a história de Alvin, um guitarrista de terceira idade na Nova Orleans dos anos 90 que, desgostoso por nunca ter alcançado a fama com sua banda de jazz e swing, empolga-se com o sucesso comercial do grupo cubano Buena Vista Social Club. Alvin decide, então, remover seus antigos parceiros musicais do ostracismo e partir em busca de Cornelius, exímio e insubstituível trompetista,desaparecido há 50 anos. Para isso, conta com a ajuda do fantasma de Louis Armstrong.Na segunda parte, somos novamente levados por Louis Armstrong a acompanhar as dificuldades enfrentadas pela banda– agora em turnê por bares e casas noturnas decadentes, com uma fraca recepção do público, além de hotéis baratos e do consumo de bebidas e remédios que ajudam o velho trompetista Cornelius a esquecer o amor perdido. Em tom nostálgico e traço realista,Bourbon Street – 2 – Turnê de Despedida, aprofunda-se nos personagens e nas suas relações, costuradas sempre pelo sonho de sucesso e fama através da música.Na aquisição deste kit e pelo tempoque durar a promoção, a editora envia também um livro surpresa, dentre os títulos de literatura adulta ou infantil. Kit Realeza do Rock Organizada por Reinhard Kleist e por Titus Ackermann,Elvis reúne alguns dos melhores quadrinistas da atualidade na Alemanha. A HQ é uma coleção de dez histórias curtas sobre a vida de Elvis Presley. Cada uma dessas histórias é assinada porgrandes quadrinistas alemães comoNic Klein,Uli Oesterle,Isabel Kreitze Thomas von Kummant. Reinhard Kleist assina dois episódios. O livro funciona, assim, como uma vitrine do que há de melhor e mais atual na produção de quadrinhos de não-ficção na Alemanha – além de ser uma obra obrigatória para os fãs e para os que desejam conhecer um pouco mais desse que é até hoje um dos mais emblemáticos artistas do século XX.Baby´s in Black, o quinto Beatle: a história de Astrid Kirchherr e Stuart Sutcliffe mostra o início dos Beatlesantes de seu estouro como fenômeno pop e o envolvimento dafotógrafa alemã Astrid com Stuart, o quinto Beatle e grande amigo de John Lennon. A graphic novel deArne Bellstorfexplica a influência de Astrid sobre o visual dos Beatlese faz um retrato do difícil começo da banda que viria mudar a históriada música e da cultura popular para sempre. Kit Segunda Guerra Mundial É composto por duas obras que contam histórias pouco conhecidas da Segunda Guerra Mundial: a premiada graphic novel O Boxeador, de Reinhard Kleist, e a pesquisa histórica. Já Fuga de Sobibor, de Richard Rashke.Narrada pelo ponto de vista do filho do pugilista amador Hertzko Haft, a história deO Boxeadorretrata a prática do pugilismo comoforma de sobrevivência em camposde concentração nazistas. Judeu polonês e acidentalmente capturado pela SS, o jovem e iletrado Hertzko logo mostra-se umpresidiário resistente e apto a participar de lutas de boxe para a distração dos oficiais alemães. As peregrinações entre campos de concentração, o trabalho forçado, a lembrança do amor por uma garota: a graphic novel revela-se competente e versátil no retrato deuma vida pesada e carente de afeto.Já Fuga de Sobiboré resultado de extensa pesquisa histórica e coleta de entrevistas com judeus ex-presidiários do campo de extermínio de Sobibor, na Polônia. O lugar entrou para a história por ser o cenário do mais bem sucedido levante de prisioneiros num campo de extermínio nazista, em 1943.

[Resenha] O Resgate do Tigre - Colleen Houck

Publicado pela Editora: Arqueiro
Li em: formato físico

*se você não leu a resenha do 1° livro da série, clique aqui e leia: A Maldição do Tigre

• Sinopse: Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d'água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página. • Resenha: Vou começar fazendo uma análise da capa. Gostei bastante dela, mas a minha preferida ainda é a de Tiger's Curse. Como a busca da próxima oferenda a Durga acontece com Kelsey e Kishan, nada mais natural do que ter ele na ilustração da capa. As cores fortes também ressaltam um pouco da historia do livro que agora está mais "quente" com a aproximação de Kelsey e Kishan, fora as batalhas. Passando agora a história, começo ressaltando o crescimento na escrita de Colleen. Senti uma grande melhora nos diálogos ( ponto que havia me deixado um tanto cabisbaixa no volume anterior ), na linguagem e no próprio tratamento dos personagens. Não achei, como no outro livro, a Kelsey tão chata e com todas aquelas frescuras em relação ao Ren. Apesar das dúvidas que sente, principalmente em relação a Kishan, ela não me fez sentir desempolgada com a leitura em certos pontos. Agora voltando a análise da história lhes dou um pequeno resumo dos acontecimentos e em seguida meu ponto de vista: ¤ Kelsey volta para sua casa em Oregon logo depois de se separar de Ren e tenta levar uma vida normal. Ela recebe alguns ptesentes do Sr. Kadam por ajudar seus amados tigres. Agora indo a faculdade, ela tenta se relacionar com outros rapazes para tentar esquecer Ren, mas no natal ela recebe uma grande surpresa: a chegada de Ren. Após um breve encontro entre os dois, além da chegada de Kishan também, Ren é capturado durante uma volta dos três pela floresta. Kelsey e Kishan, os únicos que conseguem escapar, então embarcam de volta a India com a missão de trazê-lo de volta. Lá elea descobrem que a única maneira de resgatá-lo é cumprindo a próxima profecia de Durga. Uma nova aventura leva os dois a um caminho cheio de mistérios e paixão e onde até mesmo os sentimentos de Kelsey são postos a prova. Eu gostei mais da leitura desse livro do que do outro anterior. Apesar de Kelsey se mostrar ainda um pouco infantil em relação a relacionamentos apesar dos seus 18 anos, em contra ponto, ela se mostra decidida em outras ocasiões. Eu diria que ela é uma personagem um tanto bipolar com todas as suas dúvidas apesar de ter certeza dos seus sentimentos. Agora um personagem que me caltivou muito foi Kishan. Mesmo com seu ar sedutor de bad-boy, ele tem um grande coração e também se mostra sensivel. Não tanto quanto Ren, mas eles acabam por se parecer muito quando estão com a Kelsey. Eu tenho uma pequena singularidade de torcer sempre para o outro garoto que a menina só vê como um amigo e aqui não é diferente. Não que eu não goste do Ren ( amo-o muito. Quem seria doida de não gostar? ), mas ainda torço por Kishan. Um ponto que me chamou MUITO a atenção foi o final. Me lembrou muito um trecho especifico de Jogos Vorazes - A Esperança. Gostaria muito de saber se vocês também sentiram isso! Ainda estou me perguntando se não foi só em Crepúsculo que a Colleen se inspirou. Recomendo muito a leitura da série e podem esperar que neste livro vocêa seram ainda mais cativados pela historia. Já comecei a leitura do próximo ( em PDF, pois ainda não adquiri os dois ultimos ). Aguardem que logo logo tem resenha de A Viagem do Tigre. Não deixem de comentar!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

[Eu Cinza] Final do Capitulo 13

Sentamos nos sofás e apenas Marcelo permanece em pé ao meu lado. Ele esta serio e atento desde que entrou em casa observando a reaçao de Leandro e Bianca. Os dois estao sentados lado a lado nos encarando com uma expressao surpresa. Vejo que nao esperavam que eu conseguisse, penso. Leandro pigarreia para chamar nossa atençao diretamente para ele e fala:
- Eu estou realmente chateado com vocês dois. Deveriam ter nos contado que iriam sair. Se voces nao sabem tem Damns a solta por aí e eles querem te capturar, Laura. Ficamos preocupados quando chegamos e nao vimos voces.
- Por favor,Leandro! Isso nao adianta mais. Sera que nao da para voce ficar feliz uma vez que seja? Para um anjo voce é muito pessimista. - digo.
- Coisa de Gleam. - Jefferson sussurra em meu ouvido e rio.
- Nos o trouxemos e isso é o que importa! - falo dando de ombros.
- Que seja, mas voces precisam nos avisar. Nos fomos encubidos de proteger voces. Querem que nos levem daqui?
- Nao. - falo relutante e carrancuda.
- Que isso nao se repita. - ele para por uns segundos e continua olhando para Marcelo. - Voce resolveu mesmo nos ajudar? Sabe de alguma coisa?
- Bom, eu nao sei onde este Quest esta. Nem tinha ouvido falar de algum.
- Entao, voce nao tem como ajudar.
- A uma outra possibilidade mais remota. Se voces quiserem tentar.
- Qual? Diga! Seja o que for que nós o faremos! - falo.
- Eu posso treinar voces para tentarmos capturar um dos Damns que participaram da manobra de selamento. Se o pegarmos e o coagirmos a nos ajudar poderemos entrar no comodo.
Leandro passa a mao no queixo pensativo e parece esta considerando a ideia. Sua expressao se torna cansada e vejo passar por seu rosto algo como inveja.
- Nao sei como nao pensei nisso antes. Mas me parece um pouco arriscado. Tem muitos Damns la e Errants tambem.
- Com o treinamento certo podemos dar conta deles. Antes de vir para cá eu era o encarregado de treinar os Gleans. Nos fomos criados para batalha. Sei que com esforço e paciencia podemos conseguir.
- Mas, isso poderia demorar muito tempo e minha mae pode nao ter esse tempo todo.
- Laura, eles nao iram fazer mal a ela. Pelo menos, nao a mataram. Nao enquanto eles precisarem de voce. Talvez voce seja a unica ligacao deles ao Quest  e eles querem o destruir. Sua mae vai continuar viva. Tenha certeza.
- ele afaga de leve meu ombro e esboça um sorriso.
- Entao, temos que começar com esse treinamento logo! - falo.
- Primeiro eu preciso ir ate a casa onde sua mae esta e descobrir quantos Damns e Errants estao la, ver os lacres de entrada e saida, entre outras coisas.
- Quantas coisas. - resmungo.
- Tenha paciencia. Tudo acontece no momento certo.
- Marcelo? - Leandro fala chamando a atençao dele. - Temos muito o que conversar. Temos um mapa da casa de Juliana e do comodo em um pendrive que quero lhe mostrar.
- Claro.
Os dois se levantam e Bianca os acompanha restando apenas eu e Jefferson na sala. Ele me puxa docemente me envolvendo em um abraço e afaga as minhas costas. Olho para seu rosto e sorrio para ele. Parece que as coisas finalmente estao se encaminhando e a uma esperança remota, mas pelo menos a algo em que se agarrar. Sinto uma ponta de tristeza em algum lugar dentro de mim por saber que nao encontraremos o Quest. Algo me diz que deveriamos ir atras dele. Mas, como? Nao temos nenhuma pista... Mesmo eu nao tendo perguntado a Leandro ou a Bianca se eles continuariam o procurando, sei que eles pensam que nao a nenhuma chance que eles tenham sucesso. Ou ele teria que vir ate nós ou cruzar por acaso o nosso caminho. De repente, Jefferson passa a mao na frente do meu rosto e percebo que ele estava falando comigo.
- O que voce dizia?
- Estava pensando em que?
- Nada especifico. Pode continuar com o que dizia.
- Estava lhe dizendo como tivemos sorte que ele quis nos ajudar. Parecia muito improvavel.
- Surpresas da vida. - falo secamente.
- O que te aborrece?
- É so que eu acho que deveriamos ir atras do Quest. Eu acho que ele esta ligado a nós de alguma maneira.
- A voce, voce quis dizer. Voce quer mesmo ser uma Overrun?
- Nao. Nao é isso... Eu apenas sinto uma ponta de tristeza em saber que nao irei conhece-lo. Talvez por que tenham me dito que ele era o unico meio para salvar minha mae.
- Se for para o encontrarmos ira surgir uma maneira. Nao fique triste. - ele pega minha mao e traça linhas na palma dela.
- Voce nao acha que Marcelo esta com uma aparencia melhor desde que chegou aqui?
- Notei isso. Talvez seja como voce disse. Um novo objetivo lhe deu forças novamente.
- Fico feliz por ele. Ele nao merece o que Gabriel fez com ele. Eu pensei... - ele coloca um dedo em meus labios parando minhas palavras.
- Nao fale nele. Nao vale a pena.
- Hum. E o que vale a pena? - pergunto lhe dando um sorriso traiçoeiro.
- Venha cá e eu lhe mostro.
Ele pousa suas maos na base do meu pescoço e me puxa para um beijo. Me deixo desligar do mundo a nossa volta e experimentar as sensacoes que ele me tras. Nosso beijo é vigoroso, insistente. Suas maos descem e sobem por minhas costas me levando para mais junto dele. Minhas maos em seu cabelo o puxando diretamente para mim. Talvez a vida nao seja perfeita, mas enquanto eu estiver ao seu lado sei que o ceu ira se abrir e o sol aparecer.

[Drawing Day] Rabiscos à la Pedro Gabriel

Olá pessoal!
No #DrawingDay de hoje venho lhes mostrar os guardanapos que fiz para um Concurso da Fnac para ganhar um kit de livros de Eu Me Chamo Antonio da Intrinseca (ainda não saiu o resultado). Comecei com um e não parei mais! Espero que gostem. Nao deixem de comentar ;)

*todos de minha autoria

[Parceria] V&R Editoras: Conheça a Editora

Olá pessoal!
Mais uma notícia boa para o Blog e para vocês que nos acompanham! Agora somos parceiros da V&R Editoras. Espero poder compartihar muitas novidades da Editora aqui no Blog e que tenhamos um bom relacionamento enquanto a parceria se manter ativa.

Conheça um pouco da V&R:
No ano de 1995, duas editoras argentinas, Trini Vergara e Lidia María Riba, iniciaram o projeto de criar uma editora independente para ingressar em um mercado onde atuavam empresas poderosas e globais. A palavra de ordem foi a especialização. A idéia foi o livro-presente. ?Em 1996, com o projeto cuidadosamente estudado, são lançados os primeiros exemplares na Argentina.Toda a experiência profissional das editoras foi posta a serviço para criar um conceito especial de livro: aquele que expressasse o que uma pessoa gostaria de dizer a outra, nas diversas ocasiões, tanto as maiscomuns como as mais íntimas e delicadas. Títulos que expressassemsentimentos para a família ou para os amigos, e também, por exemplo, para agradecer a um médico ou felicitar uma mulher executiva...O objetivo: para cada momento de celebração existe um livro daV&R  Editoraspara presentear.A idéia foi um grande sucesso e rapidamente se disseminou por quase toda a América Latina. Hoje, mais de 15 países distribuem estes livros que comovem de forma universal, se adaptam às mais distintas culturas e costumes e são um maravilhoso meio de comunicação entre as pessoas.Em1998 aV&R Editorasinaugurou sua filial no Brasil, com sede na cidade de Cotia, na Grande São Paulo. Novamente, a aposta foi um sucesso e os livros em português passaram a ser distribuídos em todo o imenso território brasileiro.Dois anos depois, aV&R Editorasinstalou-se no México, atualmente o mercado mais dinâmico de línguaespanhola em todo o mundo. O crescimento das vendas ano a ano neste país foi espetacular. A instalação da V&R no México constitui, além disso, a plataforma para a ampliação do raio de atuaçãoda editora no mercado norte-americano, especialmente nos Estados Unidos,  país com enorme comunidade de latino-americana.A qualidade marca a diferençaAlgo diferencia — mais que nenhum outro fator — os livros daV&R Editoras: a qualidade. A busca por um grau de qualidade superior é incessante, em todos os aspectos.O trabalho editorial, realizado por uma equipe de excelentes profissionais, é supervisionado por Lidia María Riba, passo a passo, e é corrigido e polido até o último minuto antes de ir para o prelo. A direção de arte, nas mãos de Trini Vergara, orienta odesignde cada obra e seleciona os artistas que, sob sua orientação, ilustram as páginas dos livros. São escolhidas asmelhores gráficas do mundo, quasesempre na Ásia, região onde se concentra uma autêntica especialização em impressão de livros em cores, com a utilização deexcelentes papéis estocados da Indonésia e China.NovosprojetosA consolidação de importantes projetos e a elaboração de outros novos tem sido uma constante paraesta casa publicadora. Nossa expansão tem sido rápida e sem pausa: é o momento de consolidar a nova posição, desde onde se avistam horizontes ainda mais distantes e desafiadores. Este ano, quando comemoramos uma décadade atividades no Brasil, preparamosum audacioso plano de produção para triplicar a oferta de nossos livros e expandir o catálogo: novas linhas de produtos serão postas no mercado. Fiel ao conceito de"presentear mensagens", a editora oferece uma seleção ampla para todos os públicos.Assim, a V&R Editoras cresce e se firma como indiscutível líder no mercado do livro-presente em língua espanhola e portuguesa.

Alguns livros da Editora:

MAZE RUNNER: CORRER OU MORRER
Autor:James Dashner
N° de Páginas:426
Acabamento: brochura
Tamanho:14 X 21 cm
Peso:0,55
ISBN:978-85-7683-247-8
Edição:1ª
Descrição:
Correr ou Morrer é o primeiro volume da trilogia Maze Runner. Uma saga que, para seus fãs, evoca os mistérios da série Lost. Resenha: http://eucinza.blogspot.com/2014/01/resenha-maze-runner-correr-ou-morrer.html

Insignia - A Arma Secreta -- S.J. Kincaid
Sinopse:
Considerado um fracassado por todos, com umaaparência pouco digna de atenção e uma vida cheia de incertezas, Tom Raines é um garoto de 14 anos que possui apenas uma habilidade – jogar videogame.
Durante anos perambulou de
cassino em cassino com seu pai,
um jogador sem sorte, que fazia de seu vício um meio de sobrevivência e, a cada dia, iniciava uma jornada em busca de um “lar”, mesmo que isso significasse um quarto qualquer pago com um pouco de dinheiro ganho em apostas. Certo dia, ao ter seus combates virtuais
monitorados por um general, Tom
é convidado para integrar a elite
do Exército e usar seu talento para
ajudar o seu país a vencer a
Terceira Guerra Mundial. Neste
combate, os oponentes são
empresas multinacionais e não há
vítimas humanas. Sediada no
sistema solar, a disputa principal é
o controle sobre os direitos de
mineração e recursos naturais em
extinção. Os combatentes são, na
verdade, máquinas controladas
pela força da mente dos adolescentes, através de
dispositivos implantados em seu
cérebro. Tom então percebe que
essa será a oportunidade de
tornar-se alguém importante e
conquistar sucesso, amigos e um
amor de verdade.

Ladrões de Planetas - Dan Krokos
Descrição: Num futuro distante, a Terra está em perigo. O motivo: a conquista de um planeta recém-descoberto chamado Nori-Azul. Aquele era o lugar perfeito para uma raça que não cabia mais no próprio planeta.
Tão perfeito que também estava
nos planos de dominação dos
Tremistas, civilização alienígena
dona de avançada tecnologia de
guerra. Mason Stark, um garoto de treze anos, é um dos cadetes da Academia do Comando Espacial
Terrestre, centro de controle das
tropas estelares. A rotina de
treinamentos no espaço era
tranquila até o violento ataque
tremista que muda completamente o destino de Mason e dos dezessete cadetes a bordo da nave SS Egito.

Abaixo está o link para um prévia de alguns dos livros da V&R:
- Ladrões de Planeta
http://issuu.com/vreditoras/docs/
minilivro_ladroes_160913
- Insígnia – A Arma Secreta
http://issuu.com/vreditoras/docs/
minilivro_insignia
- Maze Runner - Correr ou Morrer
http://issuu.com/vreditoras/docs/
mr_correr_ou_morrer_p1-13

Para mais informações, acesse:
vreditoras.com.br

Capas dos Livros citados acima:

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

[Escrita] A História antes do Papel + Playlist de Eu Cinza

Olá,pessoal!
Estava pensando em um Post diferente para o Blog e acabei tendo a ideia de falar como o processo da escrita funciona para mim. Algumas pessoas tem muitas dúvidas em relação a isso. Como o funciona o processo de criação? De onde surgem as ideias? Precisa de algum artificio, horário ou até mesmo uma mandinga para ajudar a inspiração a chegar?
São muitas perguntas e também várias respostas que variam de pessoa para pessoa. Aqui vou descrever como acontece comigo. Como o processo se da quando quero escrever.
Imagino que todos vocês que acompanham o Blog sabem que eu posto aqui os Capitulos da história que estou escrevendo intitulada de Eu Cinza. Pois bem, irei falar como faço para escrevê-la e se uso alguma artimanha ou carta na manga.
Acompanhem meu relato abaixo:
"O processo criativo para mim se dá de uma maneira natural e específica. Quando sinto vontade de continuar a história, isto é, quando ideias surgem na minha mente, eu pego meu celular e começo a escrever. Eu posso está comendo, conversando ou simplesmente lendo e as ideias me absorvem e reclamam minha atenção. As vezes, eu também me obrigo a escrever tentando puxar a continuação de algum lugar recôndito dentro de mim. Gosto de ouvir músicas enquanto escrevo e elas não chegam a me atrapalhar. Só quando são músicas com letras em português e de que gosto muito e sei a letra. Elas acabam chamando mais minha atenção que a escrita. Então, procuro ouvir músicas em inglês. Outro detalhe importante é que a melodia da música em questão esteja ligada de alguma forma com o personagem/situação. Por exemplo, o personagem está emocionalmente abalado e eu ouço uma música triste para realmente "encarnar" o personagem e expor melhor os sebtimentos.
No geral, o ato de escrever para mim é fácil e fluido. Só não é sim se eu estiver chateada, rancorosa ou fadigada. Para mim, é tão natural como se a história já estivesse planejada em algum lugar do meu subconsciente procurando apenas uma brecha para escapar. Tenho mais facilidade de escrever a noite quando já estou deitada e tudo está silencioso é a hora que mais as ideias surgem para mim. Mas, claro que tem os momentos em que as palavras fogem e não se tem ideias. Nessa hora só nos resta ter paciência e esperar o momento certo. Nem sempre se forçar acaba dando certo. As vezes, sinto como se as palavras tivessem vida própria dentro de mim. Não sou eu quem as escolho, mas elas que me procuram."

Bom gente, é isso! Espero que tenham gostado do meu relato e tenham tirado suas dúvidas. Não deixem de comentar e passar sua própria opinião sobre o assunto. Abaixo vocês podem encontrar a Playlist de Eu Cinza.

Playlist - Eu Cinza
One of a Kind - Laura Rizzotto
• Reason to Stay - Laura Rizzotto
• Heartless - The Fry
How To Save a Life - The Fry
• Atlas - Coldplay
• Burn It Down - Linkin Park
• Numb - Linkin Park
• Heaven - 3 Doors Down
• Hoje o Céu Abriu - NX Zero
Maré - NX Zero

[Eu Cinza] Mais do Capitulo 13

Acordo sobressaltada e percebo que estou envolta pelos braços de Jefferson. Ele se ergue um pouco acima de mim na escuridao esfregando os olhos.
- O que foi?
- Eu tive uma visao. - falo, me pondo de pé. - Vamos chamar Bianca e Leandro. Preciso compartilhar o que vi.
- Sua mae novamente?
- Tambem.
Ele me segue ate a sala onde acordo Bianca e ele vai para o quarto acordar Leandro. Quando todos estao reunidos e sentados na sala eu começo a lhes contar o que vi. Como da outra vez nenhum deles parece assustado e  Jefferson encara o chao um pouco chateado.
- O que voces acham disso? Por que eles estao mantendo-a razoavelmente bem? - pergunto.
- Provavelmente, uma armadilha para nos. - Leandro responde serio e Bianca concorda com a cabeça.
- Nao. Nao é isso. - Jefferson fala pensativo. - Pelo que eles disseram eles querem Laura e alguem mais. E presumo que seja o Quest.
- Mas, porque? - pergunto.
- Talvez voce seja uma Overrun. Esta na hora de encararmos essa possibilidade. Eles parecem determinados a capturar o Quest e estao com medo de que voce descubra algo relacionado a ele. So pode ser isso!
Leandro e Bianca se entreolham e percebo que eles estao considerando a ideia de Jefferson. Mas como eu poderia ser uma Overrun? Isso parece loucura para mim. Logo agora que eu consegui me sentir em casa terei que passar uma vida caçando demonios.
- Ele tem razao. - Leandro fala passando as maos pelo cabelo. - Eu ja tinha comentado sobre isso com Bianca, mas achamos que era cedo demais para contar a voce, Laura. Ainda nem o encontramos. Nao temos nenhuma pista do paradeiro dele.
- O que acontece com Bianca caso eu seja uma Overrun?
- Eu serei levada de volta e enviada para outra pessoa. - ela responde tristemente.
- Mas, eu nao quero isso...
- Nao é questao de querer. Os Overruns sao escolhidos para isso. Se voce foi escolhida é por que voce é especial. - Leandro fala alheio aos meus sentimentos.
- Eu nao quero ser uma Overrun se para isso Bianca tera que ir. Nao tem uma maneira de eu negar isso?
- Voce pode fugir, mas nao se esconder. Se assim for, é o seu destino. Nao da para se manter indiferente a ele. - ele fala.
- Ainda assim, eu nao entendo o porque de eles quererem pegar a mim e ao Quest.
- Para eles nao serem caçados. Provavelmente, voce é so a primeira. - Jefferson para pensativo. - A primeira de muitos. - Isso é demais para mim! Eu tentatei dar um jeito nisso. Nao quero pensar sobre ser uma Overrun agora. Preciso manter o foco em libertar minha mae.
- Ela tem razao. Vamos manter o foco no principal. - Bianca fala colocando sua mao sobre meu ombro afetuosamente. - O problema esta na localizacao do Quest.
- Eu darei um jeito nisso tambem. - Jefferson olha nos meus olhos compartilhando das minhas palavras.
- Eu e Bianca daremos uma busca pela cidade amanha. - Leandro fala.
- Como voces conseguem distinguir um Quest? - pergunto curiosa.
- Eles nao podem ser detectados por rastro. Entao, so a uma maneira de distingui-los. Eles usam um colar com um pingente dourado em forma de chave. Com ela conseguem ter acesso a qualquer lugar.
- Eles parecem imbativeis! - falo impressionada.
- Mas, como nos eles tem sua fraqueza. Podem ser derrotados, mas é quase impossivel. Eles sao mais fortes do que outros anjos, mais inteligentes e ageis.
- Eles podem ser mortos?
- Nenhum de nos pode. Nossa essencia é apenas levada para nosso lugar de origem e reconstruida novamente la.
- Qual é o ponto fraco de um Quest?
- So a um demonio que o conhece. Um que é tao raro quanto um Quest. - Leandro para de falar com uma expressao mais seria do que a de costume.
- Qual?
- Nao podemos pronunciar seu nome. Dizem que atrai má sorte.
- Entao, aqueles Damns sabem onde encontra-lo...
- Temo que sim.
Um calafrio percorre meu corpo ao pensar nisso. Pelo que vejo o misterio que nos cerca é ainda maior do que eu imaginava. Pode ter uma escala global. Quem saberá o que eles realmente pretendem?! Deixo um longo suspiro escapar enquanto voltamos cada um para seu quarto afim de dormir. Mesmo aninhada com Jefferson o medo que sinto de ter mais uma visao ou pesadelo consome minha mente. Apenas aproveito o calor dele para espantar o frio da madrugada enquanto os primeiros raios do dia nao entram pelas frechas do telhado.
Acabo por cochilar por umas tres horas ate despertar. Me espreguiço mandando a preguiça embora e acordo Jefferson. Em seguida, tomo um banho e me arrumo para sairmos para nossa conversa com Marcelo. Tomamos um breve cafe da manha e percebo que Leandro e Bianca ja sairam. Nao contei para eles sobre a nossa tentativa por que sei que eles diriam que nao ia valer de nada. Mas em algum lugar aqui dentro de mim, sinto que ele ira nos ajudar. Ou talvez seja apenas minha esperança e meu desejo me iludindo. Seja como for irei ate ele para dar um fim definitivo nesse ponto.
Nao demora mais que meia hora para chegarmos de moto ate o Bosque das Cinzas. Ao caminhar pela trilha nao deixo de ter uma sensacao se nostalgia. Sao muitas lembranças que esse lugar me traz e as mais recentes nao foram as melhores delas. Sigo de maos dadas com Jefferson que observa o bosque atento com um olhar fascinado. So agora lembro que ele nunca veio aqui. Ele sabe que eu vinha ate aqui com Gabriel e conhece tambem meus motivos, mas nao creio que ele tenha vindo ate aqui vendo-o agora assim tao surpreso com o lugar.
Antes que eu possa dizer alguma coisa, vejo o lobo branco enroscado a minha arvore. Ele parece ainda mais fraco do que da ultima vez que estive aqui. Paramos a cerca de quatro metros de distancia dele quando suas orelhas se viram em nossa direçao. Ele se levanta preguiçosamente, estica as patas da frente e depois as de tras e da um longo bocejo parecendo nao se importar muito conosco. Ele se vira para nos e seus olhos azuis celeste encontram os meus. Um arrepio desce pela minha espinha nesse momento me deixando ainda mais nervosa. Como da outra vez, ele se abaixa como se fosse atacar e se levanta nas patas traseiras se metamorfoseando em sua versao humana. Ele nos estuda por alguns segundos parecendo surpreso antes de falar:
- Eu ja nao disse que nao sei de nada. - ele fala parecendo cansado e solta um longo suspiro.
- Eu sei que voce sabe de alguma coisa que possa nos ajudar. Por favor, nao negue.
- Eu estou falando serio. Eu nao sei de nada. Sou apenas um Gleam.
- Eu sei que voce esta chateado por causa de Gabriel. Eu mesma estou com raiva dele. Fui conversar com ele, mas ele nao me deu ouvidos. Ja fez sua escolha.
- Eu ja percebi. - ele fala em um tom sarcastico.
- Olha, voce pode ficar aqui tendo sua essencia levada seja para onde for o lugar de onde voces vem ou voce pode usar o tempo que lhe resta por uma causa justa. Nos descobrimos coisas que eu imagino que voce nao saiba. - ele passa a mao no queixo ponderando minhas palavras.
- Vou ouvi-la. O que nao quer dizer que eu tope te ajudar. - ele da de ombros.
- Ja é algum avanço. - rio para ele, mas ele permanece serio. - Bem, eu tive uma visao ontem no lugar onde minha mae esta confinada. Vi dois Damns conversando e pude ouvir um pouco da conversa deles. Estamos suspeitando que eles querem dar um fim no Quest que estamos procurando. E nao so nele como em todos os outros.
- Isso é loucura! Eles teriam que ter um... - ele para escolhendo as palavras. - Um certo tipo de demonio ao seu lado que é tao raro quanto um Quest.
- Eles devem ter. Pelo que pude ouvir, eles estao apenas usando Juliana para uma causa maior. Eles disseram tambem que o Quest esta na frente de nossos narizes, mas nao conseguimos ve-lo. Nao sei o que quiseram dizer com isso.
- Entao, eles acham que voce é uma Overrun?
- Mas, como voce sabe? Eu nem falei nada que pudesse te levar a pensar isso!
- Se voces precisam logo de um Quest é porque o caminho de voces esta entrelaçado. E voce tem visoes tambem. Isso nao é so por que voce tem um acompanhante espiritual.
- Ele esta falando a verdade,Laura. Eu nunca tive sequer uma visao. Isso deve comprovar que voce é uma Overrun. - Jefferson fala.
- Certo! Mas isso nao muda o fato de nao sabermos onde o Quest esta ou nao. Marcelo, voce vai nos ajudar ou nao? - ele me encara com seus profundos olhos azuis como se quisesse analisar a minha alma.
- Tudo bem. Eu irei. Eu nao sei se terei forças para ajuda-los realmente, mas eu tentarei. Voce parece ser especial afinal. - ele me da um meio sorriso e me dou conta de que nunca o vira sorrir.
- Talvez com um novo objetivo voce recupere sua essencia. Voce tambem parece esta amarrado a nossa trama.
- Quem sabe? O destino esta sempre em constante mudança. - ele diz pensativo. - A um minuto atras eu tinha desistido de acreditar na sua raça e aqui estou eu indo ajudar voces.
- As coisas mudam.
- Desculpa interromper os pensamentos filosoficos de voces, mas onde ele ira ficar? - Jefferson indaga.
- Ele pode virar um cachorro e ficar na sala com Bianca. - Marcelo levanta uma sombrancelha para mim de maneira interrogativa. - Voce parece gostar disso. Um lobo chamaria muita atençao.
Ele nao responde ao meu comentario, mas se abaixa se transformando em um Pastor Alemao branco ou algo assim. Reviro meus olhos para ele por que isso tambem chama muita atençao.
- Vamos. Voce consegue nos seguir ate la? - pergunto e ela late como se quisesse dizer sim.
Subo na moto atras de Jefferson e seguimos o nosso caminho de volta. Vamos um pouco mais devagar para que Marcelo nao precise correr uma velocidade considerada absurda para um cachorro e acabe assustando as pessoas. De vez enquando, olho para tras para me certificar de que ele nao nos perdeu e o vejo com uma expressao contente com a lingua de fora. Nem lembra mais aquele lobo sujo e abatido de antes.
Assim que paramos na frente de casa, avisto Bianca e Leandro de braços cruzados e com uma expressao seria nos esperando no pequeno terraço. Afago a cabeça de Marcelo que esta sentado ao meu lado me fitando com seus olhos azuis apreensivos. Hora do sermão.

[Parceiro] Novidades da Editora Belas Letras

Olá,gente!
Temos mais uma novidade: acabamos de fechar mais uma parceria! Agora com a Editora Belas Letras. Estou muito feliz com essa noticia e espero poder manter essa parceria de uma forma cordial e responsável! Abaixo vocês podem conferir os próximos lançamentos da editora.

Ghost Rider: A Estrada da Cura, que chega às livrarias em março.
Ghost Rider: A Estrada da Cura
chega ao Brasil pela editora Belas-
Letras Best-seller escrito pelo baterista da banda Rush era aguardado há 12 anos pelo público brasileiro. Ghost Rider: A Estrada da Cura, livro
que se tornou best-seller
internacional e um clássico da
literatura on the road, lançado
originalmente em 2002 mas ainda
inédito no Brasil, vai chegar às
livrarias do país no dia 7 de março pela editora Belas-Letras.
A obra se tornou referência depois de Neil Peart – considerado o melhor
baterista do mundo pela revista
Rolling Stone – ter sofrido uma
dupla tragédia, com a morte da filha única, Selena, em um acidente de carro, e da
mulher, Jackie, de câncer, menos de um ano depois.
Considerada pela crítica
internacional como uma das
melhores obras literárias já escritas por figuras do
rock, nela o músico – apaixonado por motociclismo – descreve como
decidiu pegar a estrada sem destino para rodar com sua BMW R1100GS por mais de 90 mil quilômetros, durante 14
meses, em uma jornada que o ajudou no seu processo de convivência com o luto em meio
à solidão da estrada, a riqueza da
paisagem e os lugares e personagens que descobriu ao longo dessa trajetória.
A história de Peart conquistou fãs
no mundo inteiro, mesmo os que não eram admiradores da banda de rock. A viagem a bordo de sua moto o ajudou a lidar com a morte da mulher e da filha e
a fazê-lo encontrar um novo sentido para continuar vivendo, já que a dupla tragédia também fez com que a banda parasse com as apresentações.
“O resto da bagagem que eu levaria comigo naquela manhã tinha menos volume, mas era mais pesado – eram os fardos invisíveis que me fizeram
partir em uma jornada que já se assemelhava a uma espécie de exílio. (...) Eu partia com a minha motocicleta para tentar descobrir que tipo de pessoa eu me
tornaria e em que tipo de mundo eu viveria”.
Antes de Ghost Rider: a Estrada da
Cura, o músico já havia escrito outro livro, The Masked Rider (O ciclista mascarado), em que narra suas aventuras,em duas rodas, mas desta vez de bicicleta, pedalando pela África. A Belas-Letras também já adquiriu os
direitos para publicação no Brasil e a obra deve ser lançada em 2015.
Leitura essencial para admiradores de Neil Peart e da banda Rush, para motoqueiros e amantes de estrada, e para quem quer descobrir, assim,como
ele, mais sentidos para continuar
vivendo mesmo depois de ter
perdido alguém.
Trechos:
“Eu certamente não estava mais
interessado em tocar bateria ou
escrever letras para canções de rock. Antes daquela noite em que o mundo desabou ao meu redor, eu estava trabalhando
num livro sobre as minhas aventuras sobre duas rodas com meu amigo Brutus durante a recém-encerrada turnê
Test for Echo, e eu não conseguia me imaginar retomando aquele projeto”.
“Eu apenas permanecia em
movimento, com medo de parar por tempo demais, com medo de me dar tempo para pensar”.
“Um pouco antes naquele verão, ao contemplar as ruínas da minha vida, eu tinha decidido que minha missão agora seria proteger certa essência que havia dentro de mim, uma força vital que brotava, um espírito frágil, como
se eu envolvesse com as mãos uma vela bruxuleante. Nas cartas, passei a denominar essa chama remanescente de ‘minha alma de bebê’; decidi que, a partir daquele instante, a minha tarefa seria cuidar daquele espírito da
melhor forma que eu pudesse”.

Ficha Técnica:
Tradução: Candice Soldatelli
ISBN: 9788581741536
Formato: 16x23cm
Páginas: 513
Preço de capa: R$ 39,90

Eles também iram publicar ainda este ano o livro True Spirit, de Jessica Watson. O livro vai virar um filme também. As informações sobre o livro estão no blog da editora (que está quase pronto). http://editorabelasletras.blogspot.com.br/2014/02/true-spirit-sera-publicado-pela-belas.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

[Estréias da Semana] A Principal Estréia da Semana fica com Robocop

• Robocop
Estréia: 21/02
Dirigido por: Jose Padilha

Sinopse:
2028. Já há vários anos os drones
têm sido usados para fins militares mundo afora e agora a empresa OmniCorp deseja que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades.
Entretanto, esta iniciativa tem
recebido forte resistência nos
Estados Unidos. Na intenção de
conquistar o povo americano,
Raymond Sellars (Michael Keaton)
tem a ideia de criar um robô que
tenha consciência humana, de forma a aproximá-lo à população. A oportunidade surge quando o
policial Alex Murphy (Joel
Kinnaman) sofre um atentado, que
o coloca entre a vida e a morte.
Distribuido por: Sony Pictures

•12 Anos de Escravidão Estreia: 21/02 Dirigido por: Steve McQueen Sinopse: Não recomendado para menores de 14 anos Esta história, baseada em fatos reais, apresenta Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo liberto que é sequestrado em 1841 e forçado por um proprietário de escravos (Michael Fassbender) a trabalhar em uma plantação na região de Louisiana, nos Estados Unidos. Ele é resgatado apenas doze anos mais tarde, por um advogado (Brad Pitt). Distribuido por: Disney / Buena Vista • Um Conto do Destino Estreia: 21/02 Dirigido por: Akiva Goldsman Distribuido por: Warner Bros. Sinopse: Esta história fantástica, baseada em um romance literário, se desenvolve tanto na Manhattan dos dias atuais quanto no século XIX. Durante um inverno rigoroso, Peter Lake (Colin Farrell), um mecânico irlandês, decide roubar uma imensa mansão, fechada como uma fortaleza. Ele tem certeza que a casa está vazia, mas acaba encontrando uma garota (Jessica Brown Findlay) no interior. Quando ele descobre que ela está prestes a morrer, nasce uma história de amor entre os dois. •Pompeia Estreia: 21/02 Dirigido por: Paul W.S. Anderson Distribuido por: Imagem Filmes Sinopse: Alguns dias antes da lendária erupção do monte Vesúvio, o escravo Milo (Kit Harrington) está preso dentro de um navio, em direção à Nápoles. Ele vai fazer de tudo para escapar e salvar a mulher que ama, além de ajudar o seu melhor amigo, um gladiador que está em dificuldades no interior do Coliseu.

[Eu Cinza] Continuação do Capitulo 13

Leandro e Jefferson nos encaram de seus lugares no sofa assim que nos materializamos na sala. Nao consigo encara-los depois de ter dito que Gabriel nos ajudaria. Eu dou as costas para eles e vou em direçao a cozinha. Posso ouvir a voz suave de Bianca lhes informando o fiasco da nossa tentativa e a resposta quase inaudivel de Leandro: Eu sabia...
Paro no meio do que deveria ser o quintal encarando as outras casas silenciosas. Desde que cheguei aqui nao vi nenhuma pessoa andando por entre elas. Nem entrando, nem saindo. Ouvi apenas alguns poucos ruidos a noite, mas apenas isso. De repente, sinto cheiro de sabonete e menta trazido pela brisa. Jefferson me abraça por traz e eu nem sequer me assusto. Vai demorar muito para que algo desafie minha perspectiva de medo novamente, penso. Ficamos assim, aproveitando o calor um do outro por alguns minutos em silencio ate que eu o quebro:
- Onde estao as pessoas daqui? - pergunto.
- Elas trabalham a maior parte do dia ou simplesmente perambulam por ai. Sao todos pobres.
- E as crianças? Nao a crianças aqui?
- Nao. Nao sei o motivo, mas a maioria das pessoas que moram aqui sao solteiras.
- Deve ser por que aqui é quase o fim do mundo.
Ele ri por um momento e aquela risada me parece estranha nesse momento. Deslocada, totalmente fora do lugar. Me viro para encara-lo e coloco minhas maos em sua cintura.
- Voce nao vai me dizer eu te avisei? - pergunto. As palavras saem tristes.
- Nao. Porque eu faria isso? Eu tambem tinha um pouco de esperança depois de toda aquela sua descriçao sobre ele, mas vejo que eu estava certo afinal.
- Bianca contou toda a nossa conversa?
- Alguns pedaços dela. Ele foi muito injusto com voce e com a sua mae. Tenho vontade de ir ate ele e quebrar-lhe a cara! Ele poderia ter te avisado. Se nao fosse por amor, mas pela amizade que voces tiveram.- ele fala meio raivoso.
- Eu nao quero mais pensar nele. - solto um longo suspiro. - Eu irei falar com Marcelo e voce ira comigo.
- Mas, se ele nao ouviu voces da outra vez, quem dira que ele ouvira agora?
- É a minha ultima esperança. Nao temos nenhuma pista do Quest. Nenhuma. E so ele parece saber de alguma coisa.
- E se ele nao souber,Laura? Ou se ele nao quiser falar?
- Ele vai falar. Nao posso me dar o luxo de pensar o contrario agora. Se ele nao souber, ele ainda podera nos ajudar a vasculhar a cidade. Cada centimetro dela se for preciso. Eu tenho que trazer minha mae de volta!
- Nos iremos. Eu irei com voce. Trarei ele arrastado se for preciso!
Ele me abraça forte e aspiro seu cheiro com toda a minha força. Nao quero esquecer disso nunca. Ele me traz segurança, como se eu finalmente estivesse no lugar certo. Como se eu nao precisasse jamais voltar aquele bosque novamente para ficar sozinha. Me afasto e puxo seu rosto para mais perto. Nos beijamos com intensidade, vorazes. Seus labios se encaixam nas dobras dos meus com um afago caloroso e protetor e por um breve momento eu esqueço dos problemas. Esqueço do meu proprio ser como se fossemos duas almas nos unindo sem nos importarmos com os defeitos um do outro.
Ele me afasta para olhar em meus olhos e me da um beijo na testa. Seguro suas maos entre as minhas entrelaçando nossos dedos. Ele me da o seu sorriso de propaganda de pasta de dentes e o retribuo. Depois que tudo isso passar nos poderemos aproveitar a companhia um do outro mais intensamente. Isso se um dia isso passar. Ele coloca um cacho do meu cabelo atras da minha orelha e fala:
- Esta com fome?
- Agora que voce falou... me sinto faminta!
Seguro sua mao firmemente enquanto ele me leva para dentro.
Jefferson tem uma leveza, algo que consegue me acalmar inteiramente. Diferente de como Gabriel me fazia sentir. Eu sempre ficava com duvidas quando estava com ele e nunca senti vontade de nao ir mais ao Bosque. Agora com Jefferson é o oposto. Ele me da segurança o bastante para que eu nao precise de nada alem de ser eu mesma. Ele me coloca para cima de uma maneira que ninguem jamais conseguiu fazer. Sinto como se finalmente eu estivesse liberta dos meus medos. Aqui é o meu lugar. Nao estou mais desencaixada da vida.
Ele me pega olhando-o enquanto mordisco meu sanduiche e ri. Se nao fosse pela situacao em que minha mae foi colocada eu poderia esta usufruindo dessa felicidade por completo. Sem medos ou ansiedade. Pego sua mao livre entre as minhas e aperto forte e sorrio para ele.
- Voce me faz muito bem, sabia? - falo.
- E ainda farei muito mais. Voce sim me faz sentir otimo! Como se eu fosse um passaro recem saido da gaiola.
- Eu penso o mesmo em relacao a voce.
Ele me puxa para um abraço desajeitado de lado e planta um beijo suave nos meus labios com gosto de menta. Estamos sentados no terraço lado a lado olhando o sol descer por entre as arvores indo em direcao a linha do infinito. É a primeira vez que eu divido um momento dessa forma com alguem. Apoio minha cabeça no ombro dele e ele me envolve com um dos braços. Apesar do braço da cadeira esta machucando levemente minha costela me forço a suportar para esta o mais perto dele possivel. Ele é como se fosse a minha ancora de salvacao e sinto que represento o mesmo para ele.
- Nos vamos traze-la de volta. Eu prometo a voce,Laura. Eu tenho certeza disso.
- Faremos o possivel. E mesmo que... - as palavras parecem nao querer sair. - ...nao consigamos traze-la tenho certeza que teremos feito o nosso maximo.
- Nao pense nisso. Nos vamos conseguir! Eu me recuso a perder. Pela primeira vez na minha vida, eu quero sair dessa por cima. Nos podemos fazer o nosso destino.
- Eu espero que sim.
- Tenha certeza. Nos temos anjos, nao temos? Isso so pode querer dizer que Deus esta do nosso lado. Somos especiais!
- Muito especiais. - rio e o puxo para mais um dos nossos beijos exagerados e apaixonados. O por do sol fazendo de nossas peles um espelho alaranjado e eu so quero aproveitar cada segundo que eu tiver ao lado dele.
- Voce deve ir descansar,Laura! Voce passou muito tempo fora hoje. - ele fala me afastando. - Alem da dobra de viagem que Bianca fez para trazer voces de volta.
- Tudo bem. Voce vem comigo?
- Nao. Eu preciso resolver um assunto, mas nao se preoculpe. Estarei la quando voce menos esperar.
Ja no quarto me deito e sinto cada um dos meus musculos doerem em reprovacao. A um minuto eu nao estava sentindo nada. Agora que resolvo me deitar voces reclamam? Ouço Jefferson acelerar a moto e partir o que desfaz meus pensamentos. Nao imagino o que possa ser o assunto que ele tem para resolver. O cansaço acaba me vencendo e as garras do sono me arrastam pela escuridao. Eu acabo sendo levada para mais uma visao noturna. Estou no mesmo cubiculo escuro e umido de antes. O comodo onde minha mae esta encerrada. A unica claridade que entra no quarto onde estou é a das lampadas no corredor. Sigo por ele e paro perto de entrar no proximo espaço quando ouço vozes. Demora um pouco para que possa enxerga-los com a pouca claridade que vai do corredor ate eles, mas vejo dois Damns conversando de pe  proxima a mesa de costas para mim. Mesmo sabendo que eles nao podem me ver ou me tocar como na outra visao que eu nao pude tocar ou me comunicar com minha mae, tenho medo que eles possam me sentir bisbilhotando-os. Dou um passo para mais perto da entrada do comodo e posso distinguir o que dizem:
- Voce acha que eles podem encontrar uma maneira de entrar aqui? - o mais baixo pergunta.
- Nao. Eles nem ao menos sabem quem ele é. - ele da uma gargalhada aterrorizante. - Tolos! Bem na frente de seus narizes, mas nao percebem. Isso so facilita ainda mais os nossos planos!
- Entao nao temos com o que nos preocupar. Nao é mesmo?
- Claro, seu cabeça oca! Nao esta me ouvindo? Eles nunca entrarao aqui. Estao cegos. E mesmo que entrassem, estamos preparados para eles.
- Mas e a mulher? Ela esta muito fraca. O que a fedelha mandou fazer com ela? - com fedelha pressinto que falam de Juliana.
- Ela vai aguentar. Tem que aguentar por que a fedelha quer aquela garota do nosso lado. Na verdade, acho que aquele garoto da cadeira de rodas esta fazendo a cabeça da fedelha.
- Ela é tao trouxa quanto aqueles outros! - ele para de falar por um segundo parecendo esta pensando. - Mas, e se eles o encontrarem? E se ela descobrir?
- Nos os mataremos! Os dois! E depois de conseguirmos o que queremos cuidaremos da fedelha tambem! Do jeito que ela merece.
Eles riem juntos de um jeito que faria qualquer ser humano ter um ataque histerico e fugir da presença deles. Reunindo minha ultima centelha de coragem vou para a porta de acesso ao proximo comodo. Antes de entrar dou uma ultima espiada por sobre o ombro e os vejo de costas olhando para alguma coisa na tela de um computador, mas estou muito distante para conseguir ver o que é.
Passo meu corpo pela porta e a unica claridade no quarto vem dos aparelhos do lado da cama onde minha mae esta. Demora alguns segundos para que meus olhos se acostumem ao breu. Paro do lado da cama e uma serie de aparelhos que piscam com luzinhas vermelhas e verdes dao um tom fantasmagorico ao ambiente. Me aproximo da cama e vejo o rosto dela que esta verde por conta das luzinhas dos aparelhos. Ela esta embrulhada ate os ombros com a cabeça pendendo um pouco para o meu lado. Seu rosto esta um pouco mais magro do que da outra vez. Nao so o rosto como seu corpo inteiro. Ela parece fragil e inspira cuidados que aqui ela nao pode ter. Apesar de parecer adormecida, olheiras negras circulam seus olhos fundos. Olho para as maquinas ao seu lado. Varios fios vao delas para os braços da minha mae. So consigo identificar um monitor cardiaco e pelo sinal em verde que vejo na tela seu batimento cardiaco parace fraco. Vejo tambem um soro conectado ao seu braço. Eles estao mantendo-a viva por algum motivo, mas qual? Nao faz sentido. Talvez seja uma armadilha para nos pegar , como uma isca.
Ainda assim, esse nao parece ser o unico motivo e sinto que so irei descobrir o que esta acontecendo quando acharmos o Quest. No final, tudo parece esta ligado a ele de alguma maneira.
De repente, sinto uma força invisivel me puxar indicando que meu tempo aqui acabou. Olho para minha mae por uma ultima vez antes de deixa-la novamente. Quando levo minha mao para tentar toca-la meus olhos se abrem para a realidade.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

[Dica De Leitura] Maze Runner - Arquivos

Olá,pessoal!
No #DicaDeLeitura de hoje trago para vocês o mais novo lançamento da V&R Editoras que apartir de hoje já pode ser encontrado a venda!
Ele é uma especie de spin-off da serie Maze Runner e veio para fechar algumas lacunas deixadas nos outros livros. Não deixem de conferi-lo!

•Sinopse: Neste volume você terá acesso a documentos altamente confidenciais: e-mails entre os funcionários do CRUEL, memorandos que deveriam ter sido destruídos logo após serem lidos e uma seleção das lembranças de alguns Clareanos. Todos esses arquivos compõe mais uma obra escrita por James Dashner e ilustrada por Marcelo Orsi Blanco, que oferece um olhar único para o universo de Maze Runner e uma leitura obrigatória para fãs da saga. Logo que tiver acesso a estas informações, você saberá claramente se o CRUEL é bom ou não…

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

[Eu Cinza] Capitulo 13

A manhã chega mais rapido do que eu penso. Meu corpo esta dolorido e eu me desvencilho dos braços de Jefferson. Ele apenas se mexe e vira de lado quando me levanto. Caminho em direçao ao banheiro e ligo a agua quente agradecendo por ele ter essa funçao aqui. Deixo agua e o vapor me rodearem enquanto meus musculos relaxam. Coloco meu rosto embaixo do forte jato d'agua e seguro a respiracao. Eu nao posso acreditar que dentro de algumas horas estarei conversando com ele depois de tanto tempo. É aterrorizante! Como sera que eu vou me sentir? Tiro a cabeça do jato d'agua, termino o banho e me enrolo na toalha voltando para o quarto. Jefferson ainda esta na mesma posicao que antes. Pego uma camiseta branca com capuz e um short jeans. Uma das roupas que Leandro tinha me dado.
Me sento na mesa e Bianca esta colocando o cafe da manha na mesa que consiste em pao, queijo coalho, chocolate quente e bolo de laranja.
- Bom dia! Pronta para o que nos espera?
- Bom dia. O que me espera voce quer dizer. - falo tomando um gole do chocolate que esta delicioso.
- Ontem ouvi seus gritos. Nao fui ate o quarto por que vi Jefferson indo para la.
- Um sonho ruim. Apenas isso. - falo encerrando a conversa. - Se pudermos sair antes dele acordar sera melhor. Talvez ele insista para ir conosco.
- Tudo bem. Vamos logo para eu poder aplicar a manobra Pass em voce. - ela fala se lecantando me apressando.
Termino com o achocolatado e um sanduiche que fiz com o pao e o queijo e a sigo para a sala. Nos damos as maos e ela fecha os olhos murmurando consigo mesma ou com Deus, nao sei. Uma sensaça de formigamento percorre meu corpo e é isso. Ja posso me transformar no animal que quiser. Eu acharia melhor uma dobra de viagem, mas ela consome muito da essencia de Bianca. Ainda mais que a manobra Pass.
Bianca se agacha se transformando em uma coruja branca instantaneamente. Ainda me sinto estranha ao presenciar isso, mas sei que me acostumarei com o tempo. Penso no quero virar ate enxergar a imagem no fundo da minha mente. Quando me dobro diminuindo de tamanho sou um pequeno falcao peregrino. Bianca estica as asas ao meu lado e despara em direcao ao terraço e depois ao ceu. Me coloco em voo agora com mais facilidade do que das outras vezes. A sensaçao do ar passando pelas minhas penas é algo fora de serie. Em poucos segundos alcanço Bianca. Subimos alto no ceu para desfarçar a estranheza que pode ser ver uma coruja branca voando amigavelmente com um falcao.
Planamos em direçao a casa de Gabriel pelo que eu penso ser meia hora ate chegarmos la. De frente para a casa dele existe uma casa abondanada, sem muro ou portao. Descemos no que deveria ser o quintal da casa e voltamos a ser nos mesmas. Vou para junto de Bianca para conversarmos:
- E agora? Ficamos de tocaia aqui ou la na frente? - pergunto.
-  Se ficarmos la na frente, ele nos vera. Melhor ficarmos aqui. Posso senti-lo se ele sair para a rua.
- Tudo bem. Voce acha que tem algum Damn aqui?
- Nao. Eu chequei. Nao senti nenhum.
Em um dos cantos do muro, embaixo de um pé de acerola, tem alguns tijolos empilhados e eu e Bianca o pegamos para faze-los de assento. O ceu esta nublado e murmuro uma oracao baixa para que nao chova. Passam-se varios minutos, depois horas. Minha barriga ronca em protesto e fico impaciente. Bianca faz surgir dois iogurtes para nos e em um gole so tomo o meu. Ela me entrega o outro e so entao lembro que ela nao precisa se alimentar. Me sinto satisfeita, mas apenas do ponto de vista fisiologico. Depois de se passarem 4 horas, Bianca se levanta de repente me puxando para ficar de pe.
- Ele esta quase saindo. Me dê sua mao! - ela fala agarrando uma de minhas maos antes que eu tenha algum reflexo. - Nao a solte agora ou ficara visivel.
Olho para os meus pes e ja nao posso ve-los. So consigo ver Bianca pelo canto dos olhos e ainda assim uma imagem desfocada e tremuluzente. Ela me puxa e a sigo. Quando colocamos nossos pes na rua ouço o estalo do portao da casa de Gabriel se abrir. Um tremor percorre meus braços quando meus olhos focam nele. Ele esta usando roupas pretas e esta tao abatido quanto no sonho que tive. Esta mais magro, principalmente suas pernas. Ele empurra com dificuldade sua cadeira de rodas para fora e reprimo a vontade de ir ajuda-lo. Assim que ele se desloca ate o chao solto a mao de Bianca.
- Gabriel? - me assusto com o tom da minha voz baixa e estrangulada ao chama-lo. Ele vira um pouco a cadeira de rodas para me encarar. Seus olhos encontram os meus e vejo uma ponta de felicidade cruzar o seu rosto, mas dura uma fraçao de segundo. Logo ele me da uma expressao azeda.
- O que faz aqui? - ele diz rispidamente o que acaba me chocando.
- Voce nem ao menos fica feliz por me ver? Vejo que voce parece esta bem familiarizado com seu novo lado. - falo apontando com uma jogada sutil de cabeça para ele.
- Estou melhor assim. Diga logo a que veio ou eu te deixarei falando sozinha. - de repente as palavras fogem da minha mente e nao sei por que estou aqui. Vasculho por alguns segundos os meus pensamentos e acabo me lembrando
- Por causa de Marcelo. Voce deve saber quem ele é.
- E o que eu tenho a ver com ele? - ele fala com desdem.
- Ele é seu anjo! E esta passando por um mal momento. Ele esta precisando de voce tanto quanto voce dele!
- Quem disse que eu preciso dele? - ele fala cuspindo cada palavra. - Eu nao quero saber dessa corja como voce!
- Voce chama aqueles que so querem nosso bem de corja? Os Damns e Errants que sao uma corja! O Marcelo so quer te ajudar! Voce nao ve? Olhe para si mesmo!
- Isso aqui é culpa dele! - ele fala apontando para si. - Ele nao se importou comigo ou isso nao teria acontecido!
- Isso foi o que Juliana lhe disse? Voce prefere dar ouvidos a ela do que a mim que sempre fui sua amiga? Eu que fui sua namorada, que cuidei de voce? Eu pensei que tinha mais valor para voce.
- Nao fale assim comigo! Eu sei que voce ja esta com outro. Nao tem moral para me apontar o dedo!
- Voce pode ter alguem e eu nao posso simplesmente seguir com a minha vida em frente? Eu pensei que voce fosse me ouvir, que iria querer ajuda-lo! Como voce pôde se deixar influenciar dessa maneira?
- Essa escolha é minha! Do mesmo modo que voce fez a sua, eu tambem fiz a minha.
- Se juntando a demonios? Isso nao parece combinar com voce. - me arrasto para mais perto dele ate que ficamos frente a frente e seguro firme nos braços da cadeira. - Como voce teve coragem de fazer isso consigo?
- Saia de perto de mim! Tem muito mais em jogo do que voce pode imaginar. - ele fala com raiva.
- A minha mae, voce deve esta querendo dizer! Como voce pode ajuda-los a sequestrarem ela? Depois de todos esses anos que fomos amigos?
- Isso nao é coisa minha. Eu nao sabia... eu nao posso fazer nada em relaçao a isso. Mas se voce quiser vir para o meu lado, voce podera te-la de volta. Sem briga, sem magoa. - ele fala segurando meu braço e me da um leve sorriso. Puxo meu braço com força e volto para junto de Bianca.
- Eu nunca faria isso. Eu nao sei por qual motivo voce topou fazer parte disso, mas eu nao me deixarei convencer. E diga para sua namorada que ela nao perde por esperar. Eu sinto muito por voce. Eu nunca poderia imaginar...
- Eu nao preciso da sua pena.Voce sempre so teve isso para me dar. Se voce prefere o jeito mais dificil assim será!
Ele passa as maos pelos cabelos freneticamente tentando se acalmar e vira a cadeira de rodas para nao me olhar no rosto. Encaro meus pes sem saber o que pensar. Nao da para acreditar que ele mudou tanto. Jefferson estava certo. Ele ja escolheu seu lado. Agora eu preciso manter a minha escolha.
- Eu espero que um dia voce encontre a verdade. - eu digo encerrando a conversa e ele nao responde.
Bianca pega em minha mão e murmura um cantico para a dobra de viagem. Gabriel vira o rosto lentamente e me fita pelo canto dos olhos. Seu olhar é triste e ressentido, mas nao mais que o meu. Entao, a escuridao gélida nos leva pelas suas dobras e estamos de volta em casa.