quarta-feira, 12 de março de 2014

[Drawing Day] Fênix

Olá, pessoal!
Fiz este recentemente para uma amiga e vim compartilhar com vocês. O desenhei toda a caneta em folha A4. Espero que gostem!

[Resenha] O Destino do Tigre - Colleen Houck

Publicado pela Editora: Arqueiro
Li em formato: físico

• Resenhas dos Volumes Anteriores:

° A Maldição do Tigre:
          Clique aqui
° O Resgate do Tigre:
          Clique aqui
° A Viagem do Tigre:
          Clique aqui

Sinopse
Honra. Sacrifício. Amor. Poderia o fim de tudo levar a um novo começo?Kelsey, Ren e Kishan sobreviveram a três aventuras dramáticas e muitas provações. Mas, antes que possam partir na busca pelo último presente da deusa Durga, têm que enfrentar ofeiticeiro Lokesh em seu próprio território.O vilão sequestrou Kelsey e já detém o poder de três amuletos. Ela precisa escapar de suas garras para quebrar a maldição do tigre, libertando seus amados príncipes. Esse, porém, é apenas o início da história em que escolhas difíceis e decisivas devem ser feitas por todos.O elemento principal agora é o fogo, e em meio à lava, demônios,animais fantásticos e zumbis, o trio enfrenta seu derradeiro desafio. O caminho é arriscado e cheio de reviravoltas potencialmente fatais. Só uma coisa é certa: ninguém pode fugir de seu destino.A saga dos tigres chega ao auge. Nunca antes Kelsey, Ren e Kishan sofreram tanto, estiveram tão unidos e precisaram lutar contra inimigos com tamanho poder. Emocionante do início ao fim, O destino do tigre explica todos os mistérios que unem os personagens e promete surpreender os leitores.“Preparem-se para paixões abrasadoras, uma batalha épica e uma escolha definitiva. Os fãs vão ficar com os olhos marejados e o coração na boca!”

Obs.: Pode conter pequenos spoilers do(s) livro(s) anterior(es).

Eu fiquei imaginando por onde eu começaria essa resenha ou melhor dizendo, como eu começaria. Cheguei na leitura do último livro da série com o coração na mão e enrolei por alguns dias a leitura porque não queria terminá-la logo. Ela aos poucos foi me cativando e me enredando como a Kelsey relata que Ren fez com ela ainda em sua forma de tigre lá no primeiro livro. Não sei por quanto tempo ainda levarei essa nostalgia pós-conclusão. Sinto como se eles fossem parte dos meus dias agora. Levei mais de um mês para concluir a leitura e me acostumei aos tigres. Aqui deixo meu até breve para a Kelsey, Ren, Kishan, Nilima e se não para o mais querido, Sr Kadam!

Começo destacando o tamanho cuidado que a editora teve com a capa, a diagramação, etc. Tudo está impecável e o livro chamativo. Comprei os dois primeiros volumes na versão econômica, li o terceiro em PDF e este comprei a versão tradicional. Me espantei quando os coloquei lado a lado pela diferença de tamanho e pelo trabalho da capa. A capa tem efeito fosco, e o título e o desenho indiano acima possuem relevo (diferente das V.E.).

Passando ao conteúdo (finalmente! o// rs), a narrativa começa logo após o sequestro de Kelsey por Lokesh, com ela tentando encontrar meios para fugir. Após ser resgatada por nada mais, nada menos que nossos belos príncipes-tigres e acontecer uma situação que culmina em algo muito pesarozo; os três iniciam sua jornada em busca do último presente de Durga (Aê!) e que libertará Ren e Kishan da maldição do tigre. Com mais batalhas, mais inimigos e mais provas, os três são moldados a ferro e fogo, e aos poucos tudo vai ficando claro em seus corações.

Não vou entrar em detalhes do enredo porque teria que soltar vários spoilers. O último livro é sempre o mais chato na hora de descrever em resenhas porque nele os mistérios são revelados, os triângulos dissolvidos, as batalhas acontecem por trás de segredos, personagens que gostamos morrem e cada página é um novo detalhe na narrativa. Se eu entrasse em detalhes estaria matando a curiosidade de vocês antes da hora.

Este livro dos quatro foi o que mais gostei. Com mais mistérios, aventuras, lutas, buscas e revelações; ele nos entretém a cada página e nos mantém cheios de curiosidade. Até aqui a Colleen não havia sucumbido a "moda" de assassinar personagens preferidos dos leitores, mas nesse ela quis fechar com chave de ouro (preparem o coração :().

Os personagens apartir do 3° livro foram melhores trabalhados. Kelsey ficou um pouco menos chata (apesar de perto do final do livro ela voltar com dobro de chatisse para compensar),amadureceu e se tornou mais forte e decidida (não em relação aos tigres como sempre). Para mim, Ren foi o que menos mudou (também, para que né? rs). Continuou sendo uma mistura de amabilidade, confiança, altruísmo e ciúme. Kishan, por outro lado, não está mais tão bad-boy. Achei ,em certos momentos, ele tão pacífico e altruísta quanto o irmão e acabou mostrando ter um imenso coração.

O final foi algo pelo qual eu já esperava de certa forma. Teve surspresas? Sim! Mas era esperado depois de conhecer os personagens e sua personalidade. Meus olhos marejaram ainda mais nas últimas páginas e tive que me conter para não derramar muitas lágrimas. A Colleen ssoube levar a série de uma maneira estupenda e que me impressionou muito pela riqueza de detalhes.

Por fim, deixo um pouco das minhas próprias palavras sobre o que ela me trouxe de bom e signifativo:

" A dúvida é uma variável constante em nossas vidas e sem ela não existiria muitas das certezas que constatamos diariamente em nossas vidas. As vezes, ela nos provoca e nos enlaça, mudando e  distorcendo o foco principal. As vezes, ela acaba não nos dando nenhuma escolha. E isso está ligado mais a nossa mente do que ao nosso coração. 'A Maldição do Tigre' nos ensina que nem sempre a razão em nossa mente está em acordo com a de nosso coração e que isso pode nos trazer profunda tristeza, mas quando deixamos que o mais forte flua e faça seu caminho sobre nós descobrimos então o mais importante. Essa série nos ensina como o amor e a amizade pode nos moldar e nos impelir em nossos caminhos. E o mais importante, ela nos deixa a lição de que devemos confiar sempre; seja em quem amamos, em nós mesmos ou em algo superior que olha por nós lá em cima, e que devemos perseverar sempre."

P.S.: Meu até logo a essa saga ainda não foi concluído. Farei um Post Especial com quotes e imagens dos 4 livros para matarmos a saudade. Não deixem de conferi-la e conhecerem essa bela estória de amizade, dúvida ,superação e amor.

Adicione no Skoob:
        Clique aqui
Onde comprar:
         Submarino

terça-feira, 11 de março de 2014

[Resenha] Bourbon Street - Os Fantasmas de Cornelius -- Philip Charlot & Alexis Chabert

Publicado pela Editora: 8Inverso
Li em formato: físico (Cortesia)

Imagens fixadas no final do Post para não prejudicar os parágrafos.

Olá, pessoal!
Essa vai ser minha primeira resenha de uma HQ aqui no Blog e eu não poderia iniciar nesse segmento de maneira melhor! O tema central dela é sobre o Jazz e a retomada de uma banda com seus integrantes já velhos agora, a Big Band. Eu não sou fã de Jazz (talvez porque eu nunca tenha dado uma oportunidade para esse estilo), mas confesso que depois de ler essa HQ tive vontade de conhecer o gênero. Enquanto escrevo essa resenha, estou ouvindo música (Teardrops - Laura Rizzotto para ser mais exata) para entrar no ritmo da estória.
Início a resenha falando sobre a belíssim capa da obra. Como a estória se passa anos atrás, a ilustração tem um tom envelhecido para combinar. O desenho dela faz menção a narrativa, mas isso você só vai entender depois de ler. A capa é dura (o que eu achei muito adequado) e chamativa. É quase como se ela falasse: "Ei, psiiiu! Pare para me conhecer! Você não irá se arrepender!"
O enredo só confirma toda a expectativa que a capa nos dá. Os quadrinhos contam a estória de Alvin, um músico branco que procura seus amigos Darrol e Oscar, após ver em um jornal o recente sucesso da banda de velhos cubanos (Buena Vista Social Club ) para voltarem a ativa com a sua banda de Jazz, Big Band. Ele consegue fazê-los aceitarem a ideia com um pouco de relutância dos dois, mas eles enfrentam um "pequeno" problema. Cornelius, a pérola da banda que toca trompete, está desaparecido a mais de 50 anos após um fatídico acidente que ocorreu com sua amada Angelina, a qual cantava na banda com eles. Depois que Alvin e os amigos encontram Cornelius, ele decide não ir com eles e isso trás de volta os acontecimentos do passado. Mas com a ajudinha de um anjo do jazz, eles se impulsionam em uma nova jornada.
A narrativa é contada através de flashbacks dos personagens centrais e conta com a narração em alguns pontos de Louis Armstrong, um grande artista falecido do jazz. O fantasma de Armstrong atua como uma espécie de anjo entrando na estória em algumas partes, o que trás um pouco de humor para os quadrinhos.
Essa HQ não conta apenas um pouco da história do Jazz e de senhores que tentan retomar a carreira depois de anos e de crescentes mudanças no cenário da música da época. Ela fala também sobre como acontecimentos doloros podem moldar um homem, como um sonho mesmo adormecido nunca deixa de existir e como com perseverança, talento e amizade podemos transformá-los em realidade independente da idade.
São 48 páginas que nos deixam altamente curiosos, loucos pela próxima página e que te entretém com um belo e emocionante enredo.
Indico a leitura desse livro para quem gosta de música independente do estilo e de uma ótima estória. Não vejo a hora de ter em mãos a continuação, Boubon Street - Turnê de Despedida. Não deixem de conferi-la.

Onde comprar:
site da editora
livraria da travessa
Adicione no Skoob:
clique aqui

segunda-feira, 10 de março de 2014

[Campanha] O que eu mais gostei na série As Crônicas dos Mortos

Olá, pessoal!
A Editora Faro Editorial hoje está lançando oficialmente o primeiro livro da série As Crônicas dos Mortos, intitulado de O Vale dos Mortos. Para fazer uma super divulgação da série, eles lançaram uma campanha com os Blogs Parceiros da editora que funciona da seguinte maneira - quem estiver participando tem que responder a seguinte pergunta com uma frase ou um parágrafo: "O que mais gostei na série foi..."
Estou participando e a seguir vocês podem conferir a minha resposta:

O que eu mais gostei na série As Crônicas dos Mortos é que ela nos mostra que a maneira como enfrentamos nossos pesadelos faz toda a diferença. Tanto o autor da série, quanto os personagens da estória tem sua própria visão de seus pesadelos. Seja ela em sonho ou na vida "real". O importante é como enfrentamos o problema. Podemos recuar por conta do medo ou tentar trabalhar a situação ao nosso favor e tentarmos seguir em frente.

Concluo esse Post enfatizando que vocês devem dar uma oportunidade para a série tanto quanto para o autor. Ele escreve muito bem e soube levar os personagens e a estória de modo que ela nos prendesse e nos fizesse pensar sobre possibilidades futuras.
Abaixo deixo algumas informações do primeiro livro para quem se interessou.

Livro I - O Vale dos Mortos - Rodrigo de Oliveira

Sinopse
Estamos em 2017 … Cientistas descobrem um planeta vermelhoem rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…Uma profecia esquecida do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…“Então 2/3 de todas as pessoas noPlaneta são acometidas por uma estranha doença… E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.”Apocalipse 9:2-6.Então um grupo luta por sobreviver num mundo dominado pelo mal.Com passagens em Brasília, nos Estados Unidos, na China e na França “O Vale dos Mortos” é uma história de zumbis com açãofrenética e muita violência, que também trata de valores como liderança, trabalho em equipe, e a força de um jovem casal capaz de tudo para proteger seus filhose amigos. Acima de tudo, “O Vale dos Mortos” trata de uma grande história de amor capaz de sobreviver a tudo, até mesmo ao fim do mundo.

• Página Oficial (Facebook): http://www.facebook.com/AsCronicasDosMortos

• Adicione no Skoob: clique aqui
• Onde comprar?
  Saraiva

sábado, 8 de março de 2014

[Resenha] Convergente - Veronica Roth

Publicado pela Editora: Rocco
Li em: site para leitura on-line ( Blog Livros On-Line )

Você pode conferir as resenhas dos livros anteriores clicando no marcador Resenha no final deste Post.
• ALERTA DE SPOILER: a resenha pode conter spoilers do livro anterior.

Sinopse: Uma escolha irá te definir. E se todo o seu mundo fosse uma mentira? E se uma única revelação - assim como uma única escolha - mudasse tudo? E se o amor e a lealdade fizessem você fazer coisas que jamais esperaria? A conclusão explosiva para a trilogia Divergente, bestseller mais vendidos do New York Times, revela os segredos de um mundo distópico que cativou milhões de leitores em "Divergente" e "Insurgente"! Uma escolha irá te definir. E se todo o seu mundo fosse uma mentira? E se uma única revelação - assim como uma única escolha - mudasse tudo? E se o amor e a lealdade fizessem você fazer coisas que jamais esperaria? A conclusão explosiva para a trilogia Divergente, bestseller mais vendidos do New York Times, revela os segredos de um mundo distópico que cativou milhões de leitores em "Divergente" e "Insurgente"!

Hoje venho falar do último livro da série 'Divergente'. Eu me apeguei muito a ela, ainda mais por ser uma distopia que é o meu tema favorito de leitura. Dos três livros que a compõe gostei mais do primeiro, fiquei um pouco confusa no segundo e nesse fiquei com um misto das duas sensações. Antes de iniciar a minha resenha li várias outras para saber se a opinião de outros leitores seria como a minha. A maioria delas enalteceram os pontos negativos do livro que acabou decepcionando vários dos resenhistas. Mas eu, pelo contrário, não me senti decepcionada apesar de certos detalhes confusos na estoria como verão a seguir.
Inicío falando um pouco sobre a capa (ilustração) dele. Esta foi sem dúvida a minha preferida. Ela tem uma cor quente e explosiva que combina bem com o conteúdo do livro. Logo abaixo na capa ele conta com uma imagem do que eu acredito ser o Centro de Bem-Estar Genético (como eu li em um site on-line que fez a tradução do livro os termos aqui citados podem variar do original) onde se desenrola boa parte da estoria.
O livro anterior (Insurgente) terminou na descoberta de que há um mundo fora das cercas de Chicago. E onde este parou o outro teve início. A partir daí toda uma confusão começou e logo surge um grupo chamado de Convergentes composto por aqueles que querem dar uma espiada no mundo lá fora. Então, se inicia praticamente uma guerra entre os que querem sair e os que querem ficar. Os sem facção agora estão liderando a cidade junto com Evelyn que se mostra tão autoritária como Jeanine era. Porém, a muito mais por trás da historia de Chicago e do inicio das facções do que eles presumem.
No começo da leitura, eu me senti muito confusa e em certos pontos desmotivada (pode também decorrer de uma ressaca literária). Várias vezes tive que voltar no "tempo" para lembrar de alguns personagens, fora de muitos acontecimentos. Em alguns pontos tive que reler varias vezes para entender certas explicações. Outro ponto que me causou confusão foi a explicação em torno dos GDs (fique atento para spoilers a seguir de grau moderado). Não consegui engolir totalmente isso de deficiência genética e acho que muitas coisas em relação a isso não foram muito bem discutidos.
A narrativa se divide entre a perspectiva de Tris e Tobias e podemos ter uma visão melhor dos acontecimentos e dos sentimentos de ambos. As mudanças nos dois personagens foi outro ponto forte no desenvolvimento da estoria. Tris está mais impulsiva se mostrando decidida e convicta de suas ações. O que eu mais gosto nela é ela não ter frescuras nem mimimis. Ela quase sempre está pronta para o que der e vier e vai até o fim no que decide fazer. Tobias, por outro lado, está mais calejado, ferido e se sentindo muito inferior e em confusão consigo mesmo. Antes, ele podia até não ser tão resolvido consigo, mas ele guardava mais seus medos e fraquezas para si. Vou confessar que até gostei disso por que o tornou mais humano. Ele foi machucado pela "vida" diversas vezes, se viu sozinho por muito tempo e sinto que é natural ele ter algum complexo por conta disso (apesar de algumas vezes isso ser muito acentuado o que o prejudica).
Muitos leitores comentaram que não gostaram do desfecho da estoria, mas para mim a Veronica fechou com chave de ouro. Claro que eu fiquei chateada com uma certa decisão dela, mas ela tomou um grande passo nisso que acabou funcionando para mim. Se você analisar bem não poderia ter sido diferente. A Veronica trouxe um diferencial tentando mostrar, ao meu ver, que precisamos ter a certeza que na vida coisas imprevisiveis podem acontecer, que nem todo final é de todo feliz e o que realmente importa é a nossa conduta e como ela nos afeta e também aqueles que amamos.
Conclui a leitura dessa série entendendo mais do Tobias e da Tris do que eu realmente gostaria. Consigo entender algumas coisas da personalidade e da vida de Tobias por que eu vejos coisas semelhantes na minha; compreendo as decisões da Tris por que varias vezes me questionei como ela acerca das minhas decisões e por quem valeria se sacrificar. Eu vou levar comigo o seguinte aprendizado da leitura destes livros:
A vida pode nos tirar coisas, pode trazê-las e pode nos moldar. Podemos aprender com ela, conosco e com os outros ao nosso redor. Podemos cair, podemos levantar ou esperar por quem quer que seja, mas no final a decisão é nossa e ela é levada pelo nosso caráter, nossa conduta, por quem somos. E nunca podemos fugir do nosso reflexo no espelho, do nosso reflexo no outro que é o amor. As vezes, ele volta ou rebate para outro lugar, mas ele também nos move a diante.

Recomendo muito a leitura dessa série. Se você analisa-la como um todo conseguirá tirar grandes aprendizados dela. Eu espero profundamente que vocês dêem uma oportunidade para ela, que compreendam os personagens e a autora.
Espero que tenham gostado da resenha e não deixem de expressar sua opinião nos comentários.

Fica aqui minha eterna saudade do 4 e da 6.

sexta-feira, 7 de março de 2014

[Overrun: A Descoberta] Mais do Capitulo 15

Eu fico paralisada enquanto sinto as peças do meu quebra cabeça interior se juntarem para formar uma imagem no fundo da minha mente. Ele é um Quest. Meu anjo buscador. A chave para abrir o cativeiro da minha mae. Ele fica em silencio deixando que as suas palavras façam sentido em minha cabeça. Por isso, os Damns e Juliana disseram que era obvio e que estavamos cegos. Um clique, um estouro, uma certeza vibra dentro de mim dizendo que finalmente eu encontrei meu lugar no mundo. Um destino para chamar de meu.
- Como foi a sua visao? - pergunto.
- Eu vi flashs de memorias. Desde quando cheguei aqui... - ele para considerando as palavras certas para dizer. - E um pedaço do futuro.
- O que te fez saber que voce é um Quest?
- Eu vi um colar em meu pescoço com uma chave nele e vi o mesmo em voce. Entao, eu tive certeza.
Novamente, ficamos calados. Me sinto estranha com tudo isso. Como se eu o visse agora pela primeira vez. Ele tambem se sente desconfortavel ao meu lado e se remexe no banco mudando de posicao. Eu encaro fixamente um ponto qualquer a minha frente enquanto uma centelha de esperança faz seu caminho para o meu coraçao. Finalmente, estarei indo lhe buscar,mae. Me espere.
- Nos temos que ir logo busca-la. Antes que eles descubram que ja sabemos.
- Eles vao saber logo por causa de Gabriel. Ele sentira a mudança. Nosso laço sera cortado definitivamente. E nao podemos ir agora. Ainda nao recebemos nossos instrumentos.
- Voce precisa da chave para abrir o selo? Nao tem nenhum tipo de poder em segundo plano?
- Nao. Temos que aguardar.
- Como é isso de ser um Overrun? - eu pergunto enquanto mexo em meu cabelo distraidamente.
- Eu nao sei bem. So ouvi algumas historias. Como devem ter lhe contado um Overrun é uma lenda dos anjos. Eles mantem o equilibrio entre nossos mundos. Quando os demonios tentam pular fora da linha, eles vao la e os lacram.
- Isso é demais para minha cabeça. Eu nao consigo me acostumar com isso. Mas acho que esta tudo bem ja que eu ainda nao enlouqueci.
- Eu estou preparado para isso tanto quanto voce. Estamos no mesmo barco agora.
Ele ri por um instante e sua expressao volta a ficar seria. Ele parece ser um bom anjo, mas é muito misterioso. Ele parece esconder mais por tras dos seus olhos.
- Voce ja foi Gleam muitas vezes? Bianca me disse que ela tem aparencia de adolescente porque sou a primeira acompanhante dela. E voce ja é adulto.
- Ja fui acompanhante de tres com Gabriel. Uma garota e um garoto antes de Gabriel.
- Entao, eu acho que voce esta mais preparado para isso do que eu.
- Isso é um aprendizado constante. E eu nunca estive em uma batalha contra um Damn ou um Errant. Eu apenas tive meu treinamento e fui instrutor por um tempo de outros Gleans.
- Quais sao os instrumentos de um Overrun?
- Uma twin como essa que voce usa, um book rule, um colar com uma chave como pingente e uma arma.
- Uma arma? - falo espantada. - Nao vamos usar um Moat?
- Tambem. Mas voce ira precisar se defender nas batalhas. Um Overrun nao espera que seu anjo o proteja como um Slaver ou um Gleam fariam. Um Overrun luta lado a lado com seu acompanhante.
- De que tipo de arma voce esta falando? - pergunto com um pouco de medo na voz.
- Nao faço ideia. So depois que recebemos que iremos saber. Ela é adaptada para o dono.
- Sera que teremos que esperar por muito tempo? Temos que continuar com nosso treinamento.
- Talvez nao. Eles podem aparecer a qualquer instante. Vamos treinar so eu e voce agora. Vou deixar que Leandro treine com Jefferson.
- E Bianca? Quando ela ira desaparecer?
- Eu nao sei. Nao falam muito sobre Overruns no lugar de onde viemos. Nós temos um foco e so nos interessamos nele. Geralmente, se é criado para ser um Slaver, Gleam ou Quest. Nunca ouvi falar de uma troca como agora.
- Entao, teremos que descobrir o porque disso.
- Acho que sim.
Ficamos por um tempo apenas olhando para nossas maos sem saber o que dizer. Tudo isso é estranho e novo para mim de uma maneira que deveria me causar medo. Mas agora que descobri que Marcelo é o meu Quest sinto como se algo tivesse sido preenchido. Talvez eu fosse tao cinza e deprimida antes por que inconscientemente eu sabia que havia algo errado e que eu deveria esta em outro lugar.
Marcelo se levanta, bate de leve em meu ombro e sorri para mim antes de voltar para dentro. Fico sozinha apenas por alguns minutos ate que Jefferson chega e me puxa para seus braços. Falo para ele sobre a conversa com Marcelo e ele nao demonstra nenhuma emoçao, mas ouve atentamente cada palavra que eu digo.
- Era tao obvio! Nao sei como nao pudemos ver. - ele diz.
- Ele era o Gleam do Gabriel. Parece obvio, mas na realidade nao era. Ele me disse que nunca ouviu falar de uma troca como essa.
- Entao, voces so podem ter um plano maior. Com certeza voces dois estao ligados com alguma coisa grande. - ele fala rindo para mim.
- E algo me diz que isso tem a ver com Juliana e seus Damns. Ela so pode esta tramando algo muito grande mesmo ou o Tirank nao falaria com ela ao inves dos seus lacaios.
- Voce tem razao. Mas sei que daremos conta do recado!
Ele afaga meu cabelo e minhas costas e beija o topo da minha testa. Me aconchego mais em seu peito inalando seu cheiro e me sinto quase totalmente feliz.
- Jefferson?
- Sim,Laura.
- Um dia, voce me disse que queria ser um Overrun e que faria qualquer coisa para ser um. Voce esta... chateado comigo por isso?
- Nao. Voce sabe que eu me preocupo mais com voce do que com isso. E eu nao sairei do seu lado e vou te ajudar em qualquer coisa que voce faça. Somos uma equipe agora.
- É muito bom ouvir isso.
- Voce parece encomodada com alguma coisa e eu sei que nao é so com isso. - ele faz um carinho em minha bochecha. Ele me conhece tao bem.
- Estou preocupada com Bianca. Eu nao queria que ela fosse embora.
- Eu nao acho que ela vai agora. Ela nem mesmo esta fraca. Fique tranquila!
- Mas eu nao quero trocar ela por Marcelo. Eu sei que agora que viemos para cá eu nao tenho estado muito com ela, mas foi ela que me disse a verdade.
- Voce sabe que ela iria de qualquer maneira. Eles nao podem ficar muito tempo conosco.
- Leandro ainda esta com voce.
- Talvez eu tenha um plano tambem. - ele me olha tao profundamente como se quisesse ouvir minha mente. - Voces ainda lembrarao uma da outra e ela sabe que voce nao escolheu troca-la.
- Acho que estou me preocupando atoa mesmo. - ele olhou para mim para alguns segundos como se eu fosse muito fragil.
Ele me puxou para seus braços e nos embalamos um ao outro tentando esquecer que la fora o mal nos espreitava.

                    +++

O meu treinamento com Marcelo foi retomado no dia seguinte com muito afinco. Treinamos socos, pontapés, saltos de diversos tipos e me saí bem em todos. De repente foi como se tudo aquilo estivesse dentro de mim desde sempre. Estava la so adormecido esperando pela hora certa. Tao natural quanto andar e falar. No segundo dia, Marcelo decidiu que deveria lutar com ele. "Vou me transformar em um Damn para voce concentrar toda a sua raiva e melhorar seu desempenho. Esqueça que so eu e libere a sua força." - ele me explicou antes de iniciarmos a luta.
Ele se transfigurou em uma maquina mortifera do mal de 2 metros. Tao negro que seus olhos poderiam ser vistos sem qualquer dificuldade. Ele se colocou em posiçao de ataque e nos estudamos por alguns segundos. Deixei que ele tomasse a iniciativa e quando tentou desferir um soco contra minha mandibula segurei seu braço firme com as duas maos e o lancei por sobre meu ombro com quase nenhuma dificuldade e me virei ligeiramente. Ele estava se levantando, mas nao dei tempo para ele. Me agachei e saltei sobre seu corpo e o enforquei. Ele tentou se livrar do meu aperto com as maos, mas a minha pressao era forte demais para ele. O odio pulsava em cada musculo do meu corpo e eu nao podia parar enquanto nao o destruisse. Senti uma fisgada no estomago quando ele de alguma maneira conseguiu me acertar com o joelho e fui jogada no ar para longe. Meu corpo bateu forte contra o chao e consegui rolar no momento em que ele se lançava para me atacar. Me levantei com uma velocidade maior que a de um humano normal e o ataquei por tras com uma chave de pescoço. Ele se balançou como um cachorro recem molhado tentando me tirar das suas costas, mas eu mantive o aperto ate que ele me agarrou pela blusa e me puxou com a força de cem ursos e me atirou aos seus pés. Minhas costelas doeram com o impacto e nao consegui me levantar. Ele me ergueu no ar a sua frente e eu estava paralisada pelo seu poder. O ar me apertava e me sufocava contraindo cada parte do meu corpo. Marcelo me olhou com curiosidade como se esperasse que eu conseguisse me livrar do seu aperto magico. Com dificuldade consegui murmurar, "Tempo!"
O aperto se dissolveu e eu cai no chao dolorida e acabada.

[Overrun: A Descoberta] Continuação do Capitulo 15

Desperto quando Jefferson se levanta da cama. Ele sorri para mim e me sinto feliz e envolvida pelo seu carinho. Nunca me senti tao a vontade com alguem antes. Nao ao ponto de esta feliz em ele me ver descabelada pela manhã. Rio com meus pensamentos enquanto o vejo trocar de roupa.
- Me espiando,Laura? Voce nao acha isso intimidador? - ele fala com seu humor de sempre.
- Nao quando eu durmo em seus braços e me sinto tao a vontade ao seu lado.
- Fico feliz tendo esse efeito sobre voce. - ele diz sentando ao meu lado na cama e contorno sua maça do rosto. - Eu so estaria mais feliz se ouvisse voce dizer 3 palavras para mim.
- Que palavras?
- Eu... - se abaixa para sussurrar em meu ouvido o que me causa cocegas. - ...te amo.
- Voce nao acha que é cedo demais para isso? - falo o empurrando de leve.
- Nao quando voce acaba de flertar comigo.
- Eu?!? - pergunto ironicamente e ele balança a cabeça afirmativamente para mim antes de colar seus labios aos meus.
Depois de muito emplorar ele me deixa ir tomar banho e tomar cafe. Antes de treinarmos consigo reunir todos na sala para contar-lhes sobre a visao. Como sempre que partilho algo com eles, ninguem esboça qualquer emoçao como se esperassem por cada palavra minha.
- Quem voces acham que é ele? - questiono.
- Ele é o chefe dos demonios. Nao conhecemos o verdadeiro nome dele. Mas o chamamos de Tirank - Marcelo responde.
- Entao, porque voces acham que ele trata diretamente com Juliana ao inves dos Damns? - Jefferson pergunta.
-  Eu nao sei. Nao conhecemos tudo sobre o mundo deles. Maa acredito que cedo ou tarde isso sera revelado.
- Eles disseram que temos uma semana para ir ate la. Nosso treinamento acaba antes disso? - pergunto.
- Provavelmente, sim. Depende de voces.
- Voce ja pensou que eles estao esperando por nos e que eles devem saber de nossos passos? Com certeza eles sabem dessa possibilidade. Eles sabem que nao encontramos o Quest.
- Sim,Laura. Eu ja pensei, maa nao me vem outra ideia a mente. Teremos que tentar para ver. Nao fique com medo. Dara tudo certo. Faremos o possivel.
- Espere que nao precisemos contar com o impossivel.
- Para isso que estamos treinando. Vamos logo. Nao podemos perder tempo.
So eu e Jefferson acompanhamos Marcelo para o quintal para nosso treinamento. Me sinto relativamente a vontade com a ideia de socar alguma coisa para extravasar a raiva. Noto que Marcelo amarrou dois sacos para luta na arvore da casa vizinha. Ele nos para de frente para eles e começa a nos instruir.
- Hoje vamos treinar varios golpes. Nenhuma arte marcial especifica. Sera apenas uma breve aula de defesa pessoal. Primeiro quero que voces estejam relaxados e que façam alguns alongamentos.
Ele nos mostra uma serie de tecnicas para nos alongar. Repetimos sem muito esforço e quando ele esta satisfeito nos manda parar.
- Agora venha ca, Jefferson! - ele o puxa para mais perto do saco de luta. - Quero que voce dê alguns socos e chutes nele para analisar seu desempenho. Pode começar.
Jefferson se coloca em posiçao de ataque e desfere alguns socos ageis no saco seguidos por chutes de maneira espaçada. Ele ate mesmo arrisca um tipo de chute com giro e se sai bem. Ele deve ter lutado antes. Marcelo o olha sem expressar nada, mas de forma atenta.
- Pode parar. Pelo que vejo voce ja lutou antes,rapaz. Nao tera muito o que aprender nessa primeira aula.
Jefferson se afasta me dando mais espaço para que eu mostre minhas habilidades. O problema é: nao tenho nenhuma para mostrar. De repente, me sinto aflita como se um Damn estivesse esperando para lutar comigo ao inves do saco vermelho. Me posiciono na frente dele tentando imitar Jefferson da melhor maneira possivel. Marcelo se desloca para tras de mim e ageita meus ombros.
- Fique mais ereta. Assim voce abaixa a guarda e seria muito facil socar seu rosto. Voce quer isso?
- balanço a cabeça negativamente.
- Ok. Pode começar.
Dou meu primeiro soco e ele sai muito leve e Marcelo acaba ralhando comigo. Dou mais alguns com os dois braços consecultivamente para me acostumar. Subitamente, o saco embaça e eu visualizo Rodrigo em seu lugar. Suas palavras soam provocantes aos meus ouvidos: "Para que ela nao morra antes da hora." Um odio fervente toma conta completamente do meu corpo e mente. Experimento uma sensaçao escaldante se espalhar desde a minha espinha ate as pontas do meu ser. Fico em posicao de ataque e dou um soco de esquedda na cara do Damn. Dou um salto que seria impossivel para mim como Jefferson havia feito e acerto o rosto do Damn novamente. Ele me olha furiosamente e me afasto alguns passos para tras e salto com meu pe direito esticado em minha frente o atingindo no peito e ele voa por metros. Pisco por alguns segundos quando a raiva começa a se esvair. Tenho a consciencia de ouvir Marcelo e Jefferson falarem comigo quando vejo o que fiz. O saco de luta estava incravado em uma das paredes da casa vizinha.
- Como voce fez isso,Laura? - Jefferson indaga parado na minha frente totalmente maravilhado.
- Eu nao tenho ideia. Eu senti meu corpo queimar com odio e eu vi Rodrigo no lugar do saco falando da minha mae e eu nao pude me conter.
- Voce é com certeza uma Overrun. - Marcelo fala enquanto me analisa profundamente com seus olhos azuis.
- Mas, eu nunca fui capaz de fazer isso antes!
- Talvez o Quest esteja perto.  - Jefferson fala.
- Entao, Bianca e Leandro podem procura-lo.
- Acho que sim... - Marcelo diz passando a mao no queixo envolto em seus proprios pensamentos e nos da as costa e se vai.
Olho para mim e para o saco ainda preso a parede do outro lado. Como eu fui capaz disso? Sou tao franzina e fraca. Devo mesmo ser uma Overrun. Mas onde estara o meu Quest? Caminho em direcao a outra casa e tento puxar o saco do buraco que ele abriu na parede, mas acabo por nao ter força suficiente e Jefferson me ajuda. Um buraco de um metro fica em seu lugar na parede.
- Temos que tampar isso. - digo.
- Vamos para dentro. Voce parece fraca. Depois peço a Leandro para consertar.
Ele me puxa e me envolve em seus braços me levando para dentro. Olho por cima do ombro para o buraco e nao consigo acreditar que eu fui capaz de arremessa-lo tao longe. Ja nao posso negar mais o meu destino. So resta que o Quest me encontre para que essa se torne minha realidade.

                              +++

Encontramos Bianca e Leandro apoiados na janela olhando intrigados para o estrago que fiz na outra casa. Eles se viram ao ouvir nossos passos e me dao sorrisos desajeitados. Bianca vem ao meu encontro e segura uma de minhas maos olhando diretamente em meus olhos e diz:
- Eu sempre soube que voce era especial. Desde a primeira vez que nos falamos na escola.
- Eu nao sei se gosto de ser especial. Prefiro mil vezes uma vida normal.
- A normalidade depende de que todos nos cuidemos para que o tempo siga seu curso normalmente. Voce sera uma dessas pessoas. Cuidara para que o normal nao se altere aos olhos dos humanos.
- Talvez seja demais para mim. - suspiro como se pudesse expelir a dor para fora de mim. - E eu nem mesmo sei onde ele esta.
- Voce verá como tudo ira se encaixar. Voce vai entender. - ela sorri amavelmente para mim e acaricia meu ombro.
- E voce,Bianca? Para onde voce vai quando ele aparecer? Eu nao gostaria que voce se fosse.
Os olhos negros que me assustaram um dia quando fui pega de surpresa por essa realidade parecem por um momento um buraco negro de tristeza. Seu cabelo tao negro quanto seus olhos se agitam por um instante ao seu redor, mas nao a nenhuma brisa e sem poder me encarar, ela fala:
- Para onde quer que precisem de mim. - eu a puxo para um abraço tao repentino quanto suas palavras. - Eu ainda lembrarei com carinho de voce quando o tempo chegar. So aceite seu destino.
- Eu ja aceitei. Voce sabe...
As palavras deixam a sala e Jefferson e Leandro se juntam ao nosso abraço. Mesmo que tudo isso seja estranho, doloroso e que eu nao encontre palavras para descrever o futuro, eu sei que eu devo aceitar o presente. Eu devo ser uma Overrun por que eu sinto que alguma coisa me puxa para esse novo mundo. Talvez so quando eu me aceitar verdadeiramente eu possa ve-lo.
Talvez ao entao eu encontre minha conexao com o Quest.
Quando nos afastamos, sinto algo se revirar dentro do meu coracao e me lembro de Marcelo. Ele ficou tao absorto quando viu o que eu fiz. Tao estranho quanto eu me senti naquele momento.
Algo me empele e me movo para fora enquanto os outros me olham. Jefferson da um passo a frente para me seguir, mas Bianca o para. Saio e dou a volta na casa e paro quando vejo uma silhueta familiar sentada no banco. Marcelo esta de cabeça baixa cobrindo o rosto com as maos como se quisesse fugir de si mesmo. Sento ao seu lado e ele nao se move. Coloco uma sobre seu ombro e ele lentamente ergue o rosto para me olhar nos olhos. Eu quase posso ver as ondas se agitarem em um mar de confusao neles. Tao profundos e inquietos quanto um mar revolto durante uma tempestade.
- Porque voces esta aqui agindo dessa maneira? - pergunto e ele olha para frente tentando me evitar.
- Eu tive uma visao.
- Que tipo de visao?
- Uma que me deu ceereza de que sou um Quest.