quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

[Drawing Day] Rabiscos à la Pedro Gabriel

Olá pessoal!
No #DrawingDay de hoje venho lhes mostrar os guardanapos que fiz para um Concurso da Fnac para ganhar um kit de livros de Eu Me Chamo Antonio da Intrinseca (ainda não saiu o resultado). Comecei com um e não parei mais! Espero que gostem. Nao deixem de comentar ;)

*todos de minha autoria

[Parceria] V&R Editoras: Conheça a Editora

Olá pessoal!
Mais uma notícia boa para o Blog e para vocês que nos acompanham! Agora somos parceiros da V&R Editoras. Espero poder compartihar muitas novidades da Editora aqui no Blog e que tenhamos um bom relacionamento enquanto a parceria se manter ativa.

Conheça um pouco da V&R:
No ano de 1995, duas editoras argentinas, Trini Vergara e Lidia María Riba, iniciaram o projeto de criar uma editora independente para ingressar em um mercado onde atuavam empresas poderosas e globais. A palavra de ordem foi a especialização. A idéia foi o livro-presente. ?Em 1996, com o projeto cuidadosamente estudado, são lançados os primeiros exemplares na Argentina.Toda a experiência profissional das editoras foi posta a serviço para criar um conceito especial de livro: aquele que expressasse o que uma pessoa gostaria de dizer a outra, nas diversas ocasiões, tanto as maiscomuns como as mais íntimas e delicadas. Títulos que expressassemsentimentos para a família ou para os amigos, e também, por exemplo, para agradecer a um médico ou felicitar uma mulher executiva...O objetivo: para cada momento de celebração existe um livro daV&R  Editoraspara presentear.A idéia foi um grande sucesso e rapidamente se disseminou por quase toda a América Latina. Hoje, mais de 15 países distribuem estes livros que comovem de forma universal, se adaptam às mais distintas culturas e costumes e são um maravilhoso meio de comunicação entre as pessoas.Em1998 aV&R Editorasinaugurou sua filial no Brasil, com sede na cidade de Cotia, na Grande São Paulo. Novamente, a aposta foi um sucesso e os livros em português passaram a ser distribuídos em todo o imenso território brasileiro.Dois anos depois, aV&R Editorasinstalou-se no México, atualmente o mercado mais dinâmico de línguaespanhola em todo o mundo. O crescimento das vendas ano a ano neste país foi espetacular. A instalação da V&R no México constitui, além disso, a plataforma para a ampliação do raio de atuaçãoda editora no mercado norte-americano, especialmente nos Estados Unidos,  país com enorme comunidade de latino-americana.A qualidade marca a diferençaAlgo diferencia — mais que nenhum outro fator — os livros daV&R Editoras: a qualidade. A busca por um grau de qualidade superior é incessante, em todos os aspectos.O trabalho editorial, realizado por uma equipe de excelentes profissionais, é supervisionado por Lidia María Riba, passo a passo, e é corrigido e polido até o último minuto antes de ir para o prelo. A direção de arte, nas mãos de Trini Vergara, orienta odesignde cada obra e seleciona os artistas que, sob sua orientação, ilustram as páginas dos livros. São escolhidas asmelhores gráficas do mundo, quasesempre na Ásia, região onde se concentra uma autêntica especialização em impressão de livros em cores, com a utilização deexcelentes papéis estocados da Indonésia e China.NovosprojetosA consolidação de importantes projetos e a elaboração de outros novos tem sido uma constante paraesta casa publicadora. Nossa expansão tem sido rápida e sem pausa: é o momento de consolidar a nova posição, desde onde se avistam horizontes ainda mais distantes e desafiadores. Este ano, quando comemoramos uma décadade atividades no Brasil, preparamosum audacioso plano de produção para triplicar a oferta de nossos livros e expandir o catálogo: novas linhas de produtos serão postas no mercado. Fiel ao conceito de"presentear mensagens", a editora oferece uma seleção ampla para todos os públicos.Assim, a V&R Editoras cresce e se firma como indiscutível líder no mercado do livro-presente em língua espanhola e portuguesa.

Alguns livros da Editora:

MAZE RUNNER: CORRER OU MORRER
Autor:James Dashner
N° de Páginas:426
Acabamento: brochura
Tamanho:14 X 21 cm
Peso:0,55
ISBN:978-85-7683-247-8
Edição:1ª
Descrição:
Correr ou Morrer é o primeiro volume da trilogia Maze Runner. Uma saga que, para seus fãs, evoca os mistérios da série Lost. Resenha: http://eucinza.blogspot.com/2014/01/resenha-maze-runner-correr-ou-morrer.html

Insignia - A Arma Secreta -- S.J. Kincaid
Sinopse:
Considerado um fracassado por todos, com umaaparência pouco digna de atenção e uma vida cheia de incertezas, Tom Raines é um garoto de 14 anos que possui apenas uma habilidade – jogar videogame.
Durante anos perambulou de
cassino em cassino com seu pai,
um jogador sem sorte, que fazia de seu vício um meio de sobrevivência e, a cada dia, iniciava uma jornada em busca de um “lar”, mesmo que isso significasse um quarto qualquer pago com um pouco de dinheiro ganho em apostas. Certo dia, ao ter seus combates virtuais
monitorados por um general, Tom
é convidado para integrar a elite
do Exército e usar seu talento para
ajudar o seu país a vencer a
Terceira Guerra Mundial. Neste
combate, os oponentes são
empresas multinacionais e não há
vítimas humanas. Sediada no
sistema solar, a disputa principal é
o controle sobre os direitos de
mineração e recursos naturais em
extinção. Os combatentes são, na
verdade, máquinas controladas
pela força da mente dos adolescentes, através de
dispositivos implantados em seu
cérebro. Tom então percebe que
essa será a oportunidade de
tornar-se alguém importante e
conquistar sucesso, amigos e um
amor de verdade.

Ladrões de Planetas - Dan Krokos
Descrição: Num futuro distante, a Terra está em perigo. O motivo: a conquista de um planeta recém-descoberto chamado Nori-Azul. Aquele era o lugar perfeito para uma raça que não cabia mais no próprio planeta.
Tão perfeito que também estava
nos planos de dominação dos
Tremistas, civilização alienígena
dona de avançada tecnologia de
guerra. Mason Stark, um garoto de treze anos, é um dos cadetes da Academia do Comando Espacial
Terrestre, centro de controle das
tropas estelares. A rotina de
treinamentos no espaço era
tranquila até o violento ataque
tremista que muda completamente o destino de Mason e dos dezessete cadetes a bordo da nave SS Egito.

Abaixo está o link para um prévia de alguns dos livros da V&R:
- Ladrões de Planeta
http://issuu.com/vreditoras/docs/
minilivro_ladroes_160913
- Insígnia – A Arma Secreta
http://issuu.com/vreditoras/docs/
minilivro_insignia
- Maze Runner - Correr ou Morrer
http://issuu.com/vreditoras/docs/
mr_correr_ou_morrer_p1-13

Para mais informações, acesse:
vreditoras.com.br

Capas dos Livros citados acima:

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

[Escrita] A História antes do Papel + Playlist de Eu Cinza

Olá,pessoal!
Estava pensando em um Post diferente para o Blog e acabei tendo a ideia de falar como o processo da escrita funciona para mim. Algumas pessoas tem muitas dúvidas em relação a isso. Como o funciona o processo de criação? De onde surgem as ideias? Precisa de algum artificio, horário ou até mesmo uma mandinga para ajudar a inspiração a chegar?
São muitas perguntas e também várias respostas que variam de pessoa para pessoa. Aqui vou descrever como acontece comigo. Como o processo se da quando quero escrever.
Imagino que todos vocês que acompanham o Blog sabem que eu posto aqui os Capitulos da história que estou escrevendo intitulada de Eu Cinza. Pois bem, irei falar como faço para escrevê-la e se uso alguma artimanha ou carta na manga.
Acompanhem meu relato abaixo:
"O processo criativo para mim se dá de uma maneira natural e específica. Quando sinto vontade de continuar a história, isto é, quando ideias surgem na minha mente, eu pego meu celular e começo a escrever. Eu posso está comendo, conversando ou simplesmente lendo e as ideias me absorvem e reclamam minha atenção. As vezes, eu também me obrigo a escrever tentando puxar a continuação de algum lugar recôndito dentro de mim. Gosto de ouvir músicas enquanto escrevo e elas não chegam a me atrapalhar. Só quando são músicas com letras em português e de que gosto muito e sei a letra. Elas acabam chamando mais minha atenção que a escrita. Então, procuro ouvir músicas em inglês. Outro detalhe importante é que a melodia da música em questão esteja ligada de alguma forma com o personagem/situação. Por exemplo, o personagem está emocionalmente abalado e eu ouço uma música triste para realmente "encarnar" o personagem e expor melhor os sebtimentos.
No geral, o ato de escrever para mim é fácil e fluido. Só não é sim se eu estiver chateada, rancorosa ou fadigada. Para mim, é tão natural como se a história já estivesse planejada em algum lugar do meu subconsciente procurando apenas uma brecha para escapar. Tenho mais facilidade de escrever a noite quando já estou deitada e tudo está silencioso é a hora que mais as ideias surgem para mim. Mas, claro que tem os momentos em que as palavras fogem e não se tem ideias. Nessa hora só nos resta ter paciência e esperar o momento certo. Nem sempre se forçar acaba dando certo. As vezes, sinto como se as palavras tivessem vida própria dentro de mim. Não sou eu quem as escolho, mas elas que me procuram."

Bom gente, é isso! Espero que tenham gostado do meu relato e tenham tirado suas dúvidas. Não deixem de comentar e passar sua própria opinião sobre o assunto. Abaixo vocês podem encontrar a Playlist de Eu Cinza.

Playlist - Eu Cinza
One of a Kind - Laura Rizzotto
• Reason to Stay - Laura Rizzotto
• Heartless - The Fry
How To Save a Life - The Fry
• Atlas - Coldplay
• Burn It Down - Linkin Park
• Numb - Linkin Park
• Heaven - 3 Doors Down
• Hoje o Céu Abriu - NX Zero
Maré - NX Zero

[Eu Cinza] Mais do Capitulo 13

Acordo sobressaltada e percebo que estou envolta pelos braços de Jefferson. Ele se ergue um pouco acima de mim na escuridao esfregando os olhos.
- O que foi?
- Eu tive uma visao. - falo, me pondo de pé. - Vamos chamar Bianca e Leandro. Preciso compartilhar o que vi.
- Sua mae novamente?
- Tambem.
Ele me segue ate a sala onde acordo Bianca e ele vai para o quarto acordar Leandro. Quando todos estao reunidos e sentados na sala eu começo a lhes contar o que vi. Como da outra vez nenhum deles parece assustado e  Jefferson encara o chao um pouco chateado.
- O que voces acham disso? Por que eles estao mantendo-a razoavelmente bem? - pergunto.
- Provavelmente, uma armadilha para nos. - Leandro responde serio e Bianca concorda com a cabeça.
- Nao. Nao é isso. - Jefferson fala pensativo. - Pelo que eles disseram eles querem Laura e alguem mais. E presumo que seja o Quest.
- Mas, porque? - pergunto.
- Talvez voce seja uma Overrun. Esta na hora de encararmos essa possibilidade. Eles parecem determinados a capturar o Quest e estao com medo de que voce descubra algo relacionado a ele. So pode ser isso!
Leandro e Bianca se entreolham e percebo que eles estao considerando a ideia de Jefferson. Mas como eu poderia ser uma Overrun? Isso parece loucura para mim. Logo agora que eu consegui me sentir em casa terei que passar uma vida caçando demonios.
- Ele tem razao. - Leandro fala passando as maos pelo cabelo. - Eu ja tinha comentado sobre isso com Bianca, mas achamos que era cedo demais para contar a voce, Laura. Ainda nem o encontramos. Nao temos nenhuma pista do paradeiro dele.
- O que acontece com Bianca caso eu seja uma Overrun?
- Eu serei levada de volta e enviada para outra pessoa. - ela responde tristemente.
- Mas, eu nao quero isso...
- Nao é questao de querer. Os Overruns sao escolhidos para isso. Se voce foi escolhida é por que voce é especial. - Leandro fala alheio aos meus sentimentos.
- Eu nao quero ser uma Overrun se para isso Bianca tera que ir. Nao tem uma maneira de eu negar isso?
- Voce pode fugir, mas nao se esconder. Se assim for, é o seu destino. Nao da para se manter indiferente a ele. - ele fala.
- Ainda assim, eu nao entendo o porque de eles quererem pegar a mim e ao Quest.
- Para eles nao serem caçados. Provavelmente, voce é so a primeira. - Jefferson para pensativo. - A primeira de muitos. - Isso é demais para mim! Eu tentatei dar um jeito nisso. Nao quero pensar sobre ser uma Overrun agora. Preciso manter o foco em libertar minha mae.
- Ela tem razao. Vamos manter o foco no principal. - Bianca fala colocando sua mao sobre meu ombro afetuosamente. - O problema esta na localizacao do Quest.
- Eu darei um jeito nisso tambem. - Jefferson olha nos meus olhos compartilhando das minhas palavras.
- Eu e Bianca daremos uma busca pela cidade amanha. - Leandro fala.
- Como voces conseguem distinguir um Quest? - pergunto curiosa.
- Eles nao podem ser detectados por rastro. Entao, so a uma maneira de distingui-los. Eles usam um colar com um pingente dourado em forma de chave. Com ela conseguem ter acesso a qualquer lugar.
- Eles parecem imbativeis! - falo impressionada.
- Mas, como nos eles tem sua fraqueza. Podem ser derrotados, mas é quase impossivel. Eles sao mais fortes do que outros anjos, mais inteligentes e ageis.
- Eles podem ser mortos?
- Nenhum de nos pode. Nossa essencia é apenas levada para nosso lugar de origem e reconstruida novamente la.
- Qual é o ponto fraco de um Quest?
- So a um demonio que o conhece. Um que é tao raro quanto um Quest. - Leandro para de falar com uma expressao mais seria do que a de costume.
- Qual?
- Nao podemos pronunciar seu nome. Dizem que atrai má sorte.
- Entao, aqueles Damns sabem onde encontra-lo...
- Temo que sim.
Um calafrio percorre meu corpo ao pensar nisso. Pelo que vejo o misterio que nos cerca é ainda maior do que eu imaginava. Pode ter uma escala global. Quem saberá o que eles realmente pretendem?! Deixo um longo suspiro escapar enquanto voltamos cada um para seu quarto afim de dormir. Mesmo aninhada com Jefferson o medo que sinto de ter mais uma visao ou pesadelo consome minha mente. Apenas aproveito o calor dele para espantar o frio da madrugada enquanto os primeiros raios do dia nao entram pelas frechas do telhado.
Acabo por cochilar por umas tres horas ate despertar. Me espreguiço mandando a preguiça embora e acordo Jefferson. Em seguida, tomo um banho e me arrumo para sairmos para nossa conversa com Marcelo. Tomamos um breve cafe da manha e percebo que Leandro e Bianca ja sairam. Nao contei para eles sobre a nossa tentativa por que sei que eles diriam que nao ia valer de nada. Mas em algum lugar aqui dentro de mim, sinto que ele ira nos ajudar. Ou talvez seja apenas minha esperança e meu desejo me iludindo. Seja como for irei ate ele para dar um fim definitivo nesse ponto.
Nao demora mais que meia hora para chegarmos de moto ate o Bosque das Cinzas. Ao caminhar pela trilha nao deixo de ter uma sensacao se nostalgia. Sao muitas lembranças que esse lugar me traz e as mais recentes nao foram as melhores delas. Sigo de maos dadas com Jefferson que observa o bosque atento com um olhar fascinado. So agora lembro que ele nunca veio aqui. Ele sabe que eu vinha ate aqui com Gabriel e conhece tambem meus motivos, mas nao creio que ele tenha vindo ate aqui vendo-o agora assim tao surpreso com o lugar.
Antes que eu possa dizer alguma coisa, vejo o lobo branco enroscado a minha arvore. Ele parece ainda mais fraco do que da ultima vez que estive aqui. Paramos a cerca de quatro metros de distancia dele quando suas orelhas se viram em nossa direçao. Ele se levanta preguiçosamente, estica as patas da frente e depois as de tras e da um longo bocejo parecendo nao se importar muito conosco. Ele se vira para nos e seus olhos azuis celeste encontram os meus. Um arrepio desce pela minha espinha nesse momento me deixando ainda mais nervosa. Como da outra vez, ele se abaixa como se fosse atacar e se levanta nas patas traseiras se metamorfoseando em sua versao humana. Ele nos estuda por alguns segundos parecendo surpreso antes de falar:
- Eu ja nao disse que nao sei de nada. - ele fala parecendo cansado e solta um longo suspiro.
- Eu sei que voce sabe de alguma coisa que possa nos ajudar. Por favor, nao negue.
- Eu estou falando serio. Eu nao sei de nada. Sou apenas um Gleam.
- Eu sei que voce esta chateado por causa de Gabriel. Eu mesma estou com raiva dele. Fui conversar com ele, mas ele nao me deu ouvidos. Ja fez sua escolha.
- Eu ja percebi. - ele fala em um tom sarcastico.
- Olha, voce pode ficar aqui tendo sua essencia levada seja para onde for o lugar de onde voces vem ou voce pode usar o tempo que lhe resta por uma causa justa. Nos descobrimos coisas que eu imagino que voce nao saiba. - ele passa a mao no queixo ponderando minhas palavras.
- Vou ouvi-la. O que nao quer dizer que eu tope te ajudar. - ele da de ombros.
- Ja é algum avanço. - rio para ele, mas ele permanece serio. - Bem, eu tive uma visao ontem no lugar onde minha mae esta confinada. Vi dois Damns conversando e pude ouvir um pouco da conversa deles. Estamos suspeitando que eles querem dar um fim no Quest que estamos procurando. E nao so nele como em todos os outros.
- Isso é loucura! Eles teriam que ter um... - ele para escolhendo as palavras. - Um certo tipo de demonio ao seu lado que é tao raro quanto um Quest.
- Eles devem ter. Pelo que pude ouvir, eles estao apenas usando Juliana para uma causa maior. Eles disseram tambem que o Quest esta na frente de nossos narizes, mas nao conseguimos ve-lo. Nao sei o que quiseram dizer com isso.
- Entao, eles acham que voce é uma Overrun?
- Mas, como voce sabe? Eu nem falei nada que pudesse te levar a pensar isso!
- Se voces precisam logo de um Quest é porque o caminho de voces esta entrelaçado. E voce tem visoes tambem. Isso nao é so por que voce tem um acompanhante espiritual.
- Ele esta falando a verdade,Laura. Eu nunca tive sequer uma visao. Isso deve comprovar que voce é uma Overrun. - Jefferson fala.
- Certo! Mas isso nao muda o fato de nao sabermos onde o Quest esta ou nao. Marcelo, voce vai nos ajudar ou nao? - ele me encara com seus profundos olhos azuis como se quisesse analisar a minha alma.
- Tudo bem. Eu irei. Eu nao sei se terei forças para ajuda-los realmente, mas eu tentarei. Voce parece ser especial afinal. - ele me da um meio sorriso e me dou conta de que nunca o vira sorrir.
- Talvez com um novo objetivo voce recupere sua essencia. Voce tambem parece esta amarrado a nossa trama.
- Quem sabe? O destino esta sempre em constante mudança. - ele diz pensativo. - A um minuto atras eu tinha desistido de acreditar na sua raça e aqui estou eu indo ajudar voces.
- As coisas mudam.
- Desculpa interromper os pensamentos filosoficos de voces, mas onde ele ira ficar? - Jefferson indaga.
- Ele pode virar um cachorro e ficar na sala com Bianca. - Marcelo levanta uma sombrancelha para mim de maneira interrogativa. - Voce parece gostar disso. Um lobo chamaria muita atençao.
Ele nao responde ao meu comentario, mas se abaixa se transformando em um Pastor Alemao branco ou algo assim. Reviro meus olhos para ele por que isso tambem chama muita atençao.
- Vamos. Voce consegue nos seguir ate la? - pergunto e ela late como se quisesse dizer sim.
Subo na moto atras de Jefferson e seguimos o nosso caminho de volta. Vamos um pouco mais devagar para que Marcelo nao precise correr uma velocidade considerada absurda para um cachorro e acabe assustando as pessoas. De vez enquando, olho para tras para me certificar de que ele nao nos perdeu e o vejo com uma expressao contente com a lingua de fora. Nem lembra mais aquele lobo sujo e abatido de antes.
Assim que paramos na frente de casa, avisto Bianca e Leandro de braços cruzados e com uma expressao seria nos esperando no pequeno terraço. Afago a cabeça de Marcelo que esta sentado ao meu lado me fitando com seus olhos azuis apreensivos. Hora do sermão.

[Parceiro] Novidades da Editora Belas Letras

Olá,gente!
Temos mais uma novidade: acabamos de fechar mais uma parceria! Agora com a Editora Belas Letras. Estou muito feliz com essa noticia e espero poder manter essa parceria de uma forma cordial e responsável! Abaixo vocês podem conferir os próximos lançamentos da editora.

Ghost Rider: A Estrada da Cura, que chega às livrarias em março.
Ghost Rider: A Estrada da Cura
chega ao Brasil pela editora Belas-
Letras Best-seller escrito pelo baterista da banda Rush era aguardado há 12 anos pelo público brasileiro. Ghost Rider: A Estrada da Cura, livro
que se tornou best-seller
internacional e um clássico da
literatura on the road, lançado
originalmente em 2002 mas ainda
inédito no Brasil, vai chegar às
livrarias do país no dia 7 de março pela editora Belas-Letras.
A obra se tornou referência depois de Neil Peart – considerado o melhor
baterista do mundo pela revista
Rolling Stone – ter sofrido uma
dupla tragédia, com a morte da filha única, Selena, em um acidente de carro, e da
mulher, Jackie, de câncer, menos de um ano depois.
Considerada pela crítica
internacional como uma das
melhores obras literárias já escritas por figuras do
rock, nela o músico – apaixonado por motociclismo – descreve como
decidiu pegar a estrada sem destino para rodar com sua BMW R1100GS por mais de 90 mil quilômetros, durante 14
meses, em uma jornada que o ajudou no seu processo de convivência com o luto em meio
à solidão da estrada, a riqueza da
paisagem e os lugares e personagens que descobriu ao longo dessa trajetória.
A história de Peart conquistou fãs
no mundo inteiro, mesmo os que não eram admiradores da banda de rock. A viagem a bordo de sua moto o ajudou a lidar com a morte da mulher e da filha e
a fazê-lo encontrar um novo sentido para continuar vivendo, já que a dupla tragédia também fez com que a banda parasse com as apresentações.
“O resto da bagagem que eu levaria comigo naquela manhã tinha menos volume, mas era mais pesado – eram os fardos invisíveis que me fizeram
partir em uma jornada que já se assemelhava a uma espécie de exílio. (...) Eu partia com a minha motocicleta para tentar descobrir que tipo de pessoa eu me
tornaria e em que tipo de mundo eu viveria”.
Antes de Ghost Rider: a Estrada da
Cura, o músico já havia escrito outro livro, The Masked Rider (O ciclista mascarado), em que narra suas aventuras,em duas rodas, mas desta vez de bicicleta, pedalando pela África. A Belas-Letras também já adquiriu os
direitos para publicação no Brasil e a obra deve ser lançada em 2015.
Leitura essencial para admiradores de Neil Peart e da banda Rush, para motoqueiros e amantes de estrada, e para quem quer descobrir, assim,como
ele, mais sentidos para continuar
vivendo mesmo depois de ter
perdido alguém.
Trechos:
“Eu certamente não estava mais
interessado em tocar bateria ou
escrever letras para canções de rock. Antes daquela noite em que o mundo desabou ao meu redor, eu estava trabalhando
num livro sobre as minhas aventuras sobre duas rodas com meu amigo Brutus durante a recém-encerrada turnê
Test for Echo, e eu não conseguia me imaginar retomando aquele projeto”.
“Eu apenas permanecia em
movimento, com medo de parar por tempo demais, com medo de me dar tempo para pensar”.
“Um pouco antes naquele verão, ao contemplar as ruínas da minha vida, eu tinha decidido que minha missão agora seria proteger certa essência que havia dentro de mim, uma força vital que brotava, um espírito frágil, como
se eu envolvesse com as mãos uma vela bruxuleante. Nas cartas, passei a denominar essa chama remanescente de ‘minha alma de bebê’; decidi que, a partir daquele instante, a minha tarefa seria cuidar daquele espírito da
melhor forma que eu pudesse”.

Ficha Técnica:
Tradução: Candice Soldatelli
ISBN: 9788581741536
Formato: 16x23cm
Páginas: 513
Preço de capa: R$ 39,90

Eles também iram publicar ainda este ano o livro True Spirit, de Jessica Watson. O livro vai virar um filme também. As informações sobre o livro estão no blog da editora (que está quase pronto). http://editorabelasletras.blogspot.com.br/2014/02/true-spirit-sera-publicado-pela-belas.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

[Estréias da Semana] A Principal Estréia da Semana fica com Robocop

• Robocop
Estréia: 21/02
Dirigido por: Jose Padilha

Sinopse:
2028. Já há vários anos os drones
têm sido usados para fins militares mundo afora e agora a empresa OmniCorp deseja que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades.
Entretanto, esta iniciativa tem
recebido forte resistência nos
Estados Unidos. Na intenção de
conquistar o povo americano,
Raymond Sellars (Michael Keaton)
tem a ideia de criar um robô que
tenha consciência humana, de forma a aproximá-lo à população. A oportunidade surge quando o
policial Alex Murphy (Joel
Kinnaman) sofre um atentado, que
o coloca entre a vida e a morte.
Distribuido por: Sony Pictures

•12 Anos de Escravidão Estreia: 21/02 Dirigido por: Steve McQueen Sinopse: Não recomendado para menores de 14 anos Esta história, baseada em fatos reais, apresenta Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo liberto que é sequestrado em 1841 e forçado por um proprietário de escravos (Michael Fassbender) a trabalhar em uma plantação na região de Louisiana, nos Estados Unidos. Ele é resgatado apenas doze anos mais tarde, por um advogado (Brad Pitt). Distribuido por: Disney / Buena Vista • Um Conto do Destino Estreia: 21/02 Dirigido por: Akiva Goldsman Distribuido por: Warner Bros. Sinopse: Esta história fantástica, baseada em um romance literário, se desenvolve tanto na Manhattan dos dias atuais quanto no século XIX. Durante um inverno rigoroso, Peter Lake (Colin Farrell), um mecânico irlandês, decide roubar uma imensa mansão, fechada como uma fortaleza. Ele tem certeza que a casa está vazia, mas acaba encontrando uma garota (Jessica Brown Findlay) no interior. Quando ele descobre que ela está prestes a morrer, nasce uma história de amor entre os dois. •Pompeia Estreia: 21/02 Dirigido por: Paul W.S. Anderson Distribuido por: Imagem Filmes Sinopse: Alguns dias antes da lendária erupção do monte Vesúvio, o escravo Milo (Kit Harrington) está preso dentro de um navio, em direção à Nápoles. Ele vai fazer de tudo para escapar e salvar a mulher que ama, além de ajudar o seu melhor amigo, um gladiador que está em dificuldades no interior do Coliseu.

[Eu Cinza] Continuação do Capitulo 13

Leandro e Jefferson nos encaram de seus lugares no sofa assim que nos materializamos na sala. Nao consigo encara-los depois de ter dito que Gabriel nos ajudaria. Eu dou as costas para eles e vou em direçao a cozinha. Posso ouvir a voz suave de Bianca lhes informando o fiasco da nossa tentativa e a resposta quase inaudivel de Leandro: Eu sabia...
Paro no meio do que deveria ser o quintal encarando as outras casas silenciosas. Desde que cheguei aqui nao vi nenhuma pessoa andando por entre elas. Nem entrando, nem saindo. Ouvi apenas alguns poucos ruidos a noite, mas apenas isso. De repente, sinto cheiro de sabonete e menta trazido pela brisa. Jefferson me abraça por traz e eu nem sequer me assusto. Vai demorar muito para que algo desafie minha perspectiva de medo novamente, penso. Ficamos assim, aproveitando o calor um do outro por alguns minutos em silencio ate que eu o quebro:
- Onde estao as pessoas daqui? - pergunto.
- Elas trabalham a maior parte do dia ou simplesmente perambulam por ai. Sao todos pobres.
- E as crianças? Nao a crianças aqui?
- Nao. Nao sei o motivo, mas a maioria das pessoas que moram aqui sao solteiras.
- Deve ser por que aqui é quase o fim do mundo.
Ele ri por um momento e aquela risada me parece estranha nesse momento. Deslocada, totalmente fora do lugar. Me viro para encara-lo e coloco minhas maos em sua cintura.
- Voce nao vai me dizer eu te avisei? - pergunto. As palavras saem tristes.
- Nao. Porque eu faria isso? Eu tambem tinha um pouco de esperança depois de toda aquela sua descriçao sobre ele, mas vejo que eu estava certo afinal.
- Bianca contou toda a nossa conversa?
- Alguns pedaços dela. Ele foi muito injusto com voce e com a sua mae. Tenho vontade de ir ate ele e quebrar-lhe a cara! Ele poderia ter te avisado. Se nao fosse por amor, mas pela amizade que voces tiveram.- ele fala meio raivoso.
- Eu nao quero mais pensar nele. - solto um longo suspiro. - Eu irei falar com Marcelo e voce ira comigo.
- Mas, se ele nao ouviu voces da outra vez, quem dira que ele ouvira agora?
- É a minha ultima esperança. Nao temos nenhuma pista do Quest. Nenhuma. E so ele parece saber de alguma coisa.
- E se ele nao souber,Laura? Ou se ele nao quiser falar?
- Ele vai falar. Nao posso me dar o luxo de pensar o contrario agora. Se ele nao souber, ele ainda podera nos ajudar a vasculhar a cidade. Cada centimetro dela se for preciso. Eu tenho que trazer minha mae de volta!
- Nos iremos. Eu irei com voce. Trarei ele arrastado se for preciso!
Ele me abraça forte e aspiro seu cheiro com toda a minha força. Nao quero esquecer disso nunca. Ele me traz segurança, como se eu finalmente estivesse no lugar certo. Como se eu nao precisasse jamais voltar aquele bosque novamente para ficar sozinha. Me afasto e puxo seu rosto para mais perto. Nos beijamos com intensidade, vorazes. Seus labios se encaixam nas dobras dos meus com um afago caloroso e protetor e por um breve momento eu esqueço dos problemas. Esqueço do meu proprio ser como se fossemos duas almas nos unindo sem nos importarmos com os defeitos um do outro.
Ele me afasta para olhar em meus olhos e me da um beijo na testa. Seguro suas maos entre as minhas entrelaçando nossos dedos. Ele me da o seu sorriso de propaganda de pasta de dentes e o retribuo. Depois que tudo isso passar nos poderemos aproveitar a companhia um do outro mais intensamente. Isso se um dia isso passar. Ele coloca um cacho do meu cabelo atras da minha orelha e fala:
- Esta com fome?
- Agora que voce falou... me sinto faminta!
Seguro sua mao firmemente enquanto ele me leva para dentro.
Jefferson tem uma leveza, algo que consegue me acalmar inteiramente. Diferente de como Gabriel me fazia sentir. Eu sempre ficava com duvidas quando estava com ele e nunca senti vontade de nao ir mais ao Bosque. Agora com Jefferson é o oposto. Ele me da segurança o bastante para que eu nao precise de nada alem de ser eu mesma. Ele me coloca para cima de uma maneira que ninguem jamais conseguiu fazer. Sinto como se finalmente eu estivesse liberta dos meus medos. Aqui é o meu lugar. Nao estou mais desencaixada da vida.
Ele me pega olhando-o enquanto mordisco meu sanduiche e ri. Se nao fosse pela situacao em que minha mae foi colocada eu poderia esta usufruindo dessa felicidade por completo. Sem medos ou ansiedade. Pego sua mao livre entre as minhas e aperto forte e sorrio para ele.
- Voce me faz muito bem, sabia? - falo.
- E ainda farei muito mais. Voce sim me faz sentir otimo! Como se eu fosse um passaro recem saido da gaiola.
- Eu penso o mesmo em relacao a voce.
Ele me puxa para um abraço desajeitado de lado e planta um beijo suave nos meus labios com gosto de menta. Estamos sentados no terraço lado a lado olhando o sol descer por entre as arvores indo em direcao a linha do infinito. É a primeira vez que eu divido um momento dessa forma com alguem. Apoio minha cabeça no ombro dele e ele me envolve com um dos braços. Apesar do braço da cadeira esta machucando levemente minha costela me forço a suportar para esta o mais perto dele possivel. Ele é como se fosse a minha ancora de salvacao e sinto que represento o mesmo para ele.
- Nos vamos traze-la de volta. Eu prometo a voce,Laura. Eu tenho certeza disso.
- Faremos o possivel. E mesmo que... - as palavras parecem nao querer sair. - ...nao consigamos traze-la tenho certeza que teremos feito o nosso maximo.
- Nao pense nisso. Nos vamos conseguir! Eu me recuso a perder. Pela primeira vez na minha vida, eu quero sair dessa por cima. Nos podemos fazer o nosso destino.
- Eu espero que sim.
- Tenha certeza. Nos temos anjos, nao temos? Isso so pode querer dizer que Deus esta do nosso lado. Somos especiais!
- Muito especiais. - rio e o puxo para mais um dos nossos beijos exagerados e apaixonados. O por do sol fazendo de nossas peles um espelho alaranjado e eu so quero aproveitar cada segundo que eu tiver ao lado dele.
- Voce deve ir descansar,Laura! Voce passou muito tempo fora hoje. - ele fala me afastando. - Alem da dobra de viagem que Bianca fez para trazer voces de volta.
- Tudo bem. Voce vem comigo?
- Nao. Eu preciso resolver um assunto, mas nao se preoculpe. Estarei la quando voce menos esperar.
Ja no quarto me deito e sinto cada um dos meus musculos doerem em reprovacao. A um minuto eu nao estava sentindo nada. Agora que resolvo me deitar voces reclamam? Ouço Jefferson acelerar a moto e partir o que desfaz meus pensamentos. Nao imagino o que possa ser o assunto que ele tem para resolver. O cansaço acaba me vencendo e as garras do sono me arrastam pela escuridao. Eu acabo sendo levada para mais uma visao noturna. Estou no mesmo cubiculo escuro e umido de antes. O comodo onde minha mae esta encerrada. A unica claridade que entra no quarto onde estou é a das lampadas no corredor. Sigo por ele e paro perto de entrar no proximo espaço quando ouço vozes. Demora um pouco para que possa enxerga-los com a pouca claridade que vai do corredor ate eles, mas vejo dois Damns conversando de pe  proxima a mesa de costas para mim. Mesmo sabendo que eles nao podem me ver ou me tocar como na outra visao que eu nao pude tocar ou me comunicar com minha mae, tenho medo que eles possam me sentir bisbilhotando-os. Dou um passo para mais perto da entrada do comodo e posso distinguir o que dizem:
- Voce acha que eles podem encontrar uma maneira de entrar aqui? - o mais baixo pergunta.
- Nao. Eles nem ao menos sabem quem ele é. - ele da uma gargalhada aterrorizante. - Tolos! Bem na frente de seus narizes, mas nao percebem. Isso so facilita ainda mais os nossos planos!
- Entao nao temos com o que nos preocupar. Nao é mesmo?
- Claro, seu cabeça oca! Nao esta me ouvindo? Eles nunca entrarao aqui. Estao cegos. E mesmo que entrassem, estamos preparados para eles.
- Mas e a mulher? Ela esta muito fraca. O que a fedelha mandou fazer com ela? - com fedelha pressinto que falam de Juliana.
- Ela vai aguentar. Tem que aguentar por que a fedelha quer aquela garota do nosso lado. Na verdade, acho que aquele garoto da cadeira de rodas esta fazendo a cabeça da fedelha.
- Ela é tao trouxa quanto aqueles outros! - ele para de falar por um segundo parecendo esta pensando. - Mas, e se eles o encontrarem? E se ela descobrir?
- Nos os mataremos! Os dois! E depois de conseguirmos o que queremos cuidaremos da fedelha tambem! Do jeito que ela merece.
Eles riem juntos de um jeito que faria qualquer ser humano ter um ataque histerico e fugir da presença deles. Reunindo minha ultima centelha de coragem vou para a porta de acesso ao proximo comodo. Antes de entrar dou uma ultima espiada por sobre o ombro e os vejo de costas olhando para alguma coisa na tela de um computador, mas estou muito distante para conseguir ver o que é.
Passo meu corpo pela porta e a unica claridade no quarto vem dos aparelhos do lado da cama onde minha mae esta. Demora alguns segundos para que meus olhos se acostumem ao breu. Paro do lado da cama e uma serie de aparelhos que piscam com luzinhas vermelhas e verdes dao um tom fantasmagorico ao ambiente. Me aproximo da cama e vejo o rosto dela que esta verde por conta das luzinhas dos aparelhos. Ela esta embrulhada ate os ombros com a cabeça pendendo um pouco para o meu lado. Seu rosto esta um pouco mais magro do que da outra vez. Nao so o rosto como seu corpo inteiro. Ela parece fragil e inspira cuidados que aqui ela nao pode ter. Apesar de parecer adormecida, olheiras negras circulam seus olhos fundos. Olho para as maquinas ao seu lado. Varios fios vao delas para os braços da minha mae. So consigo identificar um monitor cardiaco e pelo sinal em verde que vejo na tela seu batimento cardiaco parace fraco. Vejo tambem um soro conectado ao seu braço. Eles estao mantendo-a viva por algum motivo, mas qual? Nao faz sentido. Talvez seja uma armadilha para nos pegar , como uma isca.
Ainda assim, esse nao parece ser o unico motivo e sinto que so irei descobrir o que esta acontecendo quando acharmos o Quest. No final, tudo parece esta ligado a ele de alguma maneira.
De repente, sinto uma força invisivel me puxar indicando que meu tempo aqui acabou. Olho para minha mae por uma ultima vez antes de deixa-la novamente. Quando levo minha mao para tentar toca-la meus olhos se abrem para a realidade.